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Mercado brasileiro de biodiesel deve atingir US$ 1.8 bi em 2012

Em todo o mundo, são poucos os lugares que possuem as mesmas condições favoráveis que a América Latina para a produção de biocombustíveis, tais como o solo, clima, disponibilidade de terras e mão-de-obra barata.
Jornal do Commercio - AM 3 min de leitura
Em todo o mundo, são poucos os lugares que possuem as mesmas condições favoráveis que a América Latina para a produção de biocombustíveis, tais como o solo, clima, disponibilidade de terras e mão-de-obra barata.

Segundo estudo da Frost & Sullivan, o mercado de biodiesel, que em 2005 contabilizou uma receita de cerca de US$ 54.5 milhões apenas no Brasil, atingirá a cifra de US$ 1.8 bilhão em 2012 no país.

Paralelamente às vantagens da região, questões ambientais também são responsáveis pelo crescimento do mercado de biocombustíveis. Um exemplo é que devido à necessidade em reduzir em 8% a emissão de CO2 entre 2008 e 2012, a União Européia tornou-se o maior consumidor potencial do biodiesel produzido na América Latina, uma vez que até dezembro de 2010, pelo menos, 5.75% dos transportes da região deverão adotar os combustíveis menos poluentes.

Oportunidade de expansão
A consultoria aponta que, apesar dessas vantagens, a região ainda não tem feito muito para explorar esse potencial, com exceção do Brasil. "Em comparação aos Estados Unidos e Europa, que estão atingindo seus limites de produção, e à Índia e China, que não tiveram a oportunidade de expandir suas áreas agrícolas, o Brasil aparenta ser o único país capaz de atender à demanda mundial de oleaginosas", afirmou Victoria Verdier, analista da Frost & Sullivan.

Em relação ao biodiesel, a produção limitada do combustível na Europa viabiliza para a América Latina e, em especial para o Brasil, uma oportunidade sem prescedentes no continente europeu.

Porém, para atingir esse mercado, a analista alerta que é necessário reforçar alguns pontos.

"Mesmo com o alto potencial para se tornar líder na produção de biodiesel, o Brasil ainda deve solucionar algumas questões para que isso seja possível, como a pressão das altas taxas sobre as sementes manufaturadas e taxas de câmbio desfavoráveis", disse Victoria.

Dentro do mercado brasileiro de biodiesel, a baixa produtividade de algumas matérias-primas também pode restringir o seu crescimento. "Para contornar essa situação, é necessário desenvolver novas variedades de culturas de matéria-prima capazes de oferecer mais óleo por hectare, pois a produção ainda é lenta e seu custo é maior que o diesel mineral", explicou a analista.

Outra barreira para o aumento da adoção de biocombustíveis na América Latina apontada pelo estudo é a concorrência com a indústria petrolífera, principalmente nos países fornecedores de petróleo da região.

"Além disso, o número de consumidores relutantes ao uso de combustíveis alternativos ainda é muito alto devido, basicamente, à falta de informação apropriada. É preciso mudar esse quadro", finalizou Victoria.
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