Uma parceria para transferência de tecnologia do Estado da Califórnia (EUA) para o Pólo Nacional de Biocombustíveis, sediado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), pode trazer uma solução para o alto custo da análise de lotes de biodiesel –– problema que inviabiliza a produção do biocombustível nas plantas de pequeno e médio portes, pois encarece o produto final. A proposta surgiu durante a visita a Piracicaba feita ontem por uma comitiva daquele Estado –– com 14 pessoas, entre representantes do governo, ONGs (Organizações Não-Governamentais), academia e empresários.
Segundo o coordenador do Pólo, Weber Antonio Neves do Amaral, os R$ 1.000 cobrados pelo único laboratório autorizado para fazer análises de biodiesel onera a produção nas plantas pequenas. “Uma parceria com empresários da Califórnia, que trabalham com produção de biodiesel em pequena escala, dará viabilidade maior ao pequeno produtor”, comenta.
Uma planta que está em desenvolvimento para a Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba) seria diretamente beneficiada com a tecnologia californiana. O preço do equipamento para análises é de US$ 5.000 (R$ 10,7 mil).
“A Califórnia é a maior produtora de biodiesel nos Estados Unidos. O Estado que tem a melhor legislação ambiental naquele país, e eles enfrentavam o mesmo problema do Brasil com alto custo da análise. A tecnologia desenvolvida pelo setor privado da Califórnia atende aos principais requisitos dos Estados Unidos e da Europa e preenchem, também, as condições brasileiras para aprovação do lote de biodiesel”, explica o coordenador do pólo.
A visita dos californianos também trouxe outros resultados práticos. Conforme Amaral, haverá um trabalho comparativo entre aquele Estado e o pólo no tocante às políticas públicas relacionadas aos biocombustíveis. Outro intercâmbio de informações engloba os arranjos produtivos das duas localidades, da Califórnia e do Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) da região do Piracicaba.
HETEROGÊNEO –– Conforme o consultor do Comitê do Senado Californiano para Energia, Utilidade Pública e Comunicações, Lawrence Lingbloom, integrante do grupo que visitou Piracicaba, a comitiva não tem apenas interesses em intercâmbio de informações.
“Esse grupo é bem heterogêneo. Alguns têm intenções de investir no Brasil para produzir álcool e outros pretendem começar produzir biocombustíveis nos Estados Unidos. Considero que esta é uma oportunidade de negócios tanto para a Califórnia quanto para o Brasil”, afirma Lingbloom. Mas, para o coordenador do pólo, o fechamento efetivo de negócios “tem maturação lenta”. “Estamos formando uma rede”, diz Amaral.
A comitiva, que ainda passou pela Dedini Indústrias de Base e pela Usina Costa Pinto, do Grupo Cosan, foi organizada pela Global Califórnia e pelo Silicon Valley Center for International Trade Development, entidades sem fins lucrativos. A intenção dessas entidades é levantar informações para dar apoio aos pequenos e médios empresários norte-americanos interessados em comércio exterior.
O governador da Califórnia, o ator Arnold Schwarzenegger, pretende desenvolver um plano de ação em bioenergia para incrementar a produção de biodiesel no Estado que governa. Segundo informações da Global Califórnia, o objetivo é fazer a produção crescer 20% até 2010; 40% até 2020 e; 75% até 2050. Atualmente, a Califórnia produz apenas 5% dos 900 milhões de galões de etanol consumidos no território.
Ainda conforme a Global Califórnia, o plano de Schwarzenegger inclui, também, a geração de 20% de energia elétrica através da biomassa, meta prevista para 2010. Os Estados Unidos possuem 66 usinas de biodiesel e outras 49 estão em construção.
Segundo o coordenador do Pólo, Weber Antonio Neves do Amaral, os R$ 1.000 cobrados pelo único laboratório autorizado para fazer análises de biodiesel onera a produção nas plantas pequenas. “Uma parceria com empresários da Califórnia, que trabalham com produção de biodiesel em pequena escala, dará viabilidade maior ao pequeno produtor”, comenta.
Uma planta que está em desenvolvimento para a Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba) seria diretamente beneficiada com a tecnologia californiana. O preço do equipamento para análises é de US$ 5.000 (R$ 10,7 mil).
“A Califórnia é a maior produtora de biodiesel nos Estados Unidos. O Estado que tem a melhor legislação ambiental naquele país, e eles enfrentavam o mesmo problema do Brasil com alto custo da análise. A tecnologia desenvolvida pelo setor privado da Califórnia atende aos principais requisitos dos Estados Unidos e da Europa e preenchem, também, as condições brasileiras para aprovação do lote de biodiesel”, explica o coordenador do pólo.
A visita dos californianos também trouxe outros resultados práticos. Conforme Amaral, haverá um trabalho comparativo entre aquele Estado e o pólo no tocante às políticas públicas relacionadas aos biocombustíveis. Outro intercâmbio de informações engloba os arranjos produtivos das duas localidades, da Califórnia e do Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) da região do Piracicaba.
HETEROGÊNEO –– Conforme o consultor do Comitê do Senado Californiano para Energia, Utilidade Pública e Comunicações, Lawrence Lingbloom, integrante do grupo que visitou Piracicaba, a comitiva não tem apenas interesses em intercâmbio de informações.
“Esse grupo é bem heterogêneo. Alguns têm intenções de investir no Brasil para produzir álcool e outros pretendem começar produzir biocombustíveis nos Estados Unidos. Considero que esta é uma oportunidade de negócios tanto para a Califórnia quanto para o Brasil”, afirma Lingbloom. Mas, para o coordenador do pólo, o fechamento efetivo de negócios “tem maturação lenta”. “Estamos formando uma rede”, diz Amaral.
A comitiva, que ainda passou pela Dedini Indústrias de Base e pela Usina Costa Pinto, do Grupo Cosan, foi organizada pela Global Califórnia e pelo Silicon Valley Center for International Trade Development, entidades sem fins lucrativos. A intenção dessas entidades é levantar informações para dar apoio aos pequenos e médios empresários norte-americanos interessados em comércio exterior.
O governador da Califórnia, o ator Arnold Schwarzenegger, pretende desenvolver um plano de ação em bioenergia para incrementar a produção de biodiesel no Estado que governa. Segundo informações da Global Califórnia, o objetivo é fazer a produção crescer 20% até 2010; 40% até 2020 e; 75% até 2050. Atualmente, a Califórnia produz apenas 5% dos 900 milhões de galões de etanol consumidos no território.
Ainda conforme a Global Califórnia, o plano de Schwarzenegger inclui, também, a geração de 20% de energia elétrica através da biomassa, meta prevista para 2010. Os Estados Unidos possuem 66 usinas de biodiesel e outras 49 estão em construção.