Volume exportado caiu 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado
Após um ligeiro repique em outubro, as exportações de óleo de soja voltaram a perder tração no mês passado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques do insumo somaram 97 mil toneladas, representando um recuo de quase 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
O novo resultado faz 2024 retomar a rotina de comparações anuais negativas. Até agora, só em outubro os resultados foram positivos. Na parcial do ano, de janeiro a novembro, as exportações do insumo somaram 1,25 milhão de toneladas – uma queda de 44,1% em relação ao ano anterior.
Após um ligeiro repique em outubro, as exportações de óleo de soja voltaram a perder tração no mês passado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques do insumo somaram 97 mil toneladas, representando um recuo de quase 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
O novo resultado faz 2024 retomar a rotina de comparações anuais negativas. Até agora, só em outubro os resultados foram positivos. Na parcial do ano, de janeiro a novembro, as exportações do insumo somaram 1,25 milhão de toneladas – uma queda de 44,1% em relação ao ano anterior.
A queda não chega a ser completamente inesperada, uma vez que, nos últimos anos, o país vem revertendo a política de redução da mistura de biodiesel que vigorou entre maio de 2021 e abril de 2022. Desde março passado, o B14 passou a ser o combustível oficial do país, o que, naturalmente, reduz os excedentes exportáveis de óleo de soja.
Com apenas mais um mês para fechar as contas do ano, o mais provável é que as exportações de óleo encerrem 2024 em seu nível mais baixo desde 2020.
O volume de óleo já exportado este ano equivale ao produto do esmagamento de aproximadamente 6,6 milhões de toneladas de soja em grão, que se somam aos 96,8 milhões de toneladas de soja exportadas in natura pelo Brasil.
Estabilidade
Em novembro, o valor pago pelos compradores externos foi de US$ 966,68 por tonelada, praticamente repetindo o valor médio de outubro, quando a tonelada de óleo foi negociada por US$ 967,82 – uma variação ínfima de 0,1% entre os dois meses.
Os preços externos do óleo de soja têm permanecido estáveis nos últimos meses, dentro de uma faixa aproximada de US$ 940 a US$ 970. Com esse valor, as exportações renderam US$ 93,8 milhões em novembro, o que equivale a aproximadamente R$ 544,5 milhões, convertendo pela taxa de câmbio média apurada pelo Banco Central no mês passado.
Nova queda
Em novembro, as exportações de gordura bovina e de óleos e gorduras residuais (OGRs) também perderam tração, totalizando 21,6 mil toneladas – uma queda de 54,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O recuo foi registrado tanto nas exportações de óleo residual (-70%) quanto de sebo bovino (-53,4%).
Apesar dessa queda mais recente, as exportações dessas duas matérias-primas em 2024 já somam 43,2 mil toneladas para os OGRs e 303,4 mil toneladas para o sebo bovino. Em ambos os casos, esses volumes já fazem de 2024 o ano mais exportador para esses dois produtos.
A demanda dos Estados Unidos – onde há incentivos para o uso de gordura animal e OGRs na produção de biocombustíveis – foi o motor desse recorde. O país foi responsável por absorver 90,4% das exportações brasileiras.
Em novembro, as exportações dessas duas matérias-primas renderam US$ 21,6 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com