O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu
hoje continuar como "garoto propaganda" do etanol brasileiro no
exterior e ampliar a política de incentivo à produção do biodiesel caso
seja reeleito.
Segundo fontes que participaram do encontro com empresários, pela manhã em São Paulo, Lula evitou falar em reeleição, deixou escapar que ainda é cedo para cantar vitória, mas já apresentou linhas gerais para o setor sucroalcooleiro. Entre as estratégias, além do discurso de incentivo aos combustíveis renováveis, Lula quer ampliar parcerias com os usineiros, principalmente no setor logístico, como as que a Petrobras já faz na construção de alcooldutos para o escoamento do combustível para o porto de São Sebastião (SP).
Sobre o aumento da mistura do anidro à gasolina de 20% para 25%, pedido pelos usineiros, Lula disse que era uma questão a ser resolvida por técnicos do seu governo. A impressão de um dos empresários que esteve no encontro é de que o governo só deve autorizar o aumento na mistura para 25% após a eleição, para reduzir o impacto de um possível aumento no preço da gasolina, já previsto pela Petrobras. Outro usineiro acha, entretanto, que o anúncio do aumento do porcentual do anidro e, conseqüentemente, uma queda no preço da gasolina, feito antes da eleição, poderia trazer mais votos para o presidente.
Além da garantia de abastecimento de álcool na entressafra, mesmo com o aumento da mistura, o presidente ouviu críticas dos empresários às distribuidoras, por elas não fazerem estoques grandes de combustível, o que poderia amenizar a possibilidade de falta do combustível.
Lula lembrou ainda que as políticas de incentivo ao biodiesel devem aliviar a crise na soja, já que o grão cada vez mais é utilizado na produção do combustível. O biodiesel, por usar etanol no processo produtivo, também serviria como um sustentador do preço do álcool no mercado interno, de acordo com o presidente. Ele se mostrou ainda interessado com a crise na pecuária nacional e ouviu de um dos usineiros que o problema pode causar graves prejuízos aos pecuaristas em até dois anos.
Além de Lula e dos ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Tarso Genro (Secretaria de Relações Institucionais), Luís Carlos Guedes Pinto (Agricultura), Celso Amorim (Relações Exteriores), participaram da reunião os usineiros Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), José Pessoa Queiroz Bisneto (J Pessoa), Luiz Guilherme Zancaner (Unialco) e Hermelino Ruete de Oliveira (Copersucar), além do presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho.
Segundo fontes que participaram do encontro com empresários, pela manhã em São Paulo, Lula evitou falar em reeleição, deixou escapar que ainda é cedo para cantar vitória, mas já apresentou linhas gerais para o setor sucroalcooleiro. Entre as estratégias, além do discurso de incentivo aos combustíveis renováveis, Lula quer ampliar parcerias com os usineiros, principalmente no setor logístico, como as que a Petrobras já faz na construção de alcooldutos para o escoamento do combustível para o porto de São Sebastião (SP).
Sobre o aumento da mistura do anidro à gasolina de 20% para 25%, pedido pelos usineiros, Lula disse que era uma questão a ser resolvida por técnicos do seu governo. A impressão de um dos empresários que esteve no encontro é de que o governo só deve autorizar o aumento na mistura para 25% após a eleição, para reduzir o impacto de um possível aumento no preço da gasolina, já previsto pela Petrobras. Outro usineiro acha, entretanto, que o anúncio do aumento do porcentual do anidro e, conseqüentemente, uma queda no preço da gasolina, feito antes da eleição, poderia trazer mais votos para o presidente.
Além da garantia de abastecimento de álcool na entressafra, mesmo com o aumento da mistura, o presidente ouviu críticas dos empresários às distribuidoras, por elas não fazerem estoques grandes de combustível, o que poderia amenizar a possibilidade de falta do combustível.
Lula lembrou ainda que as políticas de incentivo ao biodiesel devem aliviar a crise na soja, já que o grão cada vez mais é utilizado na produção do combustível. O biodiesel, por usar etanol no processo produtivo, também serviria como um sustentador do preço do álcool no mercado interno, de acordo com o presidente. Ele se mostrou ainda interessado com a crise na pecuária nacional e ouviu de um dos usineiros que o problema pode causar graves prejuízos aos pecuaristas em até dois anos.
Além de Lula e dos ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Tarso Genro (Secretaria de Relações Institucionais), Luís Carlos Guedes Pinto (Agricultura), Celso Amorim (Relações Exteriores), participaram da reunião os usineiros Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), José Pessoa Queiroz Bisneto (J Pessoa), Luiz Guilherme Zancaner (Unialco) e Hermelino Ruete de Oliveira (Copersucar), além do presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho.