Campinas: Frota de ônibus adota biodiesel
Pioneira no uso regular do biodiesel na frota do transporte público convencional, Campinas chega nos 100% dos 853 ônibus movidos com 2% de combustível de origem vegetal misturado ao diesel, derivado do petróleo. As empresas VB Transportes e Turismo, Expresso Campibus, Onicamp Transporte Coletivo, Itajaí Transportes Coletivos e Coletivos Pádova anunciam uma redução de até 30% na emissão de poluentes na atmosfera da cidade a partir do investimento feito no combustível biodegradável.
Os testes começaram em outubro de 2005 na antiga permissionária Empresa Viação Bortolotto Ltda. (EBVL) com resultados promissores, quando a mistura era feita ainda de forma artesanal na garagem da concessionária. De acordo com o diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), Paulo Barddal, em dois milhões de quilômetros rodados, a Bortolotto constatou redução de 20% a 30% na emissão de poluentes dependendo do veículo.
Atualmente, a frota consome mensalmente 2,7 milhões de litros do biodiesel B2 (o número se refere à porcentagem de combustível de origem vegetal acrescido no diesel), mas a intenção dos permissionários é antecipar em cinco anos a meta de chegar a 5% de combustível vegetal, estabelecida para 2013. "Em 2008, toda a frota deverá atingir 5% de mistura de biodiesel" , disse Barddal. Nessa proporção de mistura, de acordo com ele, a redução da poluição deverá chegar a 32%.
"Acima disso, o ganho não é compensador pois o motor não consegue queimar a mistura adequadamente e o efeito se inverte, passa a ser um veículo poluente" Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc)
O índice de redução na emissão de poluentes está diretamente relacionado ao tipo de motor do ônibus e à idade do veículo. Segundo Barddal, em veículos com motor gerenciado eletronicamente - os mais modernos - a redução chega a 30% na carga de poluentes lançados no ambiente, enquanto nos de motor mecânico, essa redução cai a um máximo de 20%.
Além de poluir menos, a mistura diminui o cheiro da fumaça e amplia a durabilidade dos motores e das bombas injetoras. "Além disso, nossos motoristas conseguem dirigir os ônibus uma marcha à frente do que era comum quando se utilizava apenas diesel, conta Hélio Bortolotto Júnior, diretor da Coletivos Pádova.