O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou no início da tarde desta terça-feira, a realização do primeiro teste industrial da tecnologia desenvolvida pela Petrobras para a produção do H-BIO, novo tipo de óleo diesel resultante da mistura de óleos vegetais (de soja ou outros) com petróleo. Segundo ele, além de ser uma alternativa de combustível, o produto estimulará a agricultura familiar.
A cerimônia foi realizada na Refinaria Getúlio Vargas (Repar) em Araucária, cidade do leste paranaense distante 27 quilômetros de Curitiba. Acompanhado dos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, Lula assistiu à coleta da amostra de óleo diesel obtido por meio do novo processo.
Antes do discurso de Lula, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ressaltou que o óleo diesel é um produto escasso no Brasil, entretanto, a tecnologia complementar nacional permite a criação de um novo tipo de combustível para o mundo com um custo muito inferior ao do diesel importado. “È um investimento muito grande que além de gerar empregos, significa mais um grande passo para o país". disse Gabrielli.
Vestida com um macacão da Petrobras, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff afirmou que o país busca a auto-suficiência do petróleo e que o novo combustível permitirá a produção de um diesel de alta qualidade. Segundo ela, o programa também é de inclusão social e irá gerar estabilidade em outras áreas, como a de energia.
“Considero que uma verdadeira revolução foi feita pelo presidente Lula, pois além de buscar o etanol, misturado à gasolina, poderemos contar com um combustível verde, usado internacionalmente. O H-Bio e Biodiesel são energias diferenciadas e alternativas concretas para o país.
Antes de discursar, Lula ganhou uma amostra do H-Bio e inaugurou uma placa alusiva à sua visita. Segundo ele, “trata-se de uma revolução possivelmente não compreendida para a dimensão que deveria ter”.
“A gente vê a orquestra tocando maravilhosamente bem, mas não levamos em conta o tempo de ensaio que foi necessário. Lembro que os presidentes que passaram por este país – e não foram poucos – consideravam a Petrobras uma caixa-preta. Quando decidimos fazer o biodiesel, não deixamos de dar prioridade à agricultura familiar. Demorou um ano para o Congresso aprovar o projeto, depois mais um tempo para a aprovação da Petrobras, empresa a qual tenho muito orgulho e carinho”, disse Lula.
O presidente Lula lembrou do tempo em que era dirigente sindical e afirmou que passou 15 anos de sua vida em portas de fábricas. Segundo ele, o país passou duas décadas estagnado e, agora, após 43 meses, os empregos crescem gradativamente nesse país. Lula ressaltou a criação de plataformas de petróleo, navios e ferrovias e criações de pólos petroquímicos e siderúrgicos em seu governo e, mais uma vez, fez uma comparação da política com o futebol:
“Nossa seleção ganhou de 1 a 0 e, depois, de 2 a 0. E não nos contentamos. Imaginem quantos países do mundo estavam torcendo para ganhar apenas de 1 a 0, um resultado magrinho? As pessoas começaram a perceber que alguma coisa mudou. Durante muitos anos, esse país não se respeitou e andou de cabeça baixa”.
De acordo com o presidente, o Brasil se transformará em um dos países mais importantes quando se trata de energia renovável e os produtores de soja terão a mesma estabilidade dos produtores de cana-de-açúcar.
“Agora poderemos ter um mercado regulador. Não podemos anunciar um novo tipo de combustível e depois não ter. O H-Bio é um combustível que gera mais emprego, é menos poluente. Agora poderemos falar para os trabalhadores que eles poderão “plantar petróleo”, brincou.
O H-Bio deve ser implementado já a partir de 2007 nas unidades de refino de Minas Gerais e Paraná (Regap e Repar) na proporção de 10% de óleo vegetal para 90% de diesel mineral.
Agenda de Lula
Depois dos discursos e de um almoço com funcionários da refinaria, Lula deixa o Paraná com destino ao Rio Grande do Sul, onde desembarca às 15h50 no aeroporto de Passo Fundo. No município conhecido como Terra de Gente Boa, ele lança a pedra fundamental da BSBIOS -Industria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil -, primeira indústria de biodiesel do país a ter financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Biodiesel.
A previsão é de que a unidade comece a funcionar em 2007, com expectativa de produzir 100 milhões de litros de biodiesel ao ano. No processamento do combustível serão usados a soja, o girassol e a canola cultivados por cerca de 4,1 mil agricultores familiares em cerca de 100 municípios gaúchos.
O presidente Lula e comitiva permanecem no distrito industrial de Passo Fundo até às18h30, quando viajam para Brasília. O desembarque na Base Aérea está previsto para as 21h20.
A cerimônia foi realizada na Refinaria Getúlio Vargas (Repar) em Araucária, cidade do leste paranaense distante 27 quilômetros de Curitiba. Acompanhado dos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, Lula assistiu à coleta da amostra de óleo diesel obtido por meio do novo processo.
Antes do discurso de Lula, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ressaltou que o óleo diesel é um produto escasso no Brasil, entretanto, a tecnologia complementar nacional permite a criação de um novo tipo de combustível para o mundo com um custo muito inferior ao do diesel importado. “È um investimento muito grande que além de gerar empregos, significa mais um grande passo para o país". disse Gabrielli.
Vestida com um macacão da Petrobras, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff afirmou que o país busca a auto-suficiência do petróleo e que o novo combustível permitirá a produção de um diesel de alta qualidade. Segundo ela, o programa também é de inclusão social e irá gerar estabilidade em outras áreas, como a de energia.
“Considero que uma verdadeira revolução foi feita pelo presidente Lula, pois além de buscar o etanol, misturado à gasolina, poderemos contar com um combustível verde, usado internacionalmente. O H-Bio e Biodiesel são energias diferenciadas e alternativas concretas para o país.
Antes de discursar, Lula ganhou uma amostra do H-Bio e inaugurou uma placa alusiva à sua visita. Segundo ele, “trata-se de uma revolução possivelmente não compreendida para a dimensão que deveria ter”.
“A gente vê a orquestra tocando maravilhosamente bem, mas não levamos em conta o tempo de ensaio que foi necessário. Lembro que os presidentes que passaram por este país – e não foram poucos – consideravam a Petrobras uma caixa-preta. Quando decidimos fazer o biodiesel, não deixamos de dar prioridade à agricultura familiar. Demorou um ano para o Congresso aprovar o projeto, depois mais um tempo para a aprovação da Petrobras, empresa a qual tenho muito orgulho e carinho”, disse Lula.
O presidente Lula lembrou do tempo em que era dirigente sindical e afirmou que passou 15 anos de sua vida em portas de fábricas. Segundo ele, o país passou duas décadas estagnado e, agora, após 43 meses, os empregos crescem gradativamente nesse país. Lula ressaltou a criação de plataformas de petróleo, navios e ferrovias e criações de pólos petroquímicos e siderúrgicos em seu governo e, mais uma vez, fez uma comparação da política com o futebol:
“Nossa seleção ganhou de 1 a 0 e, depois, de 2 a 0. E não nos contentamos. Imaginem quantos países do mundo estavam torcendo para ganhar apenas de 1 a 0, um resultado magrinho? As pessoas começaram a perceber que alguma coisa mudou. Durante muitos anos, esse país não se respeitou e andou de cabeça baixa”.
De acordo com o presidente, o Brasil se transformará em um dos países mais importantes quando se trata de energia renovável e os produtores de soja terão a mesma estabilidade dos produtores de cana-de-açúcar.
“Agora poderemos ter um mercado regulador. Não podemos anunciar um novo tipo de combustível e depois não ter. O H-Bio é um combustível que gera mais emprego, é menos poluente. Agora poderemos falar para os trabalhadores que eles poderão “plantar petróleo”, brincou.
O H-Bio deve ser implementado já a partir de 2007 nas unidades de refino de Minas Gerais e Paraná (Regap e Repar) na proporção de 10% de óleo vegetal para 90% de diesel mineral.
Agenda de Lula
Depois dos discursos e de um almoço com funcionários da refinaria, Lula deixa o Paraná com destino ao Rio Grande do Sul, onde desembarca às 15h50 no aeroporto de Passo Fundo. No município conhecido como Terra de Gente Boa, ele lança a pedra fundamental da BSBIOS -Industria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil -, primeira indústria de biodiesel do país a ter financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Biodiesel.
A previsão é de que a unidade comece a funcionar em 2007, com expectativa de produzir 100 milhões de litros de biodiesel ao ano. No processamento do combustível serão usados a soja, o girassol e a canola cultivados por cerca de 4,1 mil agricultores familiares em cerca de 100 municípios gaúchos.
O presidente Lula e comitiva permanecem no distrito industrial de Passo Fundo até às18h30, quando viajam para Brasília. O desembarque na Base Aérea está previsto para as 21h20.