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Prefeitura economizará R$ 1 milhão com uso de biodiesel

A Prefeitura de Indaiatuba estima economizar R$ 1 milhão ao ano a partir de 2007 com o consumo de combustível na frota de veículos com motores diesel.
Agência Anhaneguera 4 min de leitura
A Prefeitura de Indaiatuba estima economizar R$ 1 milhão ao ano a partir de 2007 com o consumo de combustível na frota de veículos com motores diesel. Para atingir esta meta, a administração está colocando em operação uma usina de biodisel com capacidade para produzir inicialmente mil litros por dia, desenvolvida em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O combustível considerado menos poluente e agressivo ao meio ambiente e que será misturado ao derivado de petróleo será obtido através de óleo saturado de cozinha que será recolhido junto as 58 mil residências do município e cerca de 100 estabelecimentos comerciais.

Pelas leis federais, a partir de 2008 a frota brasileira de veículos será obrigada a rodar com pelo 2% de biodisel misturado ao diesel. Mas se depender da promessa da administração do Prefeito José Onério (PDT), este percentual poderá chegar a 20% dentro de dois anos na frota local. "Vai depender de nossa capacidade de produção", disse ele, cujo projeto começou no início do ano passado e só agora começa a se tornar realidade.

De acordo com levantamento feito pela administração, a produção de biodiesel para mistura com o diesel deverá baratear o valor gasto mensalmente com a compra do derivado de petróleo para abastecer a frota de caminhões e máquinas, além dos veículos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saee) e de concessionárias de serviços públicos. "Com a mistura, vamos obter uma grande economia anual", garante o Prefeito. Parte dessa economia será destinada à Unicamp, como parte do acordo pela cessão dos equipamentos, e ao pagamento de pessoas a serem contratadas para fazer a coleta.

Para produzir a quantidade de biodiesel anunciada na cidade, a Prefeitura vai recorrer não somente aos estabelecimentos comerciais. O grande foco está no produto consumido nas residências e que é jogado fora de forma irregular, causando danos ao meio ambiente. Cooperativas de trabalho serão montadas para recolher os produtos nos cerca de 58 mil imóveis existentes no município.

Pessoas que recebem Bolsa Família serão agrupados em cooperativas para percorrer as ruas e fazer a coleta do óleo armazenado pelas famílias. "A idéia é remunerar estas pessoas com um valor por litro entregue, o qual ainda não está definido", explica Onério.

A planta de biodiesel de Indaiatuba, em operação em fase de teste, empregará apenas uma pessoa na parte operacional. Embora esteja iniciando sua produção com capacidade para apenas mil litros diários, a usina poderá ser ampliada conforme for aumentando o consumo. "Temos possibilidade de aumentar em até cinco vezes a produção diária com a instalação de mais equipamentos", disse Onério.

O prefeito de Indaiatuba não sobe informar qual o valor total do investimento feito para colocar a usina em funcionamento. De acordo com ele, os custos foram divididos entre a própria Prefeitura, o Saae e a Unicamp, que entrou no projeto com a cessão dos equipamentos utilizados na transformação do óleo em biodiesel.

O professor Antônio José da Silva Maciel, da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp, um dos autores do projeto em fase de patenteamento, explicou que a usina de Indaiatuba, a primeira produzida pela Universidade em funcionamento, é considerada de terceira geração. Isso porque seu catalizador permite a decantação natural da glicerina para obtenção do etanol, utilizado para a quebra da cadeia de carbono que resultará no biodiesel. Além da economia de preço apontada pelo Prefeito, ele lembra que indiretamente o uso do biodisel vai permitir economia com insumos no tratamento do esgoto com retirada do óleo jogado na rede.
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