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Grupo belga-francês investe em usina de biodiesel em Goiás

O grupo belga-francês Menaa Finance está participando de um projeto, com duas parceiras brasileiras, para a construção de uma fábrica de biodiesel no município de Acreúna (GO), informaram participantes do projeto nesta quarta-feira.
Reuters 2 min de leitura
O grupo belga-francês Menaa Finance está participando de um projeto, com duas parceiras brasileiras, para a construção de uma fábrica de biodiesel no município de Acreúna (GO), informaram participantes do projeto nesta quarta-feira.

A unidade, que vai utilizar como matérias-prima óleo de soja e de caroço de algodão, deve receber um investimento total de 53 milhões de euros, captados junto a bancos privados.

A pedra fundamental da usina será lançada no dia 23, na área de 30 hectares definida para o projeto, no município que fica a 150 quilômetros da capital do Estado, Goiânia.

"A unidade terá capacidade para produzir 100 mil toneladas de biodiesel por ano", disse à Reuters Cláudio Borges, diretor da empresa belga-brasileira B2BR, que foi criada para gerir o empreendimento.

A outra participante do projeto é a All Cotton (Cooperativa dos Produtores de Algodão do Estado de Goiás). "Ela será responsável por fornecer as matérias-primas", afirmou Borges, que participou de um evento mundial sobre algodão realizado em Goiânia nesta semana.

Ronaldo Macedo Limberte, diretor da All Cotton, afirmou que o projeto, quando em operação, poderá consumir até 500 mil toneladas de soja por ano, mas que a idéia é utilizar o máximo possível de caroço de algodão.

A unidade utilizará equipamentos da alemã Lurgi e a estimativa, segundo Borges, é que fique pronta em 14 meses.

A usina vai comercializar a produção no mercado local, para suprir a demanda que será criada pelo programa do governo de adição de biodiesel no diesel, com mistura obrigatória de 2 por cento a partir de 2008 e de 5 por cento a partir de 2013.

Mas exportações no futuro, principalmente para a Europa, não estão descartadas, se houver viabilidade econômica.

Por Marcelo Teixeira
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