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Décio Luiz Gazzoni

O futuro da soja e do programa de biodiesel


BiodieselBR.com - 17 jul 2012 - 16:45 - Última atualização em: 07 fev 2019 - 12:39
Décio Luiz Gazzoni
Em junho de 2012 foi realizado, em Cuiabá, o VIII Congresso Brasileiro de Soja, congregando mais de 2.000 participantes. Durante os três dias do evento, foram discutidos temas agronômicos, nutricionais, ambientais, sociais, empresariais e econômicos. A temática técnica seguramente será amplamente discutida por outros colegas, portanto vou ater-me às questões estratégicas. Este foi um dos pontos altos do Congresso, ou seja, vislumbrar as possíveis rotas que a soja deve trilhar nos próximos 40 anos.

Tese central

Durante uma apresentação que fizemos no Fórum de Máxima Produtividade da Soja, um evento do Congresso, chamamos a atenção para um aspecto que nos parece crucial quando perscrutamos o futuro. Trata-se dos fatores que modulam a demanda de produtos agrícolas, em particular da soja. Consideramos que os principais fatores são os demográficos (população, expectativa de vida e estrutura etária), os econômicos (crescimento do PIB, da renda per capita e inflação), os sociais (inclusão social e mudança de hábitos) e os tecnológicos (inovações de produtos concorrentes ou que viabilizam novos usos da soja, produtividade, redução de custos de produção). Em nossa tese, esse conjunto de fatores tem importância capital até a década de 2050, e alguns deles até decrescem de importância a partir daquela data.

Fundamentamos a afirmativa nos seguintes aspectos:
a.    De acordo com os principais institutos que se dedicam a prospectar o comportamento da curva populacional do planeta (Banco Mundial, FMI, ONU, FAO, US Bureau of Census), até 2050 ainda teremos crescimento positivo da população, embora com incrementos decrescentes a cada ano. Na década de 2050 a população tende a estabilizar-se, para diminuir progressivamente rumo ao fim do século. Paradoxalmente, nas próximas gerações o controle da natalidade será substituído pelo incentivo à natalidade, dada a dimensão dos problemas que serão criados com o crescimento populacional negativo;
b.    A expectativa para os próximos anos é a sequência de ciclos típicos do capitalismo, com períodos longos de crescimento econômico sustentável, com expansão do PIB global a altas taxas, entremeados por interstícios de baixo crescimento. Crises profundas, como a que vivenciamos no momento, são eventos raros, que não devem tornar a ocorrer antes de 2050.
c.    A legião de pessoas com insegurança alimentar é estimada pela FAO em um bilhão de pessoas, na atualidade. A expectativa de redução do crescimento populacional, com os ganhos de produtividade agrícola e o incremento da renda per capita, permite estabelecer uma premissa de que, em 2050, o contingente de famélicos será meramente friccional e conjuntural, deixando de ter a importância estrutural que possui hoje;
d.    Após 2050 a economia da maioria dos países estará amadurecida, com pouco espaço para crescimento adicional de consumo de produtos agrícolas, relacionadas ao aumento da renda per capita.

Aceitas as premissas, a tese que queremos demonstrar é que atingiremos o pico da demanda agregada de produtos agrícolas na década de 2050. Portanto, o farol da inteligência estratégica precisa iluminar o caminho até aquela década pois, a partir dela, muda a importância relativa entre os fatores de competitividade, afetando a relação de equilíbrio entre os players do mercado.

Corolário

Os países que estabelecerem uma agropecuária sólida, sustentável, bem fundamentada, e que se tornarem atores chaves no comércio internacional de produtos agrícolas até 2050, estarão em melhores condições de competir a partir daquela data por um mercado que se estreitará em quantidade, mas que se tornará cada vez mais exigente em qualidade. A disputa do mercado internacional de produtos agrícolas, pós 2050, se dará exclusivamente entre os países que liderarem o mercado até aquela década, os demais dificilmente ingressarão em um mercado que se contrairá de forma inexorável.

Entretanto, cabem três considerações importantes sobre o exposto acima:
a.    Cada país, individualmente, buscará capturar a maior parcela possível do mercado interno para sua própria produção. Em parte por razões econômicas, e em parte por razões sociais, mas principalmente por questões ligadas à soberania e segurança alimentar, mesmo que não disponham de competitividade para tanto;
b.    Na condição exposta anteriormente, quando o esforço para a África tornar-se um grande continente produtor agrícola estiver amadurecendo – o que demandará, no mínimo, 30 anos – a produção agrícola mundial tenderá a estabilizar-se, fechando o espaço para novos atores de grande escala. Nesta condição, a produção agrícola da África estará mais voltada para seu mercado doméstico que para atender as demandas globais, e competir no mercado internacional;
c.    Nunca devemos menosprezar os break-throughs tecnológicos. A Ciência tem sido pródiga em derrubar paradigmas produtivos, revolucionando o mercado com novas tecnologias, o que realinha, de uma forma não imaginada até então, a paridade competitiva entre os produtores.

Consequências

O item (c) acima é o mais polêmico e o que merece maior atenção. Para ilustrá-lo, vamos utilizar exemplos de outras áreas que não o agronegócio, mas que são muito atuais. Comecemos com a indústria relojoeira: alguém imaginaria, há meros 50 anos, que os relógios suíços seriam destronados pelos japoneses? Que tal a referencia à Kodak, uma das maiores empresas globais, que viu seu império quase monopolístico de filmes fotográficos esvair-se na esteira das câmeras digitais, em menos de uma década? Ou, que tal a telefonia? Em meia década saltamos dos telefones à corda para os automáticos, da ligação por telefonista para o DDI, dos fixos para os celulares e, a partir de agora, dos celulares para as grandes redes de Wi-Fi e os sistemas de comunicação como Skype ou similares. Cada onda de inovação enterra o paradigma anterior. Ou, como colocamos durante o Congresso de Soja “Quando muda o paradigma tecnológico não interessa quão competitivo alguém era no paradigma anterior, pois tudo volta à estaca zero e o jogo recomeça”.

O que isto tem a ver com agricultura? Especulemos com dois temas. O primeiro trata do adensamento produtivo e energético, do qual o cultivo de microalgas é o melhor exemplo. Resolvidos os problemas de sistemas de produção (que podem demorar 10-15 anos), as algas poderiam, paulatinamente, deslocar a produção de amidos, óleos e proteínas, com enormes vantagens, pois um hectare de algas, ao longo de um ano, pode substituir até uma centena de hectares de cultivos agrícolas tradicionais. Essa modificação traria enorme impacto na competitividade relativa entre os países produtores de commodities.

O segundo tema sobre o qual especulamos no Congresso é a fotossíntese artificial. Cientistas são insaciáveis por natureza, sempre buscam romper a fronteira do conhecimento. Um dos temas muito investigados hoje em dia é a substituição das plantas (a fotossíntese) por engenhocas químicas, que permitiriam aproveitar a radiação solar como fonte de energia para sintetizar inúmeros produtos. Pense apenas nos países que hoje possuem uma janela curta, de 4 ou 5 meses de cultivo, e que poderiam estendê-la para 12 meses, com luz artificial ou natural, uma vez que aquelas engenhocas químicas são quase insensíveis às baixas temperaturas e a fotoperíodo.

Portanto, vale uma vez mais o alerta sempre presente: a competitividade futura de um país está na razão direta do investimento em Pesquisa de Desenvolvimento da atualidade.

O impacto sobre a demanda de grãos

Observe-se na Figura 1 o comportamento mais aceito pelos estudiosos do tema, em relação à forma da curva populacional até o final do século XXI. Ela mostra claramente a estabilização da população em 2050, e o decréscimo populacional após esta data. Para explicar o que ocorre, a Figura 2 mostra o acréscimo populacional líquido (nascimentos menos óbitos) por década.
 
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Figura 1. Curva de crescimento populacional entre 1950 e 2050.

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Figura 2. Acréscimo populacional líquido, por década.

Desde 1970 o acréscimo por década se mantém fixo (cerca de 0,8 bilhão de pessoas), porém o seu percentual é menor a cada década. A partir da presente década (2010), mesmo os incrementos líquidos passam a ser cada vez menores, e a tendência é invertida em 2050, quando os óbitos passam a ser maiores que os nascimentos.

No período anterior a 2050, o menor incremento populacional será compensado pela inclusão social e pelo aumento da renda per capita disponível para consumo das famílias, o que torna o consumo mais exigente e sofisticado, especialmente no que tange a proteínas vegetais. Como tal, a produção global de grãos permanece ascendente até a metade deste século, pois, para cada quilograma de carne produzido, são necessários até sete quilos de grãos, no caso de bovinos. A Figura 3 apresenta uma estimativa aproximada da evolução da produção de grãos no mundo.

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Figura 3. Produção mundial de grãos de 1960 a 2011 e estimativa de demanda de 2012 a 2050

Nos 50 anos decorridos entre 1960 e 2010, a produção mundial de grãos cresceu à taxa geométrica anual de 2,67%. Daqui até 2050, a estimativa é de um crescimento anual de, aproximadamente, 1,33%, totalizando um crescimento esperado de 80% entre 2010 e 2050. Entretanto, este valor agregado precisa ser esmiuçado para cada um dos grãos que o compõe, pois alguns crescerão menos (arroz, centeio, feijão) e outros crescerão mais, como o caso da soja. Os exercícios que efetuamos com esta cultura, considerando os mercados de óleos vegetais, proteína para arraçoamento, biocombustíveis e química fina, indicam que a soja ainda manterá leve incremento de demanda, mesmo após a década de 2050 – embora não por muito tempo.

A Figura 4 expõe um comparativo entre a demanda provável para a soja e para os demais grãos. Enquanto a soja deve estabilizar-se na década de 2060, o conjunto de grãos já atingiu seu ápice na década de 2050.

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Figura 4. Demanda estimada para o conjunto de grãos e para a soja, entre 2010 e 2060.

A soja
Assim, a soja se destacaria entre os grãos sendo, provavelmente, aquele de maior demanda até meados do século. Neste caso, cabe analisar alguns aspectos interessantes, sendo o principal deles quem suprirá esta demanda.

A primeira conclusão que ressalta na análise é que, enquanto quase todos os países do mundo produzem alguma quantidade dos cereais que consomem (arroz, trigo, milho, etc.), poucos países produzem soja, sendo raros os autossuficientes. Este é um dos principais motivos pelos quais a soja, desde 2003, é o grão mais comercializado no mundo.

Entre os países grandes produtores de soja, os EUA, atual primeiro produtor, não possui área de expansão, devendo limitar o crescimento da produção à sua capacidade de aumento da produtividade que, dificilmente, será superior a 1,5% ao ano. A Argentina deve atingir nesta década o limite da Pampa Úmida, que lhe confere enorme competitividade (terra fértil e com boa logística). Paraguai e Uruguai possuem pouca área para expansão, o mesmo ocorrendo com a Bolívia. Pouco ou nada se pode esperar do restante da América Latina, assim como não haverá produção de soja na Europa. A Ásia não aumenta sua produção há muitos anos, e pouco contribuirá nos anos vindouros. E a África é uma excelente promessa... após 2040.

O Brasil fecha a conta
Outra tese que defendemos é que o Brasil será o país responsável por “fechar a conta” para permitir o casamento da oferta e da demanda de soja nos próximos anos. Obviamente que a demanda não será exatamente como aquela exposta na Figura 4, sofrendo pressões conjunturais, especialmente de eventos macroeconômicos, tornando a curva serrilhada. Portanto, alguma oscilação de preços será sentida, mas, quando analisado na forma de médias quinquenais, o Brasil deverá apresentar o maior incremento em volume físico de produção e, na maioria dos períodos, o maior incremento percentual. Diversos cenários são possíveis de serem traçados, e um deles, que consideramos factível, é apresentado na Figura 5.

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Figura 5. Produção de soja nos principais países produtores do mundo, entre 2010 e 2060.

A Figura é congruente com suas premissas, quais sejam:

a.    Os EUA estão perdendo o dinamismo na produção de soja, e crescerão marginalmente, praticamente estabilizando sua produção a partir da década de 2040;
b.    A Argentina perde market share a partir de meados da década de 2030, apesar de superar os EUA por conta de ainda dispor de alguma área para expansão da cultura;
c.    Os demais produtores, especialmente na África, mantém um dinamismo semelhante ao do Brasil, que “fechará a conta”, em virtude de sua capacidade competitiva atual frente aos países que ingressam no cenário da produção a partir desta década. Nesta condição, o Brasil adquire o status de maior produtor de soja a partir do final desta década, ou início da próxima.

Consequentemente, cresce em muito a responsabilidade do Brasil, que pode expandir sua área, ocupando terras degradadas, ou investindo em sistemas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, otimizando a ocupação territorial. Porém, o grande diferencial competitivo do Brasil deverá situar-se no crescimento sustentável da produtividade. Esta deve ser a meta principal a ser perseguida, o que é perfeitamente factível.

Investindo em aumento da produtividade sustentável
Para tanto, basta analisar com atenção os números apresentados pelos participantes do Desafio de Máxima Produtividade de Soja, conduzidos desde o final da década passada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). O quadro a seguir mostra a evolução a partir da linha base (safra 2008/09), e considerando os três últimos desafios.

Tabela 1. Produtividade (em sacos de soja por hectare) dos vencedores do Desafio de Máxima Produtividade do CESB, comparados à produtividade média brasileira.
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Observa-se que a média de produtividade dos 10 produtores mais bem colocados no Desafio cresceu 23% entre 2008 e 2012, o que indica um rápido aprendizado na utilização de sistemas de produção de alto rendimento. Entre 2009 e 2012, o recorde de produtividade saltou de 82,8 para 108,7 sacos /ha. Este recorde é 146% superior à média brasileira do mesmo ano (2012).

Dois fatos importantes se sobressaem na análise dos resultados do Desafio. O primeiro é que nos anos de clima adverso, como ocorreu em 2011/12, a média dos 10 produtores mais bem colocados se mantém alta, sendo praticamente igual àquela obtida em um ano ótimo (safra 2010/11). Já a média brasileira caiu 15% na última safra, por conta do clima ruim da safra 2011/12. Desta forma, enquanto em um ano ótimo os dez melhores produtores obtiveram um acréscimo de 84% sobre a média brasileira, em um ano ruim este incremento foi de 117%.

O segundo fato é que, em todas as regiões brasileiras abrangidas pelo Desafio, os primeiros colocados sempre obtiveram rentabilidade superior à média da lavoura, nas áreas de Máxima Produtividade. Em 2012, o melhor resultado foi obtido pelo vencedor da Região Sul, Ely Azambuja, que obteve uma renda de R$1.209,00 a mais, por hectare, quando contrastada a área de máxima produtividade (renda líquida de R$ 3.216,00 / ha) com o restante da lavoura (renda líquida de R$ 2.007,00 / ha).

Portanto, os resultados indicam que vale a pena investir em alta produtividade, com sustentabilidade, e que os resultados comparativos são melhores em anos ruins que em anos bons. Este diferencial é o maior trunfo competitivo de que dispõe o Brasil, aliado à possibilidade de cultivar, na mesma área, 2-3 cultivos anuais, além de usar a mesma área como pastagem de inverno para a engorda do gado. Assim, o risco climático, cambial e financeiro fica distribuído e torna o produtor mais competitivo no conjunto da sua produção e não em um produto isolado.

Biodiesel

Feita esta análise da cultura, resta prospectar o que poderia ocorrer com a oferta de matéria prima para o programa de biodiesel. No mesmo Congresso de Soja apresentamos cálculos estimativos do consumo de biodiesel, em um cenário em que a mistura obrigatória aumentaria para 7% em 2013, chegando a 10% em 2020. A Figura 6 apresenta a evolução da demanda de biodiesel total, comparada com a produção específica de biodiesel de soja, para o período 2012-2025.

Afora uma excepcional expansão da lavoura de dendê (palma de óleo), nenhuma outra oleaginosa poderia suprir parcela ponderável da demanda de matéria prima do programa, nos próximos 10-15 anos. Ao contrário, a conjugação do crescimento da demanda de óleo diesel, variável entre 2-3% ao ano, com o aumento da mistura obrigatória, resultaria em demanda ainda maior de óleo de soja, para que as metas do programa fossem cumpridas. Esta visão transparece na Figura 6, e consolida a ideia de que cada país vai lastrear sua produção de bioenergia nas matérias primas que são produzidas em maior quantidade e que fornecem uma garantia de oferta, no longo prazo. Até que ocorra alguma revolução no campo, a matéria prima dominante que, no Brasil, será a soja.

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Figura 6. Demanda de biodiesel total e produção de biodiesel de soja, decorrentes da mudança do marco regulatório do programa de biodiesel.

Cabe, então, verificar a validade do exposto acima, projetando a demanda de grãos de soja para esmagamento e obtenção do óleo, e sua relação com a projeção de aumento da produção brasileira. Isto permite mensurar o impacto do programa sobre a cultura, e a capacidade de atendimento da demanda de óleo vegetal, o que é apresentado na Figura 7.

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Figura 7. Produção de soja no Brasil e demanda de soja para produção de biodiesel, com a mudança do marco regulatório.

A Figura 8 demonstra como a produção de soja no Brasil cresce a um ritmo mais forte que a demanda de esmagamento para biodiesel. Logo, o percentual da colheita destinado ao programa de biodiesel decresce ao longo do tempo, uma garantia adicional de abastecimento de matéria prima.

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Figura 8. Percentual da soja produzida no Brasil que seria esmagada para obter óleo vegetal destinado ao programa de biodiesel, com a mudança do marco regulatório.

Em nossa opinião, os números são convincentes e demonstram que o impacto do programa de biodiesel sobre a produção de soja é limitado, demandando entre 12 e 16% da soja produzida no Brasil, sendo a demanda menor ao longo do tempo.

Uma externalidade positiva muito importante do programa de biodiesel seria o esmagamento forçado de soja no Brasil, gerando maior quantidade de farelo. Este farelo, se não for consumido integralmente pela indústria de rações animais e de outros usos alimentares ou não alimentares, será exportado, o que não será difícil de realizar, em virtude de um mercado francamente comprador, com poucos países ofertantes.

Consideramos fundamental que o nosso país, a par de se tornar o maior produtor de soja do mundo, também seja o maior processador, para agregar valor internamente, valendo-se justamente de sua liderança para impor esta condição ao mercado, tornando-o mais justo e equilibrado.

Em conclusão, o Brasil deverá tornar-se o maior produtor mundial de soja, em um lapso de tempo não superior a 10 anos. O incremento da demanda de soja para os próximos 50 anos será o maior entre os principais grãos cultivados no mundo, e sua produção deverá crescer acima de 150%, até 2050. A soja necessária para produzir óleo vegetal destinado ao programa de biodiesel decrescerá em porcentagem do total da produção, embora o volume total de biodiesel venha a experimentar um forte aumento, caso o marco regulatório seja modificado.

Decio Luiz Gazzoni é engenheiro Agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja