A refinaria que está a ser construída no Porto de
Aveiro representa um investimento de 28 milhões de euros e vai produzir
100 mil toneladas de biodiesel, a partir de Março de 2007, dando
emprego a 40 pessoas.
Martifer constrói refinaria para produzir cem mil toneladas de biocombustível por ano.
A refinaria que está a ser construída na área de jurisdição do Porto de Aveiro representa um investimento de 28 milhões de euros e vai produzir 100 mil toneladas de biodiesel, a partir de Março de 2007, dando emprego a 40 pessoas.
A primeira pedra da fábrica da Martifer foi lançada no dia 18 de Julho pelo secretário de Estado adjunto da Indústria e Inovação. “Depois de algum pessimismo, a confiança volta a animar os agentes económicos”, disse António Castro Guerra, referindo-se aos últimos dados que revelam um crescimento económico acima das previsões.
O governante reconheceu que o investimento da empresa de Oliveira de Frades é “central na estratégia energética do governo”, porque contribui para reduzir “a grande dependência de produtos petrolíferos”, “reduz o impacto ambiental e as emissões de CO2” e “arrasta potencialidades da agricultura”. A refinaria vai produzir biodiesel a partir de colza, soja e girassol. O governo português prevê que, até ao final de 2006, 2% do combustível nos transportes seja biocombustível, passando para 3% em 2007 e chegue aos 5,75 % em 2008. Para satisfazer as necessidades em 2008, serão necessárias 500 mil toneladas por ano. É este quadro que permite a Carlos Martins, presidente da Martifer, olhar com muito optimismo para esta nova área de negócio, que poderá expandir-se com mais fábricas em Portugal. O grupo já detém uma na Roménia e preparase para construir outra na Polónia. O Estado prevê isentar os biocombustíveis em 280 a 300 euros por mil litros no que diz ao respeito ao ISP (imposto sobre produtos petrolíferos), mas Carlos Martins considera que não é essa a medida indispensável para que o biocombustível seja competitivo, num quadro com barril de petróleo acima dos 50 dólares. “Bom seria que o produto fosse vendido com taxa de IVA, como um produto normal no mercado”, afirma. O presidente da Martifer considera ainda que a refinaria pode conplexas, tribuir para a “superação da PAC [Política Agrícola Comum]”, fixando pessoas em ambientes rurais, devido à industrialização da agricultura. Por outras palavras, se 15% das necessidades de matériaprima da nova fábrica forem satisfeitas com o girassol produzido em Portugal, como se prevê, o trabalho de muitos agricultores será mais rentável. A dificuldade passa pelo armazenamento do girassol, pelo que Carlos Martins se encontra em conversações com o Ministério da Agricultura, para o eventual uso de silos. O grupo Martifer é especializado em estruturas metálicas comconplexas, mas tem vindo a diversificar os seus negócios, investindo nas energias renováveis. Actualmente com 1300 colaboradores, a Martifer “cria 20 novos empregos por dia”, diz Carlos Martins. Para além da fábrica de biodiesel, prepara, através da Repower Portugal, a instalação, na área de jurisdição do Porto de Aveiro, de duas outras unidades fabris, uma de pás e outra de aerogeradores para torres eólicas.
A refinaria que está a ser construída na área de jurisdição do Porto de Aveiro representa um investimento de 28 milhões de euros e vai produzir 100 mil toneladas de biodiesel, a partir de Março de 2007, dando emprego a 40 pessoas.
A primeira pedra da fábrica da Martifer foi lançada no dia 18 de Julho pelo secretário de Estado adjunto da Indústria e Inovação. “Depois de algum pessimismo, a confiança volta a animar os agentes económicos”, disse António Castro Guerra, referindo-se aos últimos dados que revelam um crescimento económico acima das previsões.
O governante reconheceu que o investimento da empresa de Oliveira de Frades é “central na estratégia energética do governo”, porque contribui para reduzir “a grande dependência de produtos petrolíferos”, “reduz o impacto ambiental e as emissões de CO2” e “arrasta potencialidades da agricultura”. A refinaria vai produzir biodiesel a partir de colza, soja e girassol. O governo português prevê que, até ao final de 2006, 2% do combustível nos transportes seja biocombustível, passando para 3% em 2007 e chegue aos 5,75 % em 2008. Para satisfazer as necessidades em 2008, serão necessárias 500 mil toneladas por ano. É este quadro que permite a Carlos Martins, presidente da Martifer, olhar com muito optimismo para esta nova área de negócio, que poderá expandir-se com mais fábricas em Portugal. O grupo já detém uma na Roménia e preparase para construir outra na Polónia. O Estado prevê isentar os biocombustíveis em 280 a 300 euros por mil litros no que diz ao respeito ao ISP (imposto sobre produtos petrolíferos), mas Carlos Martins considera que não é essa a medida indispensável para que o biocombustível seja competitivo, num quadro com barril de petróleo acima dos 50 dólares. “Bom seria que o produto fosse vendido com taxa de IVA, como um produto normal no mercado”, afirma. O presidente da Martifer considera ainda que a refinaria pode conplexas, tribuir para a “superação da PAC [Política Agrícola Comum]”, fixando pessoas em ambientes rurais, devido à industrialização da agricultura. Por outras palavras, se 15% das necessidades de matériaprima da nova fábrica forem satisfeitas com o girassol produzido em Portugal, como se prevê, o trabalho de muitos agricultores será mais rentável. A dificuldade passa pelo armazenamento do girassol, pelo que Carlos Martins se encontra em conversações com o Ministério da Agricultura, para o eventual uso de silos. O grupo Martifer é especializado em estruturas metálicas comconplexas, mas tem vindo a diversificar os seus negócios, investindo nas energias renováveis. Actualmente com 1300 colaboradores, a Martifer “cria 20 novos empregos por dia”, diz Carlos Martins. Para além da fábrica de biodiesel, prepara, através da Repower Portugal, a instalação, na área de jurisdição do Porto de Aveiro, de duas outras unidades fabris, uma de pás e outra de aerogeradores para torres eólicas.