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Técnicos vão debater biodiesel no RN

Técnicos do governo do estado - e entidades como a Petrobras e Emparn - estarão reunidos no próximo dia 28 para estruturar a cadeia produtiva do biodiesel no RN.
Diário de Natal 3 min de leitura
Técnicos do governo do estado - e entidades como a Petrobras e Emparn - estarão reunidos no próximo dia 28 para estruturar a cadeia produtiva do biodiesel no RN. No encontro, o governo deverá anunciar a meta de cultivar, já em 2007, 50 mil hectares de plantas oleaginosas - girassol, mamona e pinhão-manso - de onde é extraído o novo combustível. A idéia é impulasionar a implantação de uma unidade de produção do biodiesel em escala industrial no estado. O problema é que, enquanto o RN ainda conta apenas com ‘‘plantas experimentais’’ do combustível, a Petrobras já construiu três unidades de biodiesel sendo duas em Minas Gerais e uma no Ceará.

Segundo o secretário extraordinário de Energia, Tibúrcio Batista, a área cultivada no próximo ano será suficiente para produzir 30 mil toneladas de biodiesel e a compra da produção já está assegurada pela Petrobras. ‘‘Essa meta de cultivo é um dos mais importantes passos para viabilizar a construção da unidade produtora de biodiesel em nosso Estado. Há poucos dias assinamos o protocolo com a Petrobras e a implantação dessa unidade é um dos principais pontos do nosso compromisso’’, explicou o secretário.

Atualmente, duas unidades experimentais de biodiesel estão em funcionamento no Estado e receberam investimentos de cerca de R$ 19 milhões em pesquisa e desenvolvimento. Essas produzem três mil litros/dia de biodiesel com o objetivo de amadurecer e consolidar as tecnologias desenvolvidas e patenteadas pela Petrobras para a produção do novo combustível. Com as novas áreas cultivadas, serão gerados 25 mil empregos e o estado já terá capacidade de oferecer matéria prima para a produção em escala industrial do biodiesel. ‘‘Com essa produção, é irreverssível a implantação da planta de biodiesel para o Estado, o que irá gerar empregos e fortalecer, ainda mais, a nossa economia’’, analisa Tibúrcio.

A área cultivada no próximo ano irá gerar 25 mil empregos em 15 municípios do Mato Grande - onde o programa será implantado - além dos municípios de Galinhos, Pendência, Pedro Avelino e Guamaré, que pediram para entrar no programa. Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 3 mil hectares de área cultivando oleaginosas. No início do ano, Petrobras, Emater e cooperativa de produtores da região do Apodi assinaram convênio no valor de R$ 4,2 milhões para a compra de mamona cultivada por agricultores da região. Até 2007 os produtores terão garantida a compra de seis mil toneladas de mamona, o equivalente a uma área de oito mil hectares plantados.

A expansão da área de produção de oleaginosas se dará em parceria com outros programas que visam levar mais desenvolvimento aos pequenos produtores rurais. No caso do trabalho que será desenvolvido no Mato Grande, outros dois projetos estarão associados: o do desenvolvimento da piscicultura e apicultura. Pelos dados da secretaria de energia, os 50 mil hectares também produzirão 40 mil toneladas de ração animal, que será utilizada na alimentação de tilápias.
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