Fatores naturais e climáticos compensariam mazelas estruturais e políticas
Mais fruto de uma conjugação de fatores climáticos e naturais do que de estratégia política, o Brasil pode tornar-se uma espécie de “Arábia Saudita” do biocombustível.
Essa é a opinião de técnicos consultados pelo BOM DIA. Na série de cinco matérias sobre biodiesel, que se encerra hoje, os especialistas descreveram severos problemas estruturais e de opção governamental.
Mesmo com todas as mazelas, com investimento maciço em agricultura familiar e falta de estrutura para produção comercial, especialistas consultados acreditam que o país reúne um conjunto de condições para, no médio prazo, tornar-se uma potência mundial na produção do combustível.
É a conclusão, também, de um estudo feito pelo grupo de Economia da Energia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Para o economista Helder Queiroz Júnior, que participou do projeto, o Brasil reúne “vantagens únicas” para a produção de biodiesel.
“Além de experiência acumulada na produção de álcool como combustível alternativo, temos um amplo território cultivável para matérias-primas do biodiesel”, salienta.
Para a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, o Brasil pode ter a liderança, mas precisa repensar conceitos.
“A idéia de se desenvolver um programa com cunho social é louvável, agora. Mas que isso seja a solução, pode esquecer. Fatalmente, ela [a solução] passa pela soja”, afirma Carlo Lovatelli, presidente da entidade.
Opção pela soja sugere o agronegócio como modelo
O economista Helder Queiroz Júnior ressalta, ainda, a questão do modelo a ser adotado na produção de biocombustíveis. “Há uma controvérsia sobre a concorrência entre as diferentes oleaginosas e os diferentes modelos de negócios”, observa.
“Se formos pela agricultura familiar, é um tipo de escolha. Se optarmos pela produção do biodiesel a partir da soja, então vamos pelo agronegócio. São coisas diferentes e que têm algumas dificuldades de convivência”, explica o economista.
De acordo com ele, o estudo desenvolvido pelo grupo da UFRJ não tem a intenção de indicar qual a melhor opção de negócio, inclusive porque ainda há incertezas sobre a produção.
“No caso da soja, há a vantagem de partirmos de uma escala já montada e muito grande. Mas as outras oleaginosas também têm potencial. Ainda é preciso fazer mais estudos, inclusive para sabermos até onde podem chegar os ganhos de produtividade de cada opção”. (Com Agência Brasil)
Brasil ainda precisa pesquisar alternativas
Embora otimista em relação aos biocombustíveis, Queiroz Júnior alerta que o Brasil deve continuar pesquisando outras alternativas, já que o futuro das novas tecnologias ainda é incerto.
“Há um leque de opções, umas vão vingar, outras não. No caso brasileiro, o álcool tem uma vantagem muito grande em relação a qualquer alternativa, afinal, temos 30 anos de experiência acumulada”, diz Queiroz.
“Em relação às demais [tecnologias], ainda não sabemos o que dará certo, mas o biodiesel é uma importante alternativa”, pondera.
Mais fruto de uma conjugação de fatores climáticos e naturais do que de estratégia política, o Brasil pode tornar-se uma espécie de “Arábia Saudita” do biocombustível.
Essa é a opinião de técnicos consultados pelo BOM DIA. Na série de cinco matérias sobre biodiesel, que se encerra hoje, os especialistas descreveram severos problemas estruturais e de opção governamental.
Mesmo com todas as mazelas, com investimento maciço em agricultura familiar e falta de estrutura para produção comercial, especialistas consultados acreditam que o país reúne um conjunto de condições para, no médio prazo, tornar-se uma potência mundial na produção do combustível.
É a conclusão, também, de um estudo feito pelo grupo de Economia da Energia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Para o economista Helder Queiroz Júnior, que participou do projeto, o Brasil reúne “vantagens únicas” para a produção de biodiesel.
“Além de experiência acumulada na produção de álcool como combustível alternativo, temos um amplo território cultivável para matérias-primas do biodiesel”, salienta.
Para a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, o Brasil pode ter a liderança, mas precisa repensar conceitos.
“A idéia de se desenvolver um programa com cunho social é louvável, agora. Mas que isso seja a solução, pode esquecer. Fatalmente, ela [a solução] passa pela soja”, afirma Carlo Lovatelli, presidente da entidade.
Opção pela soja sugere o agronegócio como modelo
O economista Helder Queiroz Júnior ressalta, ainda, a questão do modelo a ser adotado na produção de biocombustíveis. “Há uma controvérsia sobre a concorrência entre as diferentes oleaginosas e os diferentes modelos de negócios”, observa.
“Se formos pela agricultura familiar, é um tipo de escolha. Se optarmos pela produção do biodiesel a partir da soja, então vamos pelo agronegócio. São coisas diferentes e que têm algumas dificuldades de convivência”, explica o economista.
De acordo com ele, o estudo desenvolvido pelo grupo da UFRJ não tem a intenção de indicar qual a melhor opção de negócio, inclusive porque ainda há incertezas sobre a produção.
“No caso da soja, há a vantagem de partirmos de uma escala já montada e muito grande. Mas as outras oleaginosas também têm potencial. Ainda é preciso fazer mais estudos, inclusive para sabermos até onde podem chegar os ganhos de produtividade de cada opção”. (Com Agência Brasil)
Brasil ainda precisa pesquisar alternativas
Embora otimista em relação aos biocombustíveis, Queiroz Júnior alerta que o Brasil deve continuar pesquisando outras alternativas, já que o futuro das novas tecnologias ainda é incerto.
“Há um leque de opções, umas vão vingar, outras não. No caso brasileiro, o álcool tem uma vantagem muito grande em relação a qualquer alternativa, afinal, temos 30 anos de experiência acumulada”, diz Queiroz.
“Em relação às demais [tecnologias], ainda não sabemos o que dará certo, mas o biodiesel é uma importante alternativa”, pondera.