O consumo de álcool anidro (misturado à gasolina) deve cair 11,74% até junho do próximo ano, segundo estimativa da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A edição de setembro do boletim "Abastecimento em números" traça um panorama do consumo de gasolina e de álcool com base nos principais dados macroeconômicos existentes.
A redução no consumo de álcool pode ser explicada pela redução na proporção do combustível misturado à gasolina, que passou de 25% para 20% a partir de março deste ano. A mudança resultou numa redução de 100 mil metros cúbicos de álcool por mês. A agência prevê que o consumo de álcool anidro fique em 5,773 milhões de metros cúbicos de julho deste ano a junho de 2007, contra 6,540 milhões de metros cúbicos de julho de 2005 a junho de 2006.
Outros fatores devem interferir na redução do consumo, como a perspectiva de aumento dos preços da gasolina no primeiro trimestre de 2007. Com base nas projeções do mercado, a agência estima aumento de 10% nos preços, o que terá impacto negativo sobre o consumo. Segundo cálculos da agência, a alta corresponde a uma queda de 4,1% no consumo.
O modelo de cálculo usado pela agência indica que o preço médio da gasolina no período será de R$ 2,69. No boletim, a agência afirma que o mês de setembro foi marcado pela queda substancial no preço de commodities no mercado internacional, com destaque para o petróleo.
Apesar disso, a agência optou por manter as projeções de aumento de preços. O estudo toma como base a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
"O Copom reconhece o desalinhamento dos preços de petróleo no mercado externo e no interno, mas prevê preços inalterados para a gasolina em 2006. Ao mesmo tempo, admite que, a persistir tendência de alta, seria bastante plausível esperar elevação de preços do combustível no mercado doméstico", afirma o documento.
O consumo de gasolina de julho deste ano a junho de 2007 deve somar 24,252 milhões de metros cúbicos, o que representa alta de 2,37% em relação ao período anterior, quando o consumo somava 23,69 milhões de metros cúbicos.
Segundo o superintendente-adjunto de Abastecimento da ANP, Carlos Orlando Enrique da Silva, o objetivo da pesquisa é traçar um retrato do consumo de combustíveis para auxiliar o planejamento da produção de álcool. "Os dados serão atualizados a cada três meses. A idéia não é intervir no mercado, mas fornecer uma ferramenta para o planejamento dos produtores de álcool", disse. Segundo a agência, a hipótese de desabastecimento na próxima entressafra de álcool está descartada.
Segundo a agência, as vendas de gasolina pelas distribuidoras cresceram 0,89% de janeiro a julho em relação a igual período de 2005. Em julho, as vendas somaram 1,886 milhão de metros cúbicos. Já as vendas de álcool anidro cresceram 19,27% no período. Em julho, elas somaram 415 mil metros cúbicos.
Janaina Lage
A redução no consumo de álcool pode ser explicada pela redução na proporção do combustível misturado à gasolina, que passou de 25% para 20% a partir de março deste ano. A mudança resultou numa redução de 100 mil metros cúbicos de álcool por mês. A agência prevê que o consumo de álcool anidro fique em 5,773 milhões de metros cúbicos de julho deste ano a junho de 2007, contra 6,540 milhões de metros cúbicos de julho de 2005 a junho de 2006.
Outros fatores devem interferir na redução do consumo, como a perspectiva de aumento dos preços da gasolina no primeiro trimestre de 2007. Com base nas projeções do mercado, a agência estima aumento de 10% nos preços, o que terá impacto negativo sobre o consumo. Segundo cálculos da agência, a alta corresponde a uma queda de 4,1% no consumo.
O modelo de cálculo usado pela agência indica que o preço médio da gasolina no período será de R$ 2,69. No boletim, a agência afirma que o mês de setembro foi marcado pela queda substancial no preço de commodities no mercado internacional, com destaque para o petróleo.
Apesar disso, a agência optou por manter as projeções de aumento de preços. O estudo toma como base a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
"O Copom reconhece o desalinhamento dos preços de petróleo no mercado externo e no interno, mas prevê preços inalterados para a gasolina em 2006. Ao mesmo tempo, admite que, a persistir tendência de alta, seria bastante plausível esperar elevação de preços do combustível no mercado doméstico", afirma o documento.
O consumo de gasolina de julho deste ano a junho de 2007 deve somar 24,252 milhões de metros cúbicos, o que representa alta de 2,37% em relação ao período anterior, quando o consumo somava 23,69 milhões de metros cúbicos.
Segundo o superintendente-adjunto de Abastecimento da ANP, Carlos Orlando Enrique da Silva, o objetivo da pesquisa é traçar um retrato do consumo de combustíveis para auxiliar o planejamento da produção de álcool. "Os dados serão atualizados a cada três meses. A idéia não é intervir no mercado, mas fornecer uma ferramenta para o planejamento dos produtores de álcool", disse. Segundo a agência, a hipótese de desabastecimento na próxima entressafra de álcool está descartada.
Segundo a agência, as vendas de gasolina pelas distribuidoras cresceram 0,89% de janeiro a julho em relação a igual período de 2005. Em julho, as vendas somaram 1,886 milhão de metros cúbicos. Já as vendas de álcool anidro cresceram 19,27% no período. Em julho, elas somaram 415 mil metros cúbicos.
Janaina Lage