“Quais países e quais entidades vão liderar as ações para mudança do agronegócio brasileiro?” Com essa pergunta o consultor José Zílio, da ALF Internacional, iniciou a palestra "processamento e utilização de soja: perspectivas brasileiras e globais", que faz parte do IV Congresso Brasileiro de Soja, promovido pela Embrapa em Londrina, Paraná. Para o palestrante, que é formado em engenharia química e tem 38 anos de experiência no setor de soja, a grande locomotiva do agronegócio brasileiro atualmente é a cana-de-açúcar, mas, a médio e longo prazo, a soja também vai ter um papel fundamental por causa da produção de biodiesel. Para Zílio, entidades como a Embrapa, as universidades os órgãos de pesquisa, de uma forma geral, devem discutir com as cooperativas, as empresas químicas, as empresas petrolíferas e a indústria processadora de grãos formas do Brasil produzir tecnologia para suprir a demanda mundial de energia e alimentos.
De acordo com o consultor, a demanda por combustíveis é infinita e, por isso, o Brasil deveria deixar de ser exportador de óleo de soja para produzir biodiesel. “Quando o país deixar de exportar, os importadores terão que pagar um preço maior pela soja e pelo farelo, o que vai melhorar o preço do produto e, consecutivamente, aumentar a renda do produtor”, explica Zílio. Atualmente o Brasil importa 3 milhões de toneladas de diesel por ano e exporta outras 3 milhões de toneladas de óleo de soja. Porém, Zílio alerta que “a soja pode ser uma solução temporária enquanto houver excedente disponível no mercado. Paralelamente, as outras oleaginosas devem ser incentivadas, como a palma, o caroço de algodão, o girassol, a mamona, o sebo animal e até gordura utilizada em restaurantes”.
Zílio explica que apenas 20% da soja se transforma em óleo vegetal, por isso outras oleaginosas são mais vantajosas que a soja para a produção de biodiesel. “Enquanto em um hectare se produz em média 600 quilos de óleo vegetal a partir da soja, no caso do dendê, por exemplo, o rendimento chega a quatro toneladas”, exemplifica o consultor.
Zílio faz outra ressalva em relação a maneira de utilizar o biodiesel. Para ele, no caso brasileiro o biodiesel é uma alternativa vantajosa economicamente se for utilizado próximo de onde foi produzido. “Nós temos dois brasis, o Brasil do interior e o do litoral. Enquanto este concentra as refinarias de petróleo, o outro concentra a produção agrícola.
Levando em conta que o custo de transporte de combustível gira em torno de 80 dólares por tonelada, não vale a pena pegar o biodiesel do interior e levar para o litoral, assim como fazer o inverso com o diesel”, comenta o consultor.
Além da produção de biodiesel, o palestrante acredita que o futuro da soja está no uso para ração animal, principalmente para a criação de peixes, e na alimentação humana. O peixe, de acordo com o palestrante, tem a melhor relação custo/benefício porque é o animal que melhor transforma proteína vegetal em animal, ou seja, tem custo menor de produção. Já o consumo de soja na alimentação humana está crescendo principalmente pela conscientização das pessoas, que estão procurando alimentos mais saudáveis. Zílio dá como exemplo o crescimento dos sucos naturais feitos com soja e o leite de soja. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Soja.
De acordo com o consultor, a demanda por combustíveis é infinita e, por isso, o Brasil deveria deixar de ser exportador de óleo de soja para produzir biodiesel. “Quando o país deixar de exportar, os importadores terão que pagar um preço maior pela soja e pelo farelo, o que vai melhorar o preço do produto e, consecutivamente, aumentar a renda do produtor”, explica Zílio. Atualmente o Brasil importa 3 milhões de toneladas de diesel por ano e exporta outras 3 milhões de toneladas de óleo de soja. Porém, Zílio alerta que “a soja pode ser uma solução temporária enquanto houver excedente disponível no mercado. Paralelamente, as outras oleaginosas devem ser incentivadas, como a palma, o caroço de algodão, o girassol, a mamona, o sebo animal e até gordura utilizada em restaurantes”.
Zílio explica que apenas 20% da soja se transforma em óleo vegetal, por isso outras oleaginosas são mais vantajosas que a soja para a produção de biodiesel. “Enquanto em um hectare se produz em média 600 quilos de óleo vegetal a partir da soja, no caso do dendê, por exemplo, o rendimento chega a quatro toneladas”, exemplifica o consultor.
Zílio faz outra ressalva em relação a maneira de utilizar o biodiesel. Para ele, no caso brasileiro o biodiesel é uma alternativa vantajosa economicamente se for utilizado próximo de onde foi produzido. “Nós temos dois brasis, o Brasil do interior e o do litoral. Enquanto este concentra as refinarias de petróleo, o outro concentra a produção agrícola.
Levando em conta que o custo de transporte de combustível gira em torno de 80 dólares por tonelada, não vale a pena pegar o biodiesel do interior e levar para o litoral, assim como fazer o inverso com o diesel”, comenta o consultor.
Além da produção de biodiesel, o palestrante acredita que o futuro da soja está no uso para ração animal, principalmente para a criação de peixes, e na alimentação humana. O peixe, de acordo com o palestrante, tem a melhor relação custo/benefício porque é o animal que melhor transforma proteína vegetal em animal, ou seja, tem custo menor de produção. Já o consumo de soja na alimentação humana está crescendo principalmente pela conscientização das pessoas, que estão procurando alimentos mais saudáveis. Zílio dá como exemplo o crescimento dos sucos naturais feitos com soja e o leite de soja. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Soja.