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Uso de milho na produção de etanol está perto de gerar conflito

A produção de etanol nos Estados Unidos está crescendo tão rapidamente que pode elevar os preços do milho e fazer com que pecuaristas entrem numa briga dispendiosa pelo grão, segundo dois ex-secretários de Agricultura norte-americanos.
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A produção de etanol nos Estados Unidos está crescendo tão rapidamente que pode elevar os preços do milho e fazer com que pecuaristas entrem numa briga dispendiosa pelo grão, segundo dois ex-secretários de Agricultura norte-americanos.

"Em nossa corrida para garantir a nossa segurança energética, poderemos facilmente negligenciar a necessidade fundamental de segurança alimentar", afirmou Dan Glickman, secretário na época da administração Clinton, a um subcomitê da Câmara dos Deputados.

Um quinto da produção de milho deste ano será destinado à produção de etanol para uso em veículos. Até 2010, os EUA podem dobrar a produção para 10 bilhões de galões, o que levaria os preços do milho para níveis recordes, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

"Este conflito poderia acontecer nos próximos dois ou três anos", disse ele.

Clayton Yeutter, que foi secretário de Agricultura durante a presidência de George H.W. Bush, afirmou que estoques reduzidos de milho e preços altos "certamente poderão ser um problema no curto prazo."

Mas ele acrescentou que a situação pode ficar mais tranquila num prazo mais longo, com o desenvolvimento de novas técnicas de produção de etanol, usando matérias-primas como gramíneas.

Os estoques norte-americanos de milho dos EUA devem cair 40 por cento no ano que vem, para 1,22 bilhão de bushels (31 milhões de toneladas). O preço do milho deve atingir uma média durante a safra de 2,35 dólares por bushel no produtor, segundo o USDA, em comparação a 1,99 dólar em 2005.

"Poderemos ficar fora do mercado exportador" em dois ou três anos devido ao crescimento da demanda pelo grão para a produção de etanol, disse o deputado Collin Peterson, democrata de Minnesota.

Por Charles Abbott - Reuters
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