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Produção de novas culturas é estudada para biodiesel

Culturas como pinhão-manso, nabo forrageiro e cártamo são estudadas pelo governo do Estado para serem aproveitadas na produção de biodiesel no Paraná.
Jornal Hoje - Cascavel PR 2 min de leitura
Culturas como pinhão-manso, nabo forrageiro e cártamo são estudadas pelo governo do Estado para serem aproveitadas na produção de biodiesel no Paraná. A informação é do coordenador do Programa Paraná Bioenergia da Seab (Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná), Richardson de Souza, que, ao lado do chefe do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), Bill Jorge Costa, participou ontem de um encontro que debateu o biodiesel como fonte alternativa de energia limpa e renovável. A reunião foi na sede da Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrícolas) em Cascavel, com cerca de 90 participantes. A idéia é oferecer aos agricultores alternativas à soja.

O coordenador do programa de bioenergia explicou que a Seab e o Tecpar incentivarão a produção voltada ao biodiesel para complementar a renda dos agricultores. Essas culturas seriam produzidas nas safrinhas de verão e nos períodos de entressafra das principais culturas. “No Paraná não há o cultivo exclusivo para o desenvolvimento de biocombustível, porque existem poucos contratos entre os produtores do Estado e empresas que possam fazer o biodiesel. Por enquanto, estamos estudando a viabilidade da produção de certas culturas”, contou Richardson.

Já o chefe do instituto apresentou no encontro as exigências legais para a produção de biocombustível. “As empresas que desejam entrar nesse negócio devem possuir o selo verde, emitido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que permite a produção do biodiesel, e atender a um controle de qualidade”.

Costa enfatizou que as firmas devem se comprometer também a comprar a matéria-prima de produtores familiares, cujo percentual varia de 30% a 50% conforme o estado, e dar-lhes assistência técnica. Hoje o biocombustível é adicionado ao diesel numa proporção de 2%.

O biodiesel, segundo o engenheiro agrônomo Cezar Pian, é a grande novidade do momento. “O encontro serviu para responder nossas perguntas e esclarecer todos os aspectos da nova energia que será usada nos próximos anos aqui na região”, avaliou, lembrando que por se tratar de uma energia renovável vai resolver a dependência dos derivados de petróleo.
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