Produtores cobram garantias para investir no cultivo de oleaginosas que resultam no combustível
O coordenador de agroenergia do Ministério da Agricultura, Frederic Abreu, disse ontem no 1º Seminário Regional de Biodiesel que, em 2013, quando o Brasil passará a adicionar 5% de óleo vegetal ao óleo diesel, a produção nacional do combustível vegetal será de 2,5 bilhões de litros/ano. Somando-se às exportações, o volume subirá para 7 bilhões de litros.
O palestrante ainda estima que naquele ano o Brasil terá de produzir pelo menos 27 bilhões de litros/ano de álcool e que esse número poderá subir a 40 bilhões de litros se os Estados Unidos adotarem sua adição à gasolina em 15% . Atualmente, a produção é de 1 bilhão de litros de biodiesel e 15 bilhões de litros de álcool.
Dúvidas
Apesar do cenário positivo apresentado, produtores rurais presentes saíram do simpósio ainda com uma dúvida: terão segurança de preço e rentabilidade para cultivar as sementes das quais será extraído o óleo vegetal?
José Carlos Campos, de Assis, diz que os preços atuais da mamona, girassol e da própria soja, inviabilizam qualquer investimento.
Óleo puro já é utilizado
Frederic Abreu diz que, ao mesmo tempo que o governo monta o programa do biodiesel, é comum o uso do óleo puro nos motores.
Cita que, no ano passado, a ANP não registrou o costumeiro avanço de 3% no consumo de diesel. Ao verificar o motivo, constatou a queda nas vendas caiu em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás, Estados produtores de soja. Com a queda do preço do grão, seu óleo foi usado em substituição ao diesel, principalmente em máquinas agrícolas.
O uso do óleo vegetal puro nos motores a diesel é desaconselhado – ele contém glicerina, que deixa resíduos na câmara de combustão. A fabricação do biodiesel elimina esse elemento.
Apesar disso, a grande expectativa foi a palestra do engenheiro Thomas Renatus Fendel, que falou no encerramento defendendo justamente este procedimento.
Agricultor quer saber preços
O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, diz que o seminário foi positivo por apresentar a estrutura de produção do biodiesel. Mas lembra que uma reunião como essa é “só o começo”.
“As informações estão passadas. Agora precisamos que empresas produtoras do óleo digam concretamente aos agricultores quais são as condições oferecidas para o cultivo, se dão a semente, assistência técnica e, principalmente, garantia de preço”, afirma o ruralista.
O período da manhã foi dedicado à parte estrutural com os representantes do governo e das universidade.
À tarde, falaram os representantes de empresas, que transmitiram informações sobre os processos industriais e o próprio cultivo das oleaginosas. Lídio Pereira da Silva Júnior, da Fertibom, de Catanduva, defendeu que os produtores da região optem pelo pinhão manso.
Jair Aceituno
O coordenador de agroenergia do Ministério da Agricultura, Frederic Abreu, disse ontem no 1º Seminário Regional de Biodiesel que, em 2013, quando o Brasil passará a adicionar 5% de óleo vegetal ao óleo diesel, a produção nacional do combustível vegetal será de 2,5 bilhões de litros/ano. Somando-se às exportações, o volume subirá para 7 bilhões de litros.
O palestrante ainda estima que naquele ano o Brasil terá de produzir pelo menos 27 bilhões de litros/ano de álcool e que esse número poderá subir a 40 bilhões de litros se os Estados Unidos adotarem sua adição à gasolina em 15% . Atualmente, a produção é de 1 bilhão de litros de biodiesel e 15 bilhões de litros de álcool.
Dúvidas
Apesar do cenário positivo apresentado, produtores rurais presentes saíram do simpósio ainda com uma dúvida: terão segurança de preço e rentabilidade para cultivar as sementes das quais será extraído o óleo vegetal?
José Carlos Campos, de Assis, diz que os preços atuais da mamona, girassol e da própria soja, inviabilizam qualquer investimento.
Óleo puro já é utilizado
Frederic Abreu diz que, ao mesmo tempo que o governo monta o programa do biodiesel, é comum o uso do óleo puro nos motores.
Cita que, no ano passado, a ANP não registrou o costumeiro avanço de 3% no consumo de diesel. Ao verificar o motivo, constatou a queda nas vendas caiu em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás, Estados produtores de soja. Com a queda do preço do grão, seu óleo foi usado em substituição ao diesel, principalmente em máquinas agrícolas.
O uso do óleo vegetal puro nos motores a diesel é desaconselhado – ele contém glicerina, que deixa resíduos na câmara de combustão. A fabricação do biodiesel elimina esse elemento.
Apesar disso, a grande expectativa foi a palestra do engenheiro Thomas Renatus Fendel, que falou no encerramento defendendo justamente este procedimento.
Agricultor quer saber preços
O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, diz que o seminário foi positivo por apresentar a estrutura de produção do biodiesel. Mas lembra que uma reunião como essa é “só o começo”.
“As informações estão passadas. Agora precisamos que empresas produtoras do óleo digam concretamente aos agricultores quais são as condições oferecidas para o cultivo, se dão a semente, assistência técnica e, principalmente, garantia de preço”, afirma o ruralista.
O período da manhã foi dedicado à parte estrutural com os representantes do governo e das universidade.
À tarde, falaram os representantes de empresas, que transmitiram informações sobre os processos industriais e o próprio cultivo das oleaginosas. Lídio Pereira da Silva Júnior, da Fertibom, de Catanduva, defendeu que os produtores da região optem pelo pinhão manso.
Jair Aceituno