Multinacional holandesa Agrenco anunciou investimento de R$ 65 milhões na construção da fábrica, que vai produzir 100 t/dia de combustível vegetal
O Grupo Agrenco, da Holanda, vai investir R$ 65 milhões na construção de uma fábrica de biocombustível à base de soja em Rondonópolis (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá). Anexo à usina vai funcionar uma indústria de esmagamento da oleaginosa. A previsão é que as obras comecem em janeiro do ano que vem.
Já o início da produção está programado para o primeiro semestre de 2008. Paralelamente a empresa vai construir outras duas plantas de biodiesel no país, uma no Mato Grosso do Sul e outra no Paraná. Nos três empreendimentos serão empregados cerca de R$ 220 milhões. Juntas, as unidades terão capacidade de produzir 380 mil toneladas (t) por ano do combustível B-100, ou seja, que não é misturado ao óleo diesel, e devem faturar perto de R$ 440 milhões.
O empreendimento será o segundo a produzir o combustível vegetal em Rondonópolis. Há pouco mais de dois meses a Archer Daniels Midland Company (ADM), que opera com beneficiamento de soja no município desde 1997, anunciou a construção da maior fábrica de biodiesel do mundo, em fase de execução na cidade. A unidade entrará em operação no primeiro semestre de 2007.
A fábrica da Agrenco, que vai produzir aproximadamente 100/t de combustível vegetal por dia, terá um quinto da capacidade da concorrente. A ADM vai beneficiar cerca de 500 t/dia, o que elevará a indústria ao posto de maior usina de biodiesel do mundo.
De acordo com dados contidos na carta-consulta apresentada em julho pela multinacional holandesa à Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia de Mato Grosso (Sicme), a indústria vai beneficiar diariamente 1,5 mil/t de soja no município. A matéria-prima vai gerar além do biodiesel, 350 t/dia de farelo e 10 mil/t de glicerina (usada pelas fábricas de cosméticos) por ano. Todos os subprodutos também serão comercializados pela empresa. O secretário adjunto de Desenvolvimento da Sicme, José Epaminondas Conceição, diz que a Agrenco não informou quanto será investido na construção da usina e da esmagadora de soja, isoladamente.
Cerca de 25% do biodiesel fabricado pela multinacional devem ser utilizados por produtores rurais para abastecer a frota de máquinas agrícolas. Outros 20% serão utilizadas pela própria Agrenco e 55% serão exportados. A multinacional não informou os mercados de destino da produção.
A planta de Rondonópolis vai criar ainda 50 empregos diretos. Na carta-consulta a empresa calcula a geração de 100 oportunidades de trabalho indiretas, mas Conceição diz que o número está subdimencionado. “Calculamos que em média, para cada trabalhador contratado na empresa são criados outros quatro empregos indiretos”, explica.
Pelo cálculo, a fábrica movimentará cerca de 200 trabalhadores de forma indireta. Na fase de obras outras 300 oportunidades de trabalho serão abertas. Conceição defende que além dos empregos a usina vai agregar maior valor à produção primária do Estado. Ele lembra que no ano passado Mato Grosso exportou em torno de 9 milhões/t de soja ‘in natura’. “Com a fábrica o grão poderá ser beneficiado aqui no Estado”, diz.
Segundo o secretário adjunto da Sicme, aproximadamente 80% do valor do projeto será financiado. “Eles ainda não fizeram pedido de recursos do FCO [Fundo Constitucional do Centro-Oeste]. Pode ser que busquem o dinheiro junto à outras fontes”.
A usina de biodiesel da Agrenco, que vai ocupar uma área de 30 mil metros quadrados, será a décima terceira a ser construída em Mato Grosso. Conceição diz que toda a documentação do empreendimento já foi analisada e que falta somente a aprovação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial. “O projeto deve ser apreciado na próxima reunião do grupo”, ressalta. A primeira indústria de combustível vegetal a entrar em operação em Mato Grosso será da Barralcool, instalada em Barra do Bugres (Médio Norte do Estado). A confecção de 50 mil t/ano começa a partir do mês que vem.
ANELIZE MORENO
Da Reportagem/Rondonópolis
O Grupo Agrenco, da Holanda, vai investir R$ 65 milhões na construção de uma fábrica de biocombustível à base de soja em Rondonópolis (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá). Anexo à usina vai funcionar uma indústria de esmagamento da oleaginosa. A previsão é que as obras comecem em janeiro do ano que vem.
Já o início da produção está programado para o primeiro semestre de 2008. Paralelamente a empresa vai construir outras duas plantas de biodiesel no país, uma no Mato Grosso do Sul e outra no Paraná. Nos três empreendimentos serão empregados cerca de R$ 220 milhões. Juntas, as unidades terão capacidade de produzir 380 mil toneladas (t) por ano do combustível B-100, ou seja, que não é misturado ao óleo diesel, e devem faturar perto de R$ 440 milhões.
O empreendimento será o segundo a produzir o combustível vegetal em Rondonópolis. Há pouco mais de dois meses a Archer Daniels Midland Company (ADM), que opera com beneficiamento de soja no município desde 1997, anunciou a construção da maior fábrica de biodiesel do mundo, em fase de execução na cidade. A unidade entrará em operação no primeiro semestre de 2007.
A fábrica da Agrenco, que vai produzir aproximadamente 100/t de combustível vegetal por dia, terá um quinto da capacidade da concorrente. A ADM vai beneficiar cerca de 500 t/dia, o que elevará a indústria ao posto de maior usina de biodiesel do mundo.
De acordo com dados contidos na carta-consulta apresentada em julho pela multinacional holandesa à Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia de Mato Grosso (Sicme), a indústria vai beneficiar diariamente 1,5 mil/t de soja no município. A matéria-prima vai gerar além do biodiesel, 350 t/dia de farelo e 10 mil/t de glicerina (usada pelas fábricas de cosméticos) por ano. Todos os subprodutos também serão comercializados pela empresa. O secretário adjunto de Desenvolvimento da Sicme, José Epaminondas Conceição, diz que a Agrenco não informou quanto será investido na construção da usina e da esmagadora de soja, isoladamente.
Cerca de 25% do biodiesel fabricado pela multinacional devem ser utilizados por produtores rurais para abastecer a frota de máquinas agrícolas. Outros 20% serão utilizadas pela própria Agrenco e 55% serão exportados. A multinacional não informou os mercados de destino da produção.
A planta de Rondonópolis vai criar ainda 50 empregos diretos. Na carta-consulta a empresa calcula a geração de 100 oportunidades de trabalho indiretas, mas Conceição diz que o número está subdimencionado. “Calculamos que em média, para cada trabalhador contratado na empresa são criados outros quatro empregos indiretos”, explica.
Pelo cálculo, a fábrica movimentará cerca de 200 trabalhadores de forma indireta. Na fase de obras outras 300 oportunidades de trabalho serão abertas. Conceição defende que além dos empregos a usina vai agregar maior valor à produção primária do Estado. Ele lembra que no ano passado Mato Grosso exportou em torno de 9 milhões/t de soja ‘in natura’. “Com a fábrica o grão poderá ser beneficiado aqui no Estado”, diz.
Segundo o secretário adjunto da Sicme, aproximadamente 80% do valor do projeto será financiado. “Eles ainda não fizeram pedido de recursos do FCO [Fundo Constitucional do Centro-Oeste]. Pode ser que busquem o dinheiro junto à outras fontes”.
A usina de biodiesel da Agrenco, que vai ocupar uma área de 30 mil metros quadrados, será a décima terceira a ser construída em Mato Grosso. Conceição diz que toda a documentação do empreendimento já foi analisada e que falta somente a aprovação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial. “O projeto deve ser apreciado na próxima reunião do grupo”, ressalta. A primeira indústria de combustível vegetal a entrar em operação em Mato Grosso será da Barralcool, instalada em Barra do Bugres (Médio Norte do Estado). A confecção de 50 mil t/ano começa a partir do mês que vem.
ANELIZE MORENO
Da Reportagem/Rondonópolis
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