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Elétricas vão iniciar pesquisa para o uso de Biodiesel

Segundo nota divulgada pela Eletrobrás, a CGTEE tem planos de substituir o óleo usado nos geradores da térmica de Candiota (446 MW), localizada no RS, por biodiesel produzido por agricultores gaúchos.
O Estado de S. Paulo 3 min de leitura
Empresas do Grupo Eletrobrás, como Eletronorte, Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), vão iniciar pesquisas para o uso do biodiesel - produzido a partir de sementes oleaginosas, como girassol, mamona, dendê ou soja - em unidades geradoras de energia elétrica.

Segundo nota divulgada pela Eletrobrás, a CGTEE tem planos de substituir o óleo usado nos geradores da térmica de Candiota (446 MW), localizada no Rio Grande do Sul, por biodiesel produzido por agricultores gaúchos. Atualmente, o insumo é usado para obter o arranque necessário para a queima do carvão, combustível da unidade geradora da subsidiária da Eletrobrás.

Segundo informou o assistente da presidência da empresa, Carlos Roberto Hebeche, na nota, a meta é substituir, gradativamente, os 22 milhões de litros anuais do combustível poluente pelo biodiesel. A empresa deverá iniciar os primeiros testes ainda este mês, para quando aguarda o fornecimento de 30 mil litros do novo insumo.

Eletrosul

Já a Eletrosul, outra controlada da Eletrobrás que também atual no Sul do país, assinou convênio com a Fundação de Desenvolvimento, Educação e Pesquisa da Região Celeiro (Fundep) para pesquisas sobre o uso do biodiesel em 63 municípios gaúchos. O convênio, que terá recursos da ordem de R$ 1 milhão, prevê a elaboração de um diagnóstico da cadeia de produção do insumo e seus subprodutos na região noroeste do Rio Grande do Sul.

A mamona será a matéria-prima usada nas pesquisas, que também envolverá a definição da viabilidade técnica, econômica e operacional do uso do biodiesel para geração de energia por parte da empresa.

Eletronorte
A Eletronorte também aposta em diversos projetos para sua região de atuação, visando diminuir a dependência do óleo diesel utilizado na geração das cidades e comunidades que estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Em Rio Branco (AC), em parceria com o governo do estado, a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) e a Universidade Federal do Acre (UFAC), a empresa está instalando uma usina de biodiesel, com capacidade de produção diária de dois mil litros.

A planta está em fase de comissionamento (testes para iniciar a operação comercial) e usará como matéria-prima a mamona, o buriti, e as palmeiras murumuru e ouricuri. Em Nova Cintra, no município de Alto Juruá, também no Acre, a empresa montará uma unidade de craqueamento de óleo vegetal para a produção do biodiesel para os geradores instalados em quatro comunidades da região. A capacidade de produção será de 200 litros diários.

Cemig tem experiência
Experiência semelhante às das controladas da Eletrobrás, já vem sendo adotada há dois anos pela Cemig. Recursos de aproximadamente R$ 1,5 milhão estão envolvidos nos estudos, que apresentam três focos principais: identificação do tipo de oleaginosa que será usada na produção do biodiesel; a avaliação da qualidade do produto; e o desenvolvimento de uma unidade de pequeno porte com capacidade de produção de mil litros por dia. A produção da unidade deverá ser iniciada no fim do primeiro semestre de 2007.
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