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SP: Biodiesel na região

Não há como fazer análise do produto para saber se está dentro do especificado. Já existe adulteração, feita em fundos de quintal e não há como comprová-la porque não há regulamentação
Gazeta de Ribeirão 6 min de leitura
Produto, de origem animal, será vendido em postos de bandeira branca misturado ao diesel na proporção de 2%

A Aspen, distribuidora de combustíveis de Paulínia, na região de Campinas, anunciou ontem, no JP Hotel, a comercialização de biodiesel na região de Ribeirão Preto. O produto será vendido em cerca de 200 postos de bandeira branca misturado ao diesel na proporção de 2% e pelo mesmo preço do litro do diesel (R$ 1,90).

Como não apresenta nenhuma vantagem econômica em termos de preço, a Aspen tenta seduzir os consumidores com o argumento de que o biodiesel apresenta vantagens ambientais e sociais: seria menos poluente e seu consumo estimularia a fixação de famílias no campo, na produção de matéria-prima (mamona, soja, girassol etc.).

Para Wonei Nardari, gerente de produto da Aspen, além desses aspectos favoráveis, o biodiesel não requer modificação das características dos motores, como é o caso de veículos movidos a álcool, e melhora as condições de desempenho e lubrificação. "Isso está comprovado por testes", diz.

A idéia da empresa é distribuir 300 mil litros por mês de biodiesel na região de Ribeirão, com perspectivas de aumentar essa quantidade de acordo com a demanda e a oferta do biodiesel, cuja produção ainda é limitada.

O biodiesel misturado ao diesel na proporção de 2% é uma determinação da lei 11.097/2005. Em princípio, essa exigência estaria valendo a partir de 2008, mas foi antecipada para 2007, segundo Nardari.

A matéria-prima usada para a fabricação do biodiesel comercializado na região não será de origem vegetal, mas animal: o sebo, adquirido em frigoríficos. A justificativa da Aspen é a falta de oferta matéria-prima de origem vegetal.

Donos de postos de combustíveis presentes ao anúncio da distribuição do biodiesel se mostraram
apreensivos em relação à comercialização do produto porque não existe ainda, segundo eles, nenhuma norma da ANP (Agência Nacional do Petróleo) regulamentando o combustível.

"Não há como fazer análise do produto para saber se está dentro do especificado. Já existe adulteração, feita em fundos de quintal e não há como comprová-la porque não há regulamentação", fala Walter Basso, proprietário de quatro postos de combustíveis.

Para ele, a regulamentação é urgente, pois seria a única maneira de se aferir a qualidade do produto. Sem a regulamentação, afirma, a dúvida é se é o posto ou a distribuidora a responsável pela qualidade do biodiesel.

Basso defende também que o diesel misturado ao biodiesel seja armazenado em tanque próprio e vendido em bomba específica. "Antes de lançarem o biodiesel já deveriam ter feito essa norma", fala o comerciante.

A assessoria de imprensa da ANP informou que existe uma portaria, de número 42/2004, que estabelece as especificações do biodiesel.

Programa teve início em 2003

O programa do biodiesel foi criado em 2003 pelo governo federal com o objetivo de reduzir a dependência do país em relação às importações de petróleo.

O diesel representa 58% do consumo nacional de combustíveis, ou o equivalente a 38 bilhões de litros. O Brasil importa 10% do diesel que consome.

O biodiesel pode ser produzido a partir de várias matérias-primas: mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso (planta de origem indiana) e a soja.

A utilização do combustível de origem vegetal para movimentar caminhões e máquinas foi prevista pelo
inventor do diesel, Rudolf Diesel, em 1911.

No próximo dia 30, será realizado em Brasília um encontro nacional para debater a alta do petróleo e a necessidade de redução do uso de poluentes fósseis.

Produto, de origem animal, será vendido em postos de bandeira branca misturado ao diesel na proporção de 2%

A Aspen, distribuidora de combustíveis de Paulínia, na região de Campinas, anunciou ontem, no JP Hotel, a comercialização de biodiesel na região de Ribeirão Preto. O produto será vendido em cerca de 200 postos de bandeira branca misturado ao diesel na proporção de 2% e pelo mesmo preço do litro do diesel (R$ 1,90).

Como não apresenta nenhuma vantagem econômica em termos de preço, a Aspen tenta seduzir os consumidores com o argumento de que o biodiesel apresenta vantagens ambientais e sociais: seria menos poluente e seu consumo estimularia a fixação de famílias no campo, na produção de matéria-prima (mamona, soja, girassol etc.).

Para Wonei Nardari, gerente de produto da Aspen, além desses aspectos favoráveis, o biodiesel não requer modificação das características dos motores, como é o caso de veículos movidos a álcool, e melhora as condições de desempenho e lubrificação. "Isso está comprovado por testes", diz.

A idéia da empresa é distribuir 300 mil litros por mês de biodiesel na região de Ribeirão, com perspectivas de aumentar essa quantidade de acordo com a demanda e a oferta do biodiesel, cuja produção ainda é limitada.

O biodiesel misturado ao diesel na proporção de 2% é uma determinação da lei 11.097/2005. Em princípio, essa exigência estaria valendo a partir de 2008, mas foi antecipada para 2007, segundo Nardari.

A matéria-prima usada para a fabricação do biodiesel comercializado na região não será de origem vegetal, mas animal: o sebo, adquirido em frigoríficos. A justificativa da Aspen é a falta de oferta matéria-prima de origem vegetal.

Donos de postos de combustíveis presentes ao anúncio da distribuição do biodiesel se mostraram
apreensivos em relação à comercialização do produto porque não existe ainda, segundo eles, nenhuma norma da ANP (Agência Nacional do Petróleo) regulamentando o combustível.

"Não há como fazer análise do produto para saber se está dentro do especificado. Já existe adulteração, feita em fundos de quintal e não há como comprová-la porque não há regulamentação", fala Walter Basso, proprietário de quatro postos de combustíveis.

Para ele, a regulamentação é urgente, pois seria a única maneira de se aferir a qualidade do produto. Sem a regulamentação, afirma, a dúvida é se é o posto ou a distribuidora a responsável pela qualidade do biodiesel.

Basso defende também que o diesel misturado ao biodiesel seja armazenado em tanque próprio e vendido em bomba específica. "Antes de lançarem o biodiesel já deveriam ter feito essa norma", fala o comerciante.

A assessoria de imprensa da ANP informou que existe uma portaria, de número 42/2004, que estabelece as especificações do biodiesel.

Programa teve início em 2003

O programa do biodiesel foi criado em 2003 pelo governo federal com o objetivo de reduzir a dependência do país em relação às importações de petróleo.

O diesel representa 58% do consumo nacional de combustíveis, ou o equivalente a 38 bilhões de litros. O Brasil importa 10% do diesel que consome.

O biodiesel pode ser produzido a partir de várias matérias-primas: mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso (planta de origem indiana) e a soja.

A utilização do combustível de origem vegetal para movimentar caminhões e máquinas foi prevista pelo
inventor do diesel, Rudolf Diesel, em 1911.

No próximo dia 30, será realizado em Brasília um encontro nacional para debater a alta do petróleo e a necessidade de redução do uso de poluentes fósseis.

Gazeta de Ribeirão
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