A demanda mundial por biodiesel deverá crescer para 33,5 bilhões de litros em 2001, segundo previsões do governo. As políticas de incentivo ao uso de combustível menos poluente elevarão em 440% o consumo do produto, que hoje é de 6,2 bilhões de litros. O Brasil, no entanto, não deve ser o principal fornecedor do produto.
Para o secretário-executivo da Câmara de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Décio Luiz Gazzoni, o País não deve ser um fornecedor de biodiesel, apesar de ter grande potencial para produzi-lo. Segundo ele, a carga tributária incidente no processamento do grão e a "defasagem cambial" inviabilizam a exportação do produto. Na avaliação de Gazzoni, o Brasil poderá apenas fornecer a matéria-prima. O grão será processado em outros países.
"Isso é um enorme desperdício de oportunidades", diz Gazzoni, ao ressaltar que seria mais interessante o País exportar o combustível que tem mais valor agregado, tem potencial de gerar mais emprego e renda. O governo concedeu isenção de tributo para a transformação do biodiesel para a agricultura familiar e apenas para as culturas das regiões Norte e Nordeste do País.
A estimativa da bolsa de Chicago, segundo Gazzoni, é de que a produção brasileira de biodiesel cresça dos 250 milhões de litros, neste ano, para 3 bilhões daqui a cinco anos.
Gazzoni acredita que o País possa ser um grande fornecedor de matéria-prima pois, segundo as estimativas de mercado, tem potencial de aumentar a produção de soja entre 10% e 15% ao ano. No entanto, segundo ele, a meta se torna impossível devido à depreciação do dólar ante o real, à carga tributária e aos juros elevados, às dificuldades de crédito para comercialização e gargalos logísticos para escoar a produção.
Viviane Monteiro
Para o secretário-executivo da Câmara de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Décio Luiz Gazzoni, o País não deve ser um fornecedor de biodiesel, apesar de ter grande potencial para produzi-lo. Segundo ele, a carga tributária incidente no processamento do grão e a "defasagem cambial" inviabilizam a exportação do produto. Na avaliação de Gazzoni, o Brasil poderá apenas fornecer a matéria-prima. O grão será processado em outros países.
"Isso é um enorme desperdício de oportunidades", diz Gazzoni, ao ressaltar que seria mais interessante o País exportar o combustível que tem mais valor agregado, tem potencial de gerar mais emprego e renda. O governo concedeu isenção de tributo para a transformação do biodiesel para a agricultura familiar e apenas para as culturas das regiões Norte e Nordeste do País.
A estimativa da bolsa de Chicago, segundo Gazzoni, é de que a produção brasileira de biodiesel cresça dos 250 milhões de litros, neste ano, para 3 bilhões daqui a cinco anos.
Gazzoni acredita que o País possa ser um grande fornecedor de matéria-prima pois, segundo as estimativas de mercado, tem potencial de aumentar a produção de soja entre 10% e 15% ao ano. No entanto, segundo ele, a meta se torna impossível devido à depreciação do dólar ante o real, à carga tributária e aos juros elevados, às dificuldades de crédito para comercialização e gargalos logísticos para escoar a produção.
Viviane Monteiro