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Incra e petrobras discutem alternativas para produção de biodiesel na bahia

A Petrobras pediu para fazer um estudo envolvendo apenas os assentamentos que estão situados num raio de 400 quilômetros da usina.
MDA 2 min de leitura
Buscar alternativas para integrar os Projetos de Assentamento (PAs) da Bahia ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), do Governo Federal. Essa foi uma das prioridades da reunião que envolveu, nesta última quinta-feira (12), representantes da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado, Petrobras, Banco do Brasil e Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), órgão do governo estadual.

A Petrobras vai instalar uma usina de biodiesel no município de Candeias, a 44 quilômetros de Salvador, e pretende que metade da matéria-prima utilizada para a fabricação do produto seja proveniente da agricultura familiar. De acordo com o coordenador do Núcleo de Desenvolvimento da Superintendência Regional do Incra na Bahia, Sérgio Rezende, 400 PAs estão habilitados a fornecer o material necessário para a produção do biodiesel.

A Petrobras nos pediu para fazer um estudo envolvendo apenas os assentamentos que estão situados num raio de 400 quilômetros da usina. Nesse trabalho, constatamos que PAs de cinco regiões Extremo Sul, Chapada Diamantina, Recôncavo Baiano, Nordeste e Litoral Norte podem contribuir com matéria-prima para o funcionamento da usina, explicou Rezende.

Próximos passos O coordenador ainda disse que a Petrobras quer incentivar nos PAs a produção de dendê, girassol, mamona e amendoim, usados como matéria-prima para fabricar o biodiesel. Além disso, destacou que os assentados deverão formar cooperativas com o intuito de comercializar a produção e de ter melhores condições para receber assistência técnica.

Essa reunião foi muito positiva, porque permitiu um nivelamento sobre as ações do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel no estado. Para avançarmos, é importante intensificarmos o diálogo com os movimentos sociais e com órgãos do governo do estado, para que os assentados sejam beneficiados com o cultivo das oleaginosas usadas para a produção do biodiesel, completou. As informações partem da Assessoria de Imprensa do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
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