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RN: Governo retoma debate do biodiesel

A Petrobras possui duas plantas experimentais e quer instalar uma unidade industrial de produção do biodiesel em no máximo três anos. Para isso, quer que o Governo do Estado responda com o incentivo à produção de oleaginosa.
Diário de Natal 3 min de leitura
A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria reuniu secretários envolvidos no projeto Biodiesel e ficou definido que será formatado um documento em conjunto com a Petrobras para detalhar o sistema de comercialização da oleaginosa. O encontro aconteceu na tarde de ontem, contando com os secretários de Agricultura (Elpídio Carvalho), Desenvolvimento Econômico (Thiago Gadelha), Energia (Tibúrcio Batista), além de representantes das secretarias de Recurosos Hídricos, Assuntos Fundiários, Planejamento, Emater, Emparn e Fapern.

Segundo Tibúrcio Batista, a Petrobras possui duas plantas experimentais no Rio Grande do Norte e quer instalar uma unidade industrial de produção do biodiesel em no máximo três anos. Para isso, quer que o Governo do Estado responda com o incentivo à produção de oleaginosa. “Este compromisso é irreversível, pois é um projeto que todos têm interesse. Nesta reunião, discutimos as dificuldades e como superá-las. Agora, de acordo com a responsabilidade de cada órgão, vamos formalizar um plano de ação", determinou a Governadora.

No projeto, cabe ao Estado dar condições de produção aos agricultores. A oleaginosa a ser explorada como matéria-prima deverá ser o girassol, que já é desenvolvido com sucesso na região do Mato Grande e Vale do Açu. "De acordo com dados da Emparn, já para o primeiro semestre de 2007, 35 toneladas de sementes de girassol estarão disponíveis", explicou Tibúrcio.

A cultura do girassol está presente em 63 municípios do Rio Grande do Norte. A capacidade de produção pode chegar a 2.000 quilos por hectare. De acordo com Tibúrcio Batista, o planejamento atual é que haja exploração de 10 mil hectares, em 2007; 25 mil em 2008; e 50 mil em 2009.

Na reunião desta quinta-feira, o mecanismo sobre a comercialização entre o agricultor – produtor de oleaginosa - e a Petrobras ainda não ficou claro, faltando o posicionamento da empresa estatal. "Marcaremos uma reunião com a Petrobras para saber o que realmente ela vai oferecer aos agricultores. Este é o nosso principal entrave para o desenvolvimento do projeto do biodiesel no Estado", afirmou a governadora Wilma de Faria.

BIODIESEL

No atual momento do projeto, as duas plantas experimentais de biodiesel instaladas pela Petrobras em Guamaré estão com capacidade de produção de até 3.600 litros por dia, representando um investimento até hoje de mais de US$ 25 milhões. Com a implantação de uma unidade industrial de produção, serão gerados mais empregos e mais renda no campo.

O secretário adianta que a área cultivada no próximo ano será suficiente para produzir 30 mil toneladas de biodiesel e a compra da produção já está assegurada pela Petrobras. "Essa meta de cultivo é um dos mais importantes passos para viabilizar a construção da unidade produtora de biodiesel em nosso Estado. No protocolo de intenções assinado entre o Governo do Estado e a Petrobras, a implantação dessa unidade é um dos principais pontos do compromisso", explicou.

Em outubro passado, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Secretaria Extraordinária de Energia promoveram o 1º Workshop do Biodiesel, em Natal, reunindo representantes de órgãos estaduais e federais, instituições de pesquisa e representantes da iniciativa privada. Ficou definido, entre outros pontos, que a cadeia produtiva do biodiesel será incentivada a partir de um novo modelo de integração entre os produtores, compradores, instituições financeiras e de pesquisa que garantirão a produção necessária de oleaginosas para o abastecimento das duas plantas de pesquisa instaladas pela Petrobras em Guamaré.
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