Os investimentos em biocombustíveis podem recuar devido ao aumento da concorrência das fabricantes de alimentos pelos produtos agrícolas necessários ao processamento dos combustíveis alternativos e à queda dos preços do petróleo, que está reduzindo a lucratividade associada à produção desses combustíveis, disse Matthias Fawer, analista dos setores de combustíveis e alimentos do Bank Sarasin & Cie AG.
Os investimentos mundiais em fontes de energia renováveis alcançaram US$ 70 bilhões no ano passado, 43% superiores ao registrado em 2005, segundo a New Energy Finance, de Londres. Em 2006, a produção mundial de biocombustíveis quase dobrou, passando a 38,8 milhões de toneladas, segundo o Rabobank Groep. Isso consumiu safras que cobriam quase 14 milhões de hectares de terra cultivável e elevou os preços de grãos como o milho.
"Estamos observando uma alta no número de pontos negativos vinculados aos biocombustíveis", afirma Fawer, que coordenou estudo sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis. "As pessoas pensarão duas vezes antes de investir agora."
A demanda por biocombustíveis fabricados a partir do milho, de sementes oleaginosas e da cana-de-açúcar está crescendo, em meio aos esforços por parte dos países para reduzir sua dependência do petróleo, do gás e do carvão. O aumento da demanda por milho por parte do setor produtor de etanol, aliado ao aumento do consumo mundial do grão, está elevando os preços e reduzindo as margens das refinarias.
Os preços do milho na Bolsa de Commodities de Chicago dobraram nos últimos 12 meses, passando a US$ 4,09 o bushel, e alcançaram na semana passada a maior alta em dez anos. Prevê-se que o consumo do grão para a fabricação de etanol deva disparar 46% no ano que inicia em 1º de setembro, disse o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). "Os alimentos estão ficando mais caros devido à concorrência pelas matérias-primas", disse Fawer. "Os produtores de biocombustíveis também estão pagando mais. Os tempos estão mais difíceis."
Atrasos
A FutureFuel, produtora americana de biocombustíveis, anunciou atrasos em expansão planejada de sua unidade em Batesville, no Arkansas. A empresa atribuiu os adiamentos à redução das margens.
"A queda nas margens afeta todo o setor e não se restringe a nossa empresa nem a sua unidade de Batesville", disse a empresa. O preço do óleo de soja, usado para fabricar biodiesel, subiu 14,8 centavos de dólar por galão (3,785 litros) desde 31 de outubro, enquanto o preço à vista do diesel recuou 10,75 centavos de dólar por galão.
O petróleo bruto para entrega em fevereiro na Bolsa Mercantil de NY caiu para US$ 49,90 o barril na quinta-feira, a menor cotação intradiária desde 25 de maio de 2005. "Investidores deviam se concentrar nos biocombustíveis de segunda geração, fabricados a partir de uma gama mais ampla de matérias-primas, como rejeitos orgânicos", recomenda Fawer.
Os investimentos mundiais em fontes de energia renováveis alcançaram US$ 70 bilhões no ano passado, 43% superiores ao registrado em 2005, segundo a New Energy Finance, de Londres. Em 2006, a produção mundial de biocombustíveis quase dobrou, passando a 38,8 milhões de toneladas, segundo o Rabobank Groep. Isso consumiu safras que cobriam quase 14 milhões de hectares de terra cultivável e elevou os preços de grãos como o milho.
"Estamos observando uma alta no número de pontos negativos vinculados aos biocombustíveis", afirma Fawer, que coordenou estudo sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis. "As pessoas pensarão duas vezes antes de investir agora."
A demanda por biocombustíveis fabricados a partir do milho, de sementes oleaginosas e da cana-de-açúcar está crescendo, em meio aos esforços por parte dos países para reduzir sua dependência do petróleo, do gás e do carvão. O aumento da demanda por milho por parte do setor produtor de etanol, aliado ao aumento do consumo mundial do grão, está elevando os preços e reduzindo as margens das refinarias.
Os preços do milho na Bolsa de Commodities de Chicago dobraram nos últimos 12 meses, passando a US$ 4,09 o bushel, e alcançaram na semana passada a maior alta em dez anos. Prevê-se que o consumo do grão para a fabricação de etanol deva disparar 46% no ano que inicia em 1º de setembro, disse o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). "Os alimentos estão ficando mais caros devido à concorrência pelas matérias-primas", disse Fawer. "Os produtores de biocombustíveis também estão pagando mais. Os tempos estão mais difíceis."
Atrasos
A FutureFuel, produtora americana de biocombustíveis, anunciou atrasos em expansão planejada de sua unidade em Batesville, no Arkansas. A empresa atribuiu os adiamentos à redução das margens.
"A queda nas margens afeta todo o setor e não se restringe a nossa empresa nem a sua unidade de Batesville", disse a empresa. O preço do óleo de soja, usado para fabricar biodiesel, subiu 14,8 centavos de dólar por galão (3,785 litros) desde 31 de outubro, enquanto o preço à vista do diesel recuou 10,75 centavos de dólar por galão.
O petróleo bruto para entrega em fevereiro na Bolsa Mercantil de NY caiu para US$ 49,90 o barril na quinta-feira, a menor cotação intradiária desde 25 de maio de 2005. "Investidores deviam se concentrar nos biocombustíveis de segunda geração, fabricados a partir de uma gama mais ampla de matérias-primas, como rejeitos orgânicos", recomenda Fawer.