A partir de 2008, entrarão em funcionamento quatro indústrias de biodiesel em Mato Grosso do Sul, com capacidade de produção de 110 milhões de litros por ano, cada uma. Juntas, somam 440 milhões de litros e caso os projetos de outras cinco sejam aprovados com financiamento do FCO, a produção do Estado salta para 540 milhões de litros de biodiesel/ano.
Este volume representa mais da metade do óleo diesel consumido em Mato Grosso do Sul, que chega em torno de 904 milhões de litros/ano. Cada indústria deverá empregar 500 trabalhadores diretos, mas considerando toda a cadeia produtiva até a chegada do biodiesel ao consumidor final, somam mais 2.500 empregos.
De acordo com o economista Dalton Melo, a instalação das indústrias inicia-se em 2007: a Brasil Ecodiesel em Dourados, a Brasilinvest em Maracaju, e a Agrenco, que vai instalar duas indústrias, uma em Dourados e a outra poderá ser em Maracaju ou São Gabriel do Oeste. A instalação será em áreas de grande produção de soja, hoje a única opção para produção de biodiesel.
O governador André Puccinelli disse em seu discurso de posse, que o Governo está determinado a tirar o máximo proveito do mercado da agroenergia, abrindo a porta para a diversificação da matriz econômica de Mato Grosso do Sul. De acordo com o governador, o petróleo irá acabar e o mundo já corre atrás de energia renovável, como o etanol e o biodiesel.
Já a palma rende 45% de óleo e o pinhão-manso, uma cultura nova, que precisa desenvolver um método de produção, rende 50% de óleo. Para produzir mil litros de biodiesel derivado da soja é necessário 5,5 toneladas do produto. Hoje, nem Mato Grosso do Sul nem o Brasil têm capacidade de esmagar soja para produzir biodiesel para suprir o mercado, porque grande parte da produção de soja é destinada para alimentação. "Sobra pouco para o biodisel!", frisa Melo.
Cada indústria precisa de uma área plantada de 200 mil ha de soja, para produzir os 110 mil litros de biodiesel ao ano. "Acredito que haverá evolução em busca de outras matérias-primas de oleaginosas que ocupem menor espaço e tenham maior produtividade. Aí entram o girassol, mamona, palma e pinhão manso".
O economista frisa que "as pequenas deverão ocupar os espaços existentes entre as grandes, todas no circuito da plantação de soja. A produção de biodiesel, hoje, vem de pequenos empreendimentos junto a órgãos de pesquisa de desenvolvimento da produção e muitas vezes apenas para o consumo em pequena escala. Mato Grosso do Sul tem capacidade de dobrar a área plantada de soja para a produção de biodiesel, desde que tenha consumo certo. Este é o diferencial em relação aos outros Estados produtores, que não possuem espaço físico para produção", finaliza Mello.
VERA HALFEN
Este volume representa mais da metade do óleo diesel consumido em Mato Grosso do Sul, que chega em torno de 904 milhões de litros/ano. Cada indústria deverá empregar 500 trabalhadores diretos, mas considerando toda a cadeia produtiva até a chegada do biodiesel ao consumidor final, somam mais 2.500 empregos.
De acordo com o economista Dalton Melo, a instalação das indústrias inicia-se em 2007: a Brasil Ecodiesel em Dourados, a Brasilinvest em Maracaju, e a Agrenco, que vai instalar duas indústrias, uma em Dourados e a outra poderá ser em Maracaju ou São Gabriel do Oeste. A instalação será em áreas de grande produção de soja, hoje a única opção para produção de biodiesel.
O governador André Puccinelli disse em seu discurso de posse, que o Governo está determinado a tirar o máximo proveito do mercado da agroenergia, abrindo a porta para a diversificação da matriz econômica de Mato Grosso do Sul. De acordo com o governador, o petróleo irá acabar e o mundo já corre atrás de energia renovável, como o etanol e o biodiesel.
Rendimento
Melo frisa que outras oleaginosas são o girassol, a mamona, o pinhão-manso e a palma (planta típica da Região Nordeste), porém, será necessário desenvolver a produção destas oleaginosas, e será necessário um período de três anos para que possam começar a produzir; já a soja está estabelecida. O girassol é a segunda opção e o rendimento de 39% em óleo é o dobro de rendimento em relação a soja.Já a palma rende 45% de óleo e o pinhão-manso, uma cultura nova, que precisa desenvolver um método de produção, rende 50% de óleo. Para produzir mil litros de biodiesel derivado da soja é necessário 5,5 toneladas do produto. Hoje, nem Mato Grosso do Sul nem o Brasil têm capacidade de esmagar soja para produzir biodiesel para suprir o mercado, porque grande parte da produção de soja é destinada para alimentação. "Sobra pouco para o biodisel!", frisa Melo.
Regiões produtoras
A previsão de consumo é de dois bilhões de litros/ano e seriam necessárias 20 indústrias do porte destas que serão instaladas no Estado e distribuídas nas regiões produtoras de soja, ou seja, no Centro-Oeste, Sudeste, e Sul. Porém, o aumento da produção esbarra em duas situações, segundo Melo: a primeira, diz respeito ao espaço físico; a segunda, seria necessário tirar parte da área produzida para alimentos. No aspecto físico, Mato Grosso do Sul está em vantagem, porque ainda possui grande área disponível para produção.Cada indústria precisa de uma área plantada de 200 mil ha de soja, para produzir os 110 mil litros de biodiesel ao ano. "Acredito que haverá evolução em busca de outras matérias-primas de oleaginosas que ocupem menor espaço e tenham maior produtividade. Aí entram o girassol, mamona, palma e pinhão manso".
Possibilidades
"Hoje temos anunciada a implantação das quatro usinas, mais outras quatro ou cinco de média capacidade, com produção de dez a 20 milhões litros/ano. Porém, estes empreedimentos menores necessitam de financiamentos através do FCO e fica difícil dizer qual delas, ou se todas, serão implantadas. Mas se todas produzirem, somadas as quatro grandes, que produzirão 440 milhões de biodiesel/ano, mais 100 milhões das pequenas, poderemos contar com 550 milhões litros/ano".O economista frisa que "as pequenas deverão ocupar os espaços existentes entre as grandes, todas no circuito da plantação de soja. A produção de biodiesel, hoje, vem de pequenos empreendimentos junto a órgãos de pesquisa de desenvolvimento da produção e muitas vezes apenas para o consumo em pequena escala. Mato Grosso do Sul tem capacidade de dobrar a área plantada de soja para a produção de biodiesel, desde que tenha consumo certo. Este é o diferencial em relação aos outros Estados produtores, que não possuem espaço físico para produção", finaliza Mello.
VERA HALFEN