Será implantado em agosto o projeto "Diesel Verde", pelo qual 17 ônibus que circulam em Fortaleza estarão testando a mistura de diesel com 5% de biodiesel
A mistura do diesel com adição de 5% de biodiesel (o chamado B5), produzido a partir da mamona, começa a ser testada no início de agosto em 17 ônibus que circulam em Fortaleza. O objetivo é avaliar o funcionamento do motor dos veículos utilizando a composição, para depois ir aumentando o percentual de biomassa na mistura. A pesquisa resulta do projeto "Diesel Verde", criado em 2005 a partir de um convênio firmado entre a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), a Prefeitura de Fortaleza e o Sindicato das Empresas de Ônibus do Ceará (Sindiônibus).
De passagem pelo Ceará, neste domingo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Carlos Guedes Pinto, afirmou que o Governo federal trabalha com a perspectiva de usar a mistura B5 a partir de 2012. Atualmente a composição autorizada é de 2% de biodiesel, mas em caráter opcional. Passará a ser obrigatório em 2008.
O coordenador do programa "Biodiesel Nutec", Ricardo de Albuquerque Mendes, explica que o Ceará é um dos poucos Estados brasileiros que está fazendo o teste com a mistura B5 no diesel e o único do Nordeste. "A idéia é testar como o combustível se comporta na altitude e na temperatura do Ceará, servindo de referência para o País, juntamente com os resultados que serão obtidos nas outras praças onde também estão sendo feitos os testes", comenta.
Os 17 ônibus que irão participar da pesquisa pertencem às empresas Fretcar (sete veículos serão usados), Via Máxima (seis ônibus), CTC (dois) e Via Urbana (dois). O diretor de negócios da Nutec, Rogério Masih, conta que hoje haverá uma reunião com representantes da distribuidora de combustíveis Ipiranga, responsável pelo fornecimento de diesel para as empresas de ônibus. "Vamos saber como será a participação da distribuidora, que fará a mistura de 5% de biodiesel no diesel, e como poderá apoiar a pesquisa", diz.
Uma das preocupações da pesquisa é que o biodiesel seja produzido especificamente a partir da mamona. O objetivo é a matéria-prima ser adquirida de pequenos produtores rurais, gerando assim desenvolvimento social junto à agricultura familiar do Estado.
O coordenador do projeto "Mamona do Ceará" da Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri), Valdenor Feitosa, estima que existam 10 mil pequenos produtores de mamona, responsáveis por uma produção superior a 20 mil toneladas de sementes/ano. Valdenor conta que o Estado tem cerca de 60 municípios produtores, dos quais os maiores são Canindé, Itatira, Boa Viagem, Pedra Branca, Monsenhor Tabosa, Parambu e Tauá.
O combustível é produzido a partir de uma unidade que executa o processo através da batelada (uso de batidas), cujo maquinário exigiu investimento da ordem de R$ 700 mil. Dentro de um mês se juntará ao complexo uma usina que produz o biodiesel de forma contínua, um equipamento inédito em território nacional. A montagem começa a ser feita hoje e os recursos exigidos estão na casa de R$ 1,5 milhão.
A Nutec é a única fabricante de biodiesel do Ceará e está autorizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) a produzir 2.400 litros/dia de biodiesel. Mas segundo Ricardo Mendes, com a entrada em operação da nova unidade será feito um pedido para que a produção aumente para 3.200 litros/dia, considerando que a capacidade instalada das duas máquinas é de 4.800 litros/dia.
Claude Bornél
A mistura do diesel com adição de 5% de biodiesel (o chamado B5), produzido a partir da mamona, começa a ser testada no início de agosto em 17 ônibus que circulam em Fortaleza. O objetivo é avaliar o funcionamento do motor dos veículos utilizando a composição, para depois ir aumentando o percentual de biomassa na mistura. A pesquisa resulta do projeto "Diesel Verde", criado em 2005 a partir de um convênio firmado entre a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), a Prefeitura de Fortaleza e o Sindicato das Empresas de Ônibus do Ceará (Sindiônibus).
De passagem pelo Ceará, neste domingo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Carlos Guedes Pinto, afirmou que o Governo federal trabalha com a perspectiva de usar a mistura B5 a partir de 2012. Atualmente a composição autorizada é de 2% de biodiesel, mas em caráter opcional. Passará a ser obrigatório em 2008.
O coordenador do programa "Biodiesel Nutec", Ricardo de Albuquerque Mendes, explica que o Ceará é um dos poucos Estados brasileiros que está fazendo o teste com a mistura B5 no diesel e o único do Nordeste. "A idéia é testar como o combustível se comporta na altitude e na temperatura do Ceará, servindo de referência para o País, juntamente com os resultados que serão obtidos nas outras praças onde também estão sendo feitos os testes", comenta.
Os 17 ônibus que irão participar da pesquisa pertencem às empresas Fretcar (sete veículos serão usados), Via Máxima (seis ônibus), CTC (dois) e Via Urbana (dois). O diretor de negócios da Nutec, Rogério Masih, conta que hoje haverá uma reunião com representantes da distribuidora de combustíveis Ipiranga, responsável pelo fornecimento de diesel para as empresas de ônibus. "Vamos saber como será a participação da distribuidora, que fará a mistura de 5% de biodiesel no diesel, e como poderá apoiar a pesquisa", diz.
Uma das preocupações da pesquisa é que o biodiesel seja produzido especificamente a partir da mamona. O objetivo é a matéria-prima ser adquirida de pequenos produtores rurais, gerando assim desenvolvimento social junto à agricultura familiar do Estado.
O coordenador do projeto "Mamona do Ceará" da Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri), Valdenor Feitosa, estima que existam 10 mil pequenos produtores de mamona, responsáveis por uma produção superior a 20 mil toneladas de sementes/ano. Valdenor conta que o Estado tem cerca de 60 municípios produtores, dos quais os maiores são Canindé, Itatira, Boa Viagem, Pedra Branca, Monsenhor Tabosa, Parambu e Tauá.
O combustível é produzido a partir de uma unidade que executa o processo através da batelada (uso de batidas), cujo maquinário exigiu investimento da ordem de R$ 700 mil. Dentro de um mês se juntará ao complexo uma usina que produz o biodiesel de forma contínua, um equipamento inédito em território nacional. A montagem começa a ser feita hoje e os recursos exigidos estão na casa de R$ 1,5 milhão.
A Nutec é a única fabricante de biodiesel do Ceará e está autorizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) a produzir 2.400 litros/dia de biodiesel. Mas segundo Ricardo Mendes, com a entrada em operação da nova unidade será feito um pedido para que a produção aumente para 3.200 litros/dia, considerando que a capacidade instalada das duas máquinas é de 4.800 litros/dia.
Claude Bornél