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Brasil vai quadruplicar produção de biodiesel

O Brasil vai quadruplicar sua produção atual de biodiesel e espera se transformar em curto prazo no maior exportador mundial do combustível derivado de sementes oleaginosas, afirmaram hoje autoridades e empresários.
Agência EFE 3 min de leitura
O Brasil vai quadruplicar sua produção atual de biodiesel e espera se transformar em curto prazo no maior exportador mundial do combustível derivado de sementes oleaginosas, afirmaram hoje autoridades e empresários.

Durante o 1º Encontro Nacional do Biocombustível, organizado em Brasília pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o programa brasileiro de combustíveis vegetais pode ser uma alternativa à dependência mundial do petróleo.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou que o Brasil tem a meta de quadruplicar a produção do biodiesel em curto prazo, e que o Governo irá investir US$ 165 milhões somente em pesquisa tecnológica nos próximos dois anos.

As indústrias privadas que produzem biodiesel receberão ainda este ano R$ 430 milhões em empréstimos do Governo para aumentar a atual capacidade instalada, de 250 milhões de litros anuais, para 589 milhões de litros até o fim de 2006.

O Governo prevê que, em 2007, o Brasil terá capacidade para produzir 1,15 bilhão de litros ao ano, frente a um consumo interno de 840 milhões de litros, o que vai liberar a quantidade excedente para a exportação.

Para Lula, o Brasil pode se transformar em "líder mundial em energia renovável".

"O mundo não pode continuar dependente de um combustível fóssil que irá se esgotar", disse.

Os novos projetos em andamento para produzir diesel derivado de sementes de rícino, soja, palma e girassol permitirão a criação de um novo mercado interno para as oleaginosas, que hoje enfrentam a instabilidade do mercado internacional de matérias-primas.

Atualmente o principal produtor mundial de biodiesel é a Alemanha, com 2 bilhões de litros ao ano destinados ao consumo interno.

O programa brasileiro também representará uma economia de aproximadamente US$ 1,2 bilhão anuais em importações de diesel.

A partir de janeiro de 2008 será obrigatório o acréscimo de 2% do combustível vegetal no diesel utilizado pelos veículos brasileiros. Em 2013, essa percentagem subirá para 5%. Segundo Rousseff, o Governo estuda a antecipação destes prazos.

O Brasil já é o principal produtor mundial de álcool derivado da cana de açúcar, e pretende criar um mercado mundial para este combustível.

A produção de álcool também receberá investimentos de cerca de US$ 5 bilhões até 2010, para aumentar a atual produção de 15 bilhões ao ano para 24 bilhões de litros.

O presidente da CNI, Carlos Moreira Ferreira, afirmou que toda a política oficial para o setor abre novas oportunidades de negócios para a indústria.

O Brasil pode aumentar em 150% sua atual produção de grãos, que é de 150 milhões de toneladas ao ano, e atender a demanda interna de biocombustíveis para depois conquistar os mercados da Europa, Ásia e América do Norte.

A indústria de maquinaria também será beneficiada, e prevê faturar US$ 2 bilhões adicionais em vendas de equipamentos agrícolas e instalações para as fábricas nos próximos três anos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que reúne as principais empresas do setor.
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