Com investimento de R$ 76 milhões, a unidade vai iniciar operações em janeiro de 2008. A Petrobras vai iniciar em março a construção da usina de biodiesel no distrito de Juatama, município de Quixadá, a cerca de 160 quilômetros de Fortaleza, resultado de investimento estimado em torno de R$ 76 milhões. A unidade, em condições de produzir cerca de 56 milhões de litros de biodiesel/ano, começa a operar em janeiro de 2008, informa João Augusto Araújo Paiva, gerente de implantação da unidade industrial de produção de biodiesel da Petrobras no Ceará.
"Vamos abastecer parte da demanda por biodiesel da Petrobras Distribuidora, já que em 2008 a adição do biocombustível ao diesel será compulsória", observa. Na construção da unidade industrial de Quixadá, instalada em área de 16 hectares doada pela prefeitura do município, serão aproximadamente 200 empregos diretos e, na de operação, 40 vagas, já que a unidade é automatizada. A produção de mamona para a usina deverá envolver 20 mil famílias, segundo estima Paiva.
A Petrobras está construindo ainda usinas nos mesmos moldes em Candeias (BA) e Montes Claros (MG). A estatal pleiteou do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o selo Combustível Social para as três usinas, que permite aos detentores o direito a redução da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e acesso a melhores condições de financiamento com bancos públicos. Até o momento, 11 empresas conseguiram o selo.
Para abastecer as usinas, a companhia vai comprar dos agricultores mamona, algodão, amendoim e dendê, matérias-primas utilizadas na fabricação do biocombustível. A estimativa é envolver cerca de 50 mil famílias de agricultores familiares no projeto.
No Ceará, o modelo de projeto prevê composição com a produção de miniusinas de extração de óleo bruto via esmagamento. Essas pequenas unidades adotam estrutura envolvendo módulos agrário e industrial. Apenas neste ano 14 devem ser implantadas até dezembro, conforme anunciou o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, ao sinalizar a liberação de recursos para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), do Ceará, ficará responsável pela construção dessas novas unidades, em condições de produzir 35 mil toneladas.
Defensor do programa de biodiesel, o deputado Ariosto Holanda (PSB-CE), diz que as novas unidades, junto com as seis já asseguradas ao estado, entre 2005 e 2006, via emenda parlamentar, necessitam de 120 mil hectares de mamona plantados. As miniusinas têm custo estimado de R$ 500 mil e capacidade de produção de 800 litros de óleo por dia.
As duas primeiras foram instaladas em Tauá e Piquet Carneiro. As demais devem ser implantadas em Limoeiro do Norte, Araçoiaba, Russas e Sobral ainda este ano. O deputado vê na multiplicação de unidades de extração de óleo de mamona o caminho mais curto para a inclusão social na produção do biodiesel no Ceará.
Adriana Thomasi
"Vamos abastecer parte da demanda por biodiesel da Petrobras Distribuidora, já que em 2008 a adição do biocombustível ao diesel será compulsória", observa. Na construção da unidade industrial de Quixadá, instalada em área de 16 hectares doada pela prefeitura do município, serão aproximadamente 200 empregos diretos e, na de operação, 40 vagas, já que a unidade é automatizada. A produção de mamona para a usina deverá envolver 20 mil famílias, segundo estima Paiva.
A Petrobras está construindo ainda usinas nos mesmos moldes em Candeias (BA) e Montes Claros (MG). A estatal pleiteou do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o selo Combustível Social para as três usinas, que permite aos detentores o direito a redução da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e acesso a melhores condições de financiamento com bancos públicos. Até o momento, 11 empresas conseguiram o selo.
Para abastecer as usinas, a companhia vai comprar dos agricultores mamona, algodão, amendoim e dendê, matérias-primas utilizadas na fabricação do biocombustível. A estimativa é envolver cerca de 50 mil famílias de agricultores familiares no projeto.
No Ceará, o modelo de projeto prevê composição com a produção de miniusinas de extração de óleo bruto via esmagamento. Essas pequenas unidades adotam estrutura envolvendo módulos agrário e industrial. Apenas neste ano 14 devem ser implantadas até dezembro, conforme anunciou o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, ao sinalizar a liberação de recursos para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), do Ceará, ficará responsável pela construção dessas novas unidades, em condições de produzir 35 mil toneladas.
Defensor do programa de biodiesel, o deputado Ariosto Holanda (PSB-CE), diz que as novas unidades, junto com as seis já asseguradas ao estado, entre 2005 e 2006, via emenda parlamentar, necessitam de 120 mil hectares de mamona plantados. As miniusinas têm custo estimado de R$ 500 mil e capacidade de produção de 800 litros de óleo por dia.
As duas primeiras foram instaladas em Tauá e Piquet Carneiro. As demais devem ser implantadas em Limoeiro do Norte, Araçoiaba, Russas e Sobral ainda este ano. O deputado vê na multiplicação de unidades de extração de óleo de mamona o caminho mais curto para a inclusão social na produção do biodiesel no Ceará.
Adriana Thomasi