A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem uma proposta com ações imediatas e medidas de curto, médio e longo prazos para agilizar a inserção de óleos vegetais no diesel. Os principais pontos para o Programa de Agroenergia e para garantir o abastecimento de três plantas da Petrobras em fase de instalação, foram apresentados, na sua sede em Brasília.
Um dos pontos para ação imediata refere-se à produção de sementes de mamona das cultivares Paraguaçu e Nordestina, criadas pela Embrapa e adaptadas ao semi-árido brasileiro, para tornar possível abastecer as usinas em Quixidá (Ceará), Candeias (Bahia) e Montes Claros (Minas Gerais) - onde a Petrobras desenvolve projetos de transesterificação de biodiesel. A urgência nesse ponto se deve à necessidade de aumentar a oferta da oleaginosa, pois para abastecer as três plantas a pesquisa terá que disponibilizar mais semente dessas duas variedades, ou o suficiente para o plantio de uma área de 300 mil hectares.
Segundo o chefe da secretaria de Gestão e Estratégia (SGE), Evandro Chartuni Mantovani, é preciso estabelecer um programa de produção de semente.
No curto prazo está a capacitação em produção de mamona e a Embrapa dirigiria a formação de lideranças técnicas e gerenciais das cooperativas, associações de produtores de bagas e empresas ou grupos produtores de sementes certificadas.
Para os próximos dois anos, considerado médio prazo, Mantovani ressalta a importância da identificação de nichos produtivos de espécies - como a oiticica, babaçu e macaúba - onde a idéia é um projeto para o zoneamento destas espécies em uma área com aproximadamente 300 km das plantas em construção. Estariam envolvidas aí, três unidades de pesquisa da Embrapa. Já o desenvolvimento de novas cultivares de mamona, que são pesquisadas nas unidades Embrapa Algodão (Campina Grande, PB) e Meio Norte (Teresina, PI), e a implementação de um programa de espécies potenciais e seus sistemas de cultivo na região (como pinhão manso, macaúba, oiticica) integram as medidas de longo prazo - algo em torno de três a cinco anos. Também se incluem nesse prazo as pesquisas em métodos de desintoxicação da Ricina e novas alternativas para o uso do subproduto Glicerina. Evandro mantovani considera esta proposta básica um bom ponto de partida para o fechamento de parcerias com programas delineados pelas unidades de pesquisa da Embrapa envolvidas com o tema agroenergia.
Para a sociedade moderna só produtos qualificados não são mais suficientes, os consumidores estão valorizando empresas que estão comprometidas sócio-ambientalmente.
Os negócios hoje passam por programas de sustentabilidade ou seja, pela garantia de que se utilizam os recursos naturais de forma responsável e equilibrada, através de programas para contribuir para existência desses recursos no longo prazo.
Dessa forma, o BVQI do Brasil acredita que iniciativas para as áreas de Responsabilidade Social e Ambiental formarão a próxima Era do processo de certificação, não envolvendo apenas normas de Sistemas de Gestão, mas também novas fronteiras como o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), a Validação de Relatórios de Sustentabilidade e processos voltados para organizações detentoras de ativo florestal, como a Cadeia de Custódia.
Um dos pontos para ação imediata refere-se à produção de sementes de mamona das cultivares Paraguaçu e Nordestina, criadas pela Embrapa e adaptadas ao semi-árido brasileiro, para tornar possível abastecer as usinas em Quixidá (Ceará), Candeias (Bahia) e Montes Claros (Minas Gerais) - onde a Petrobras desenvolve projetos de transesterificação de biodiesel. A urgência nesse ponto se deve à necessidade de aumentar a oferta da oleaginosa, pois para abastecer as três plantas a pesquisa terá que disponibilizar mais semente dessas duas variedades, ou o suficiente para o plantio de uma área de 300 mil hectares.
Segundo o chefe da secretaria de Gestão e Estratégia (SGE), Evandro Chartuni Mantovani, é preciso estabelecer um programa de produção de semente.
No curto prazo está a capacitação em produção de mamona e a Embrapa dirigiria a formação de lideranças técnicas e gerenciais das cooperativas, associações de produtores de bagas e empresas ou grupos produtores de sementes certificadas.
Para os próximos dois anos, considerado médio prazo, Mantovani ressalta a importância da identificação de nichos produtivos de espécies - como a oiticica, babaçu e macaúba - onde a idéia é um projeto para o zoneamento destas espécies em uma área com aproximadamente 300 km das plantas em construção. Estariam envolvidas aí, três unidades de pesquisa da Embrapa. Já o desenvolvimento de novas cultivares de mamona, que são pesquisadas nas unidades Embrapa Algodão (Campina Grande, PB) e Meio Norte (Teresina, PI), e a implementação de um programa de espécies potenciais e seus sistemas de cultivo na região (como pinhão manso, macaúba, oiticica) integram as medidas de longo prazo - algo em torno de três a cinco anos. Também se incluem nesse prazo as pesquisas em métodos de desintoxicação da Ricina e novas alternativas para o uso do subproduto Glicerina. Evandro mantovani considera esta proposta básica um bom ponto de partida para o fechamento de parcerias com programas delineados pelas unidades de pesquisa da Embrapa envolvidas com o tema agroenergia.
Tendência global para certificações
Partindo do princípio de que conceitos como globalização e competitividade já fazem parte da realidade das organizações, um novo termo se mostra mandatório nesse início de século: a sustentabilidade.Para a sociedade moderna só produtos qualificados não são mais suficientes, os consumidores estão valorizando empresas que estão comprometidas sócio-ambientalmente.
Os negócios hoje passam por programas de sustentabilidade ou seja, pela garantia de que se utilizam os recursos naturais de forma responsável e equilibrada, através de programas para contribuir para existência desses recursos no longo prazo.
Dessa forma, o BVQI do Brasil acredita que iniciativas para as áreas de Responsabilidade Social e Ambiental formarão a próxima Era do processo de certificação, não envolvendo apenas normas de Sistemas de Gestão, mas também novas fronteiras como o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), a Validação de Relatórios de Sustentabilidade e processos voltados para organizações detentoras de ativo florestal, como a Cadeia de Custódia.