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Produção de soja puxa índice de exportações de Rondonópolis

O principal produto vendido no Estado é a soja (grão, farelo e óleo). “As principais plantas de Mato Grosso estão em Rondonópolis”
Diário Regional 3 min de leitura
Rondonópolis está no topo da balança comercial mato-grossense de janeiro a abril, com saldo acumulado de US$ 249,031 milhões (diferença entre compras e vendas internacionais). Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, nos primeiros quatro meses deste ano o Município exportou US$ 351,171 milhões e importou US$ 102,140 milhões, ocupando a primeira posição no ranking estadual.
    
Entre os produtos mais vendidos pelas empresas locais, em primeiro lugar estão os grãos de soja “in natura” ou triturados. A mercadoria responde por 54% das vendas externas realizadas no primeiro quadrimestre – totalizando US$ 191,460 milhões. Apesar da redução na produção de soja em relação à última safra, as exportações de grãos aumentaram 9,10%. No ano passado, de janeiro a abril, as vendas somaram US$ 175,489 milhões.
    
De acordo com o nono levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso produziu 3,8% menos soja nesta safra que na temporada anterior – o volume caiu de 15,877 milhões de toneladas na safra 2005/2006 para 15,274 milhões de toneladas no ciclo atual. O consultor da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Carlos Vitor Timo, acredita que a queda na produção de soja não afetou as exportações do grão.
    
Segundo ele, quando se fala em crise em Mato Grosso, os reflexos estão mais concentrados no produtor rural. “Como o produtor já está endividado, a defasagem cambial afeta diretamente os negócios”. Entre as tradings, a situação é um pouco diferente. Grande parte das empresas que exportam os produtos do complexo soja, líder da pauta mato-grossense, manda a mercadoria para fora por meio de operações entre filiais.
    
Timo explica que a negociação se dá com a Bunge de Rondonópolis, por exemplo, exportando a produção para a Bunge chinesa. Diante disso, a valorização do real em relação ao dólar não prejudica os negócios. Da mesma forma, quando as empresas vendem a produção no mercado brasileiro, a questão cambial deixa de ter efeito.
    
Na avaliação do consultor da Fiemt, Rondonópolis ocupa o primeiro lugar entre os exportadores mato-grossenses porque o principal produto vendido no Estado é a soja (grão, farelo e óleo). “As principais plantas de Mato Grosso estão em Rondonópolis”, diz, citando empresas como Bunge e ADM.
    
Terceiro produto no ranking municipal de exportações, as vendas de óleo de soja tiveram queda de 29,78% de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período de 2006. O volume de negócios passou de US$ 21,694 milhões para US$ 15,233 milhões. Segundo Timo, a queda pode ser explicada pelo aumento na demanda do produto no mercado interno, para a produção de biodiesel. “Essa é uma tendência que pode afetar as exportações do óleo de soja”.
    
IMPORTAÇÃO – As compras do principal produto da pauta local de importação - a uréia com teor de nitrogênio, produto usado na adubação agrícola – tiveram aumento de 137,96% no primeiro quadrimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado. As aquisições subiram de US$ 13,670 milhões para US$ 32,530 milhões. As importações em geral do Município apresentaram crescimento de 112% no período.

Anelize Moreno
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