O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (25) que o Brasil novamente saiu na frente em termos de reduzir a dependência do petróleo, ao criar condições para o uso de biodiesel – combustível renovável introduzido recentemente no país e produzido a partir de oleagionsas, como girassol, mamona, dendê e soja.
Lula participou, no Palácio do Planalto, da cerimônia de assinatura de novos contratos de compra do produto pela Petrobras. E afirmou que o programa do biodiesel deveria ter começado 20 anos atrás, logo depois que o Brasil introduziu o álcool em sua matriz energética. Nessa época, “o país já tinha demonstrado competência na produção de um combustível alternativo”.
Referindo-se ao petróleo, o presidente disse que o Brasil novamente mostrou ter “condições de não ficar tão dependente de um combustível ou de uma matéria-prima que, a cada tiro que acontece no mundo, aumenta de preço”.
Lula afirmou estar satisfeito com o fato de a Petrobrás ter percebido a importância de ser parceira no trabalho com biodiesel. “Eu sempre digo, e a Petrobrás nunca pode se ofender com isso, que ela não pensava muito em outra coisa que não fosse petróleo”.
Também se referiu à importância do biodiesel no cumprimento do Protocolo de Kyoto, elaborado com o intuito de reduzir a emissão de gases poluentes.
Em relação ao aspecto social, o presidente previu que a tendência é crescer cada vez mais o número de agricultores envolvidos com o programa de biodiesel. “Temos hoje 210 mil famílias no campo comprometidas com um programa de apenas dois anos”.
Para incentivar a produção e a introdução do biodiesel no mercado nacional, novos contratos de compra do produto foram assinados hoje (25) em cerimônia no Palácio do Planalto. Seis empresas de refinaria se comprometeram a fornecer à Petrobras, até o final de junho de 2007, 170 milhões de litros de biodiesel. Todas possuem o selo "Combustível Social", criado para identificar produtores de biodiesel que promovem inclusão social e desenvolvimento sustentável.
Este é o segundo lote adquirido pela Petrobras por meio de leilão público. Conforme o Ministério de Minas e Energia, todo o biodiesel arrematado pela estatal será revendido às distribuidoras de combustível para ser misturado ao diesel convencional. O terceiro e quarto leilões já foram realizados, embora os contratos ainda não tenham sido firmados. O volume total negociado até agora é de 840 milhões de litros.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, esse montante é suficiente para atender à demanda a partir de janeiro de 2008, quando todo o óleo diesel comercializado no país deverá ter 2% de biodiesel, obrigatoriamente. Mas cerca de mil postos já vendem biocombustível no Brasil. Até o final do ano, esse número deve chegar a pelo menos três mil, segundo estimativa do governo federal.
“O biodiesel é muito mais do que um combustível. É uma máquina de desenvolvimento e resgate do homem do campo, além de um grande influenciador do desenvolvimento de novas tecnologias”, disse o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
O biocombustível é produzido a partir de sementes oleaginosas, como mamona, dendê, girassol e soja. Conforme destacou Rondeau, o projeto é importante para o país porque representa ganhos ambientais e sociais na medida em que contribui para a geração de empregos, principalmente nas regiões mais carentes do país.
Os leilões são uma forma de vender aos distribuidores o biodiesel, produzido por refinarias em parceria com pequenos produtores. Participaram deste segundo cerca de 84 mil famílias de agricultores ou assentados da reforma agrária, mas hoje 210 mil famílias do setor rural já estão envolvidas com o novo combustível.
As empresas que assinaram o acordo são: Ponte di Ferro, Brasil Biodiesel, Renobrás, Granol, Biocapital e Binatural.
Ana Paula Marra
Lula participou, no Palácio do Planalto, da cerimônia de assinatura de novos contratos de compra do produto pela Petrobras. E afirmou que o programa do biodiesel deveria ter começado 20 anos atrás, logo depois que o Brasil introduziu o álcool em sua matriz energética. Nessa época, “o país já tinha demonstrado competência na produção de um combustível alternativo”.
Referindo-se ao petróleo, o presidente disse que o Brasil novamente mostrou ter “condições de não ficar tão dependente de um combustível ou de uma matéria-prima que, a cada tiro que acontece no mundo, aumenta de preço”.
Lula afirmou estar satisfeito com o fato de a Petrobrás ter percebido a importância de ser parceira no trabalho com biodiesel. “Eu sempre digo, e a Petrobrás nunca pode se ofender com isso, que ela não pensava muito em outra coisa que não fosse petróleo”.
Também se referiu à importância do biodiesel no cumprimento do Protocolo de Kyoto, elaborado com o intuito de reduzir a emissão de gases poluentes.
Em relação ao aspecto social, o presidente previu que a tendência é crescer cada vez mais o número de agricultores envolvidos com o programa de biodiesel. “Temos hoje 210 mil famílias no campo comprometidas com um programa de apenas dois anos”.
Refinarias "do bem" vão fornecer mais 170 milhões de litros de biodiesel à Petrobras
Para incentivar a produção e a introdução do biodiesel no mercado nacional, novos contratos de compra do produto foram assinados hoje (25) em cerimônia no Palácio do Planalto. Seis empresas de refinaria se comprometeram a fornecer à Petrobras, até o final de junho de 2007, 170 milhões de litros de biodiesel. Todas possuem o selo "Combustível Social", criado para identificar produtores de biodiesel que promovem inclusão social e desenvolvimento sustentável.
Este é o segundo lote adquirido pela Petrobras por meio de leilão público. Conforme o Ministério de Minas e Energia, todo o biodiesel arrematado pela estatal será revendido às distribuidoras de combustível para ser misturado ao diesel convencional. O terceiro e quarto leilões já foram realizados, embora os contratos ainda não tenham sido firmados. O volume total negociado até agora é de 840 milhões de litros.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, esse montante é suficiente para atender à demanda a partir de janeiro de 2008, quando todo o óleo diesel comercializado no país deverá ter 2% de biodiesel, obrigatoriamente. Mas cerca de mil postos já vendem biocombustível no Brasil. Até o final do ano, esse número deve chegar a pelo menos três mil, segundo estimativa do governo federal.
“O biodiesel é muito mais do que um combustível. É uma máquina de desenvolvimento e resgate do homem do campo, além de um grande influenciador do desenvolvimento de novas tecnologias”, disse o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
O biocombustível é produzido a partir de sementes oleaginosas, como mamona, dendê, girassol e soja. Conforme destacou Rondeau, o projeto é importante para o país porque representa ganhos ambientais e sociais na medida em que contribui para a geração de empregos, principalmente nas regiões mais carentes do país.
Os leilões são uma forma de vender aos distribuidores o biodiesel, produzido por refinarias em parceria com pequenos produtores. Participaram deste segundo cerca de 84 mil famílias de agricultores ou assentados da reforma agrária, mas hoje 210 mil famílias do setor rural já estão envolvidas com o novo combustível.
As empresas que assinaram o acordo são: Ponte di Ferro, Brasil Biodiesel, Renobrás, Granol, Biocapital e Binatural.
Ana Paula Marra
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