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Furlan Propõe Produção De Biocombustível Na Argentina

No setor de infra-estrutura e energia, também conversamos sobre as potencialidades para que a Argentina possa desenvolver sua produção de biocombustíveis
Ansa 3 min de leitura
O ministro de Desenvolvimento Indústria e Comércio do Brasil, Luiz Furlan, propôs um financiamento de US$600 milhões para transporte de gás e a produção de biocombustíveis na Argentina. Durante sua visita a esse país se reuniu com o ministro de Planejamento argentino, Julio De Vido, para discutir o assunto.

    Os ministros decidiram trocar informações e experiências sobre a produção de biocombustíveis e analisaram a possibilidade do Banco de Desenvolvimento Brasileiro (BNDS) fazer o financiamento para o saneamento da empresa de água estatal Aysa da província de Santa Fe, a 475 quilômetros de Buenos Aires.

    "O BNDS vai fazer uma colaboração de US$600 milhões para o transporte dos quase 22 milhões de metros cúbicos de gás para o próximo triênio", anunciou De Vido.

    O ministro argentino destacou que "paralelamente consideraram a possibilidade do financiamento de parte das obras de saneamento que o Estado realizará junto com a empresa Aysa".

    De Vido e Furlan se reuniram hoje em Buenos Aires, junto com sub-secretários de ambas pastas da Argentina e do Brasil. "Temos uma fluída relação com o ministro Furlan e com o BNDS desde 2004", apontou De Vido.

    Como exemplo mencionou que "por causa dele que o financiamento de US$200 milhões do BNDS foi possível para a execução dos principias gasodutos da Argentina em 2005, o que permitiu o aumento do transporte de 5 milhões de metros cúbicos de gás na Argentina", informou De Vido.

    O ministro de Planejamento enfatizou que entre ambos países "há um esquema associativo entre empresas argentinas e brasileiras realizam essas obras".

    Quanto à produção de biodiesel, De Vido explicou que informou o ministro Furlan sobre a nova Lei de Biocombustíveis da Argentina e destacou que os brasileiros "têm avanços muito importantes (nesse aspecto) e trocarão informações a respeito".

    Furlan disse no final da reunião com De Vido que conversaram muito sobre a possibilidade de investimentos na Argentina por parte de empresas do Brasil e empresas argentinas com a participação do BNDS".

    "No setor de infra-estrutura e energia, também conversamos sobre as potencialidades para que a Argentina possa desenvolver sua produção de biocombustíveis depois de uma nova lei argentina prevista para sair antes de 2010, para aumentar a produção no uso de biocombustíveis", apontou.

    Furlan garantiu que "a experiência do Brasil em biodiesel foi colocada a disposição do governo e dos empresários argentinos, para que se possa fazer uma colaboração no sentido de caminhar mais rápido para a adoção de biocombustíveis na Argentina".

    Sobre investimentos brasileiros na Argentina, o ministro Furlan disse que "há propostas para aumentar a produção de cimento".

    O ministro brasileiro acrescentou que também "há propostas para o tema de infra-estrutura, do metrô de Buenos Aires, da participação de empresas do Brasil com financiamentos do BNDS".

    "Há também em setores que relacionados aos tópicos que a Argentina precisa para aumentar sua produção, como a questão energética, nos quais seja possível estudar uma cooperação", afirmou o ministro brasileiro.

    Furlan detalhou que a delegação de secretários que o acompanhava em sua viagem também incluía representantes de várias associações dos setores de eletrônicos, vidro, cimento e química, para "olhar possibilidades bilaterais entre ambos países".
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