O secretário da Agricultura e Abastecimento, Newton Pohl Ribas, participou nesta segunda-feira (11), em Londrina, da abertura oficial da Conferência Internacional de Agroenergia, juntamente com o presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), José Augusto Teixeira de Freitas Picheth. Pohl Ribas destacou o Programa Paranaense de Bioenergia, criado em 2003, como uma iniciativa pioneira que está pesquisando outras oleaginosas, além da soja, para a produção de biodiesel.
Ele afirmou que o grande diferencial do Paraná é pensar o biocombustível de forma integrada à propriedade, principalmente do pequeno produtor, para que ele seja mais uma fonte de renda, reduza os gastos e ainda preserve o meio ambiente.
No primeiro dia de palestras, o Iapar apresentou o painel Biodiesel no Paraná, coordenado pela pesquisadora e líder do grupo de pesquisas em biodiesel do Instituto, Dalziza de Oliveira. O coordenador do Programa Paranaense de Bioenergia, Richardson de Souza, disse que o programa visa agregar valor ao trabalho do agricultor que produzir oleaginosas para a produção de biodiesel. “Além de vender a produção, como já fazem, o produtor poderá também produzir o óleo vegetal, vendê-lo para produção de biodiesel ou óleo comestível e ainda aproveitar os subprodutos”, acrescenta Richardson.
Ele também disse que o Governo do Estado, por meio de Tecpar, pretende instalar no ano que vem uma usina piloto para produção de biodiesel em Curitiba. “Nossa idéia é desenvolver a nossa própria tecnologia de produção do biodiesel para auxiliar projetos de empresários paranaenses”, explica o Coordenador do Programa Paranaense de Bioenergia.
Entre os pesquisadores do Iapar que mostraram dados técnicos no painel, Osvaldo Colasante falou sobre a cultura do girassol. Colasante mostrou que a área plantada e produção de girassol no Paraná ainda são bastante pequenas, embora a cultura tenha grande aptidão para produção de óleo vegetal para biodiesel e a torta – subproduto da extração do óleo – seja utilizável na alimentação bovina.
Para o pesquisador, os principais entraves para o aumento da produção de girassol no Estado são o zoneamento agroclimático – que está sendo criado pelo Iapar –, a aptidão de variedades e híbridos nas diferentes regiões do Paraná e a utilização de agroquímicos sem registro. “Além disso, como qualquer outra cultura nova, o girassol enfrenta problemas pela concorrência com cadeias fortes como da soja e do milho, a infra-estrutura de recebimento e armazenamento é falha e a dificuldade de inserir o girassol nos diversos sistemas de produção”, argumenta o pesquisador.
A pesquisadora Vânia Moda Cirino apresentou dados sobre o amendoim, que, apesar de originário do Brasil, tem uma produção mundial muito pequena. No Paraná, segundo Vânia, a situação não é muito diferente. O Estado produz apenas 4% do total nacional e a cultura é principalmente de subsistência a maioria dos municípios paranaenses, embora tenha grande potencial para produção de óleo.
De acordo com a pesquisadora, algumas variedades de amendoim têm em torno de 60% de óleo, número maior que o girassol, por volta de 45%, e bastante acima de soja, 20%. Para Vânia, um dos desafios daqui pra frente é utilizar um método de melhoramento genético do amendoim que possibilite uma produção maior do grão aliado à produção de óleo, já que os dois fatores são inversamente proporcionais. Ela complementa dizendo que também é necessário fazer o zoneamento agroclimático e estudar mais a fundo o controle adequado de pragas, doenças e plantas invasoras.
Além das oleaginosas mais conhecidas, o tungue e o pinhão-manso também foram lembrados. O pesquisador André Medeiros afirmou que o Iapar tem experimentos em três cidades do Estado, onde estão avaliados a produtividade e o crescimento dessas plantas. Segundo André, o tungue e o pinhão-manso têm potencial de produção de óleo em torno de 35%, o que pode ser superado com melhoramento genético, já que os clones existentes no mercado não são adaptados para as condições de clima e solo do Brasil.
O pesquisador lembra que as pesquisas com as duas espécies perenes começaram na crise do petróleo da década de 70 em instituições como a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Iapar. Porém, com a redução do preço do combustível fóssil logo depois, as pesquisas pararam. “Por isso ainda não existe melhoramento genético do pinhão-manso e do tungue”, esclarece o pesquisador.
Ele afirma que, além de produzir biodiesel, os óleos das plantas podem ser usados de outra forma. “O óleo do tungue é de excelente qualidade e tem bom valor de mercado para a indústria moveleira, que usa o produto para produção de tinta e verniz. Já o óleo de pinhão-manso pode ser usado para produzir sabão, como era antigamente, ou como anti-séptico”, salienta André.
Os pesquisadores do Iapar Maria de Fátima Ribeiro, Pedro Mário de Araújo e Antônio Costa também falaram sobre culturas, sistemas de produção de biodiesel e uso de subprodutos, como a torta, na alimentação animal.
Ele afirmou que o grande diferencial do Paraná é pensar o biocombustível de forma integrada à propriedade, principalmente do pequeno produtor, para que ele seja mais uma fonte de renda, reduza os gastos e ainda preserve o meio ambiente.
No primeiro dia de palestras, o Iapar apresentou o painel Biodiesel no Paraná, coordenado pela pesquisadora e líder do grupo de pesquisas em biodiesel do Instituto, Dalziza de Oliveira. O coordenador do Programa Paranaense de Bioenergia, Richardson de Souza, disse que o programa visa agregar valor ao trabalho do agricultor que produzir oleaginosas para a produção de biodiesel. “Além de vender a produção, como já fazem, o produtor poderá também produzir o óleo vegetal, vendê-lo para produção de biodiesel ou óleo comestível e ainda aproveitar os subprodutos”, acrescenta Richardson.
Ele também disse que o Governo do Estado, por meio de Tecpar, pretende instalar no ano que vem uma usina piloto para produção de biodiesel em Curitiba. “Nossa idéia é desenvolver a nossa própria tecnologia de produção do biodiesel para auxiliar projetos de empresários paranaenses”, explica o Coordenador do Programa Paranaense de Bioenergia.
Entre os pesquisadores do Iapar que mostraram dados técnicos no painel, Osvaldo Colasante falou sobre a cultura do girassol. Colasante mostrou que a área plantada e produção de girassol no Paraná ainda são bastante pequenas, embora a cultura tenha grande aptidão para produção de óleo vegetal para biodiesel e a torta – subproduto da extração do óleo – seja utilizável na alimentação bovina.
Para o pesquisador, os principais entraves para o aumento da produção de girassol no Estado são o zoneamento agroclimático – que está sendo criado pelo Iapar –, a aptidão de variedades e híbridos nas diferentes regiões do Paraná e a utilização de agroquímicos sem registro. “Além disso, como qualquer outra cultura nova, o girassol enfrenta problemas pela concorrência com cadeias fortes como da soja e do milho, a infra-estrutura de recebimento e armazenamento é falha e a dificuldade de inserir o girassol nos diversos sistemas de produção”, argumenta o pesquisador.
A pesquisadora Vânia Moda Cirino apresentou dados sobre o amendoim, que, apesar de originário do Brasil, tem uma produção mundial muito pequena. No Paraná, segundo Vânia, a situação não é muito diferente. O Estado produz apenas 4% do total nacional e a cultura é principalmente de subsistência a maioria dos municípios paranaenses, embora tenha grande potencial para produção de óleo.
De acordo com a pesquisadora, algumas variedades de amendoim têm em torno de 60% de óleo, número maior que o girassol, por volta de 45%, e bastante acima de soja, 20%. Para Vânia, um dos desafios daqui pra frente é utilizar um método de melhoramento genético do amendoim que possibilite uma produção maior do grão aliado à produção de óleo, já que os dois fatores são inversamente proporcionais. Ela complementa dizendo que também é necessário fazer o zoneamento agroclimático e estudar mais a fundo o controle adequado de pragas, doenças e plantas invasoras.
Além das oleaginosas mais conhecidas, o tungue e o pinhão-manso também foram lembrados. O pesquisador André Medeiros afirmou que o Iapar tem experimentos em três cidades do Estado, onde estão avaliados a produtividade e o crescimento dessas plantas. Segundo André, o tungue e o pinhão-manso têm potencial de produção de óleo em torno de 35%, o que pode ser superado com melhoramento genético, já que os clones existentes no mercado não são adaptados para as condições de clima e solo do Brasil.
O pesquisador lembra que as pesquisas com as duas espécies perenes começaram na crise do petróleo da década de 70 em instituições como a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Iapar. Porém, com a redução do preço do combustível fóssil logo depois, as pesquisas pararam. “Por isso ainda não existe melhoramento genético do pinhão-manso e do tungue”, esclarece o pesquisador.
Ele afirma que, além de produzir biodiesel, os óleos das plantas podem ser usados de outra forma. “O óleo do tungue é de excelente qualidade e tem bom valor de mercado para a indústria moveleira, que usa o produto para produção de tinta e verniz. Já o óleo de pinhão-manso pode ser usado para produzir sabão, como era antigamente, ou como anti-séptico”, salienta André.
Os pesquisadores do Iapar Maria de Fátima Ribeiro, Pedro Mário de Araújo e Antônio Costa também falaram sobre culturas, sistemas de produção de biodiesel e uso de subprodutos, como a torta, na alimentação animal.
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