A indústria brasileira do biodiesel, ainda em fase de implantação, receberá ainda neste ano de 2006, investimentos importantes para a construção de fábricas que vão aumentar a capacidade instalada dos atuais R$ 123 milhões para R$ 589 milhões de litros produzidos por ano.
Só de financiamentos de bancos estatais, os produtores do combustível renovável devem levantar R$ 430 milhões até o final do ano, sendo R$ 250 milhões por meio do Banco do Brasil e R$ 180 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, o setor receberá investimentos de capital próprio, já anunciado por diversas empresas.
Para discutir a consolidação desse mercado e a melhoria de aspectos de produção, regulação, fiscalização e comercialização do biodiesel, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove hoje o 1º Encontro Nacional do Biocombustível. Devem participar do evento, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que será uma das palestrantes do evento.
Também devem participar os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, da Integração Nacional, Pedro Brito, do Meio Ambiente, Marina Silva, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, além dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.
Os estímulos governamentais para a concretização dessa indústria foram proporcionados, principalmente com a obrigatoriedade de adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral a partir de janeiro de 2008 e também o incentivo à inclusão de famílias de agricultores na produção de sementes de oleaginosas, em especial nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, os empresários vêm demonstrando, por meio de investimentos anunciados e em estudos, que vão participar ativamente da produção do biodiesel.
Essa situação é a ideal para que o setor floresça e atinja os objetivos iniciais do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Hoje o Brasil tem capacidade de produzir 123 milhões de litros de biodiesel por ano, em sete fábricas. Outras 14, com capacidade somada de 466 milhões de litros por ano, estão em fase final de regularização pelos órgãos do governo, com projeção de início das operações até dezembro, elevando a capacidade instalada para 589 milhões de litros ao ano.
Segundo a Casa Civil, que coordena o PNPB, outras 16 usinas estão em projeto ou já em construção. Elas terão, juntas, capacidade para produzir 1,150 bilhão de litros por ano e deverão ficar prontas ao longo de 2007. Ao mesmo tempo, as indústrias de máquinas e equipamentos, que fabricam tanto para usinas quanto para os plantadores (máquinas e implementos agrícolas), prevêem abocanhar em torno de R$ 4 bilhões nos próximos três anos.
Conforme Rubens Dias de Morais, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), se a mistura de biodiesel no diesel mineral subir para 5% antes do prazo previsto (janeiro de 2013), os investimentos podem crescer rapidamente para R$ 10 bilhões nos mesmos três anos, para o país poder fabricar 2,4 bilhões de litros por ano.
Algumas empresas começaram a se beneficiar com os investimentos. Foi o caso da metalúrgica Dedini, de Piracicaba, no interior de São Paulo. A empresa vendeu, desde dezembro de 2005 até junho deste ano, cinco fábricas, com capacidade média de produção de 50 milhões de litros por ano. Um faturamento de R$ 120 milhões.
Em pronunciamento durante o 1º Encontro Nacional do Biocombustível promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma ressaltou que boa parte dos recursos será investida pela Petrobrás - cerca de R$ 129 milhões até 2008. O Ministério de Ciência e Tecnologia, por seu turno, investirá R$ 35,7 milhões em pesquisa de biodiesel e R$ 10,5 milhões na de etanol. Dilma estimou que, com o uso de biodiesel, o Brasil economizará cerca de US$ 160 milhões por ano com a redução das importações de diesel mineral.
Só de financiamentos de bancos estatais, os produtores do combustível renovável devem levantar R$ 430 milhões até o final do ano, sendo R$ 250 milhões por meio do Banco do Brasil e R$ 180 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, o setor receberá investimentos de capital próprio, já anunciado por diversas empresas.
Para discutir a consolidação desse mercado e a melhoria de aspectos de produção, regulação, fiscalização e comercialização do biodiesel, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove hoje o 1º Encontro Nacional do Biocombustível. Devem participar do evento, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que será uma das palestrantes do evento.
Também devem participar os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, da Integração Nacional, Pedro Brito, do Meio Ambiente, Marina Silva, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, além dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.
Os estímulos governamentais para a concretização dessa indústria foram proporcionados, principalmente com a obrigatoriedade de adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral a partir de janeiro de 2008 e também o incentivo à inclusão de famílias de agricultores na produção de sementes de oleaginosas, em especial nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, os empresários vêm demonstrando, por meio de investimentos anunciados e em estudos, que vão participar ativamente da produção do biodiesel.
Essa situação é a ideal para que o setor floresça e atinja os objetivos iniciais do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Hoje o Brasil tem capacidade de produzir 123 milhões de litros de biodiesel por ano, em sete fábricas. Outras 14, com capacidade somada de 466 milhões de litros por ano, estão em fase final de regularização pelos órgãos do governo, com projeção de início das operações até dezembro, elevando a capacidade instalada para 589 milhões de litros ao ano.
Segundo a Casa Civil, que coordena o PNPB, outras 16 usinas estão em projeto ou já em construção. Elas terão, juntas, capacidade para produzir 1,150 bilhão de litros por ano e deverão ficar prontas ao longo de 2007. Ao mesmo tempo, as indústrias de máquinas e equipamentos, que fabricam tanto para usinas quanto para os plantadores (máquinas e implementos agrícolas), prevêem abocanhar em torno de R$ 4 bilhões nos próximos três anos.
Conforme Rubens Dias de Morais, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), se a mistura de biodiesel no diesel mineral subir para 5% antes do prazo previsto (janeiro de 2013), os investimentos podem crescer rapidamente para R$ 10 bilhões nos mesmos três anos, para o país poder fabricar 2,4 bilhões de litros por ano.
Algumas empresas começaram a se beneficiar com os investimentos. Foi o caso da metalúrgica Dedini, de Piracicaba, no interior de São Paulo. A empresa vendeu, desde dezembro de 2005 até junho deste ano, cinco fábricas, com capacidade média de produção de 50 milhões de litros por ano. Um faturamento de R$ 120 milhões.
Governo investirá R$ 355 mi em pesquisa de biocombustível
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que os investimentos do governo, incluindo as empresas estatais, em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis entre 2006 e 2008 deverão somar cerca de R$ 355 milhões. Segundo ela, esse "orçamento" para o setor inclui recursos aportados pelos ministérios de Minas e Energia e Ciência e Tecnologia, pela Petrobrás e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).Em pronunciamento durante o 1º Encontro Nacional do Biocombustível promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma ressaltou que boa parte dos recursos será investida pela Petrobrás - cerca de R$ 129 milhões até 2008. O Ministério de Ciência e Tecnologia, por seu turno, investirá R$ 35,7 milhões em pesquisa de biodiesel e R$ 10,5 milhões na de etanol. Dilma estimou que, com o uso de biodiesel, o Brasil economizará cerca de US$ 160 milhões por ano com a redução das importações de diesel mineral.