Da sabedoria popular nasceu a máxima de que “a necessidade é a mãe da invenção”. A expressão calha bem em tudo o que se possa imaginar. Da invenção da roda à mais moderna tecnologia do mundo globalizado de hoje, a inteligência fez com que obstáculos fossem superados em todas as áreas do conhecimento.
No campo científico, a evolução na pesquisa das fontes de energia tem sido magnífica. Foi assim com o petróleo, matéria-prima já de conhecimento de povos da Antiguidade, que passou pelos modernos processos de refinação, e que, com o surgimento da indústria petroquímica, proporcionou uma revolução na comercialização dos mais variados produtos.
Mas as crises sucessivas do petróleo levaram o homem a buscar outros caminhos, e a pesquisar alternativas de fontes de energia. E nessa busca, forçada também pelos movimentos ambientalistas, o Brasil incentivou a produção e o consumo de álcool como combustível.
O Proálcool - Programa Nacional do Álcool, com tecnologia genuinamente brasileira, passou a produzir etanol a partir de cana-de-açúcar. Estava assim, pelo menos teoricamente, evitado o trauma da dependência externa dos preços do petróleo, além de propiciar um impulso à política econômica.
E mais de um século se passou, desde quando, em 1895, Rudolf Diesel inventou um motor que funcionava à base de óleos vegetais, para adentrarmos o século XXI com uma nova realidade – a realidade do biodiesel, que se consolida como o novo combustível do Brasil.
O biodiesel é uma alternativa de energia, limpa, que corresponde aos compromissos com o Protocolo de Kyoto, além de ser bastante promissor em termos de viabilidade econômica com vistas ao desenvolvimento regional.
Como presidente da Assembléia Legislativa, no biênio 2005/2006, tive a iniciativa de encaminhar duas proposições que considero relevantes nesse processo da industrialização do biodiesel.
Encaminhamos ao governo federal proposta para implantação, em Mato Grosso, de um Centro de Pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); e também de um Centro Internacional de Excelência em Biodiesel (Cieb), no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A UFMT vem executando diversos projetos de pesquisa em biodiesel, destacando-se o Projeto Biodiesel Guariba, em parceria com a Eletronorte, dentro do programa Luz para Todos.
O governo federal anunciou há poucos dias a instalação, em Brasília, da Embrapa Agroenergia. A análise da carteira de projetos vai compor as prioridades para este novo centro que, conforme anuncia o governo, vai integrar o que há de mais moderno na busca de matrizes energéticas – e uma delas são estudos para o aproveitamento de resíduos de gordura animal e vegetal à produção de energia.
Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, estados também fortes na produção agropecuária, já possuem centros de pesquisas da Embrapa. Portanto, agora, com o fortalecimento da indústria do biodiesel, é chegada a hora de o governo federal investir pesado em Mato Grosso, grande produtor agropecuário, que se fortalece mais a cada dia na agroindústria.
O Estado de Mato Grosso, pela significativa projeção na produção agropecuária, posição estratégica no centro da América do Sul, com um potencial enorme para ser grande produtor e distribuidor de biodiesel, merece ser contemplado com várias das linhas de pesquisa pelo novo centro de Agroenergia e com as instalações de uma nova unidade da Embrapa, considerada a maior empresa de pesquisa agropecuária do mundo.
Ações públicas estão sendo encaminhadas neste sentido. O governo do Estado, desde 2003, adotou a política da bioenergia como prioridade, tendo implantado o Programa de Biocombustíveis (Probiomat). Por sua vez, a Assembléia Legislativa, de forma pioneira, criou a Câmara Setorial Temática para discutir a política de produção de agroenergia e mercado de crédito de carbono; e aprovou também projeto de lei de autoria do deputado José Riva (PP) que institui a política de incentivo à Cadeia Produtiva do Biodiesel, já sancionado pelo governador do Estado.
Portanto, é chegada a hora e vez de Mato Grosso, quanto à participação do Estado na produção desse novo biocombustível, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do país, com novas oportunidades de investimentos e geração de emprego e renda.
* SILVAL BARBOSA (PMDB) é vice-governador de Mato Grosso.
No campo científico, a evolução na pesquisa das fontes de energia tem sido magnífica. Foi assim com o petróleo, matéria-prima já de conhecimento de povos da Antiguidade, que passou pelos modernos processos de refinação, e que, com o surgimento da indústria petroquímica, proporcionou uma revolução na comercialização dos mais variados produtos.
Mas as crises sucessivas do petróleo levaram o homem a buscar outros caminhos, e a pesquisar alternativas de fontes de energia. E nessa busca, forçada também pelos movimentos ambientalistas, o Brasil incentivou a produção e o consumo de álcool como combustível.
O Proálcool - Programa Nacional do Álcool, com tecnologia genuinamente brasileira, passou a produzir etanol a partir de cana-de-açúcar. Estava assim, pelo menos teoricamente, evitado o trauma da dependência externa dos preços do petróleo, além de propiciar um impulso à política econômica.
E mais de um século se passou, desde quando, em 1895, Rudolf Diesel inventou um motor que funcionava à base de óleos vegetais, para adentrarmos o século XXI com uma nova realidade – a realidade do biodiesel, que se consolida como o novo combustível do Brasil.
O biodiesel é uma alternativa de energia, limpa, que corresponde aos compromissos com o Protocolo de Kyoto, além de ser bastante promissor em termos de viabilidade econômica com vistas ao desenvolvimento regional.
Como presidente da Assembléia Legislativa, no biênio 2005/2006, tive a iniciativa de encaminhar duas proposições que considero relevantes nesse processo da industrialização do biodiesel.
Encaminhamos ao governo federal proposta para implantação, em Mato Grosso, de um Centro de Pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); e também de um Centro Internacional de Excelência em Biodiesel (Cieb), no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A UFMT vem executando diversos projetos de pesquisa em biodiesel, destacando-se o Projeto Biodiesel Guariba, em parceria com a Eletronorte, dentro do programa Luz para Todos.
O governo federal anunciou há poucos dias a instalação, em Brasília, da Embrapa Agroenergia. A análise da carteira de projetos vai compor as prioridades para este novo centro que, conforme anuncia o governo, vai integrar o que há de mais moderno na busca de matrizes energéticas – e uma delas são estudos para o aproveitamento de resíduos de gordura animal e vegetal à produção de energia.
Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, estados também fortes na produção agropecuária, já possuem centros de pesquisas da Embrapa. Portanto, agora, com o fortalecimento da indústria do biodiesel, é chegada a hora de o governo federal investir pesado em Mato Grosso, grande produtor agropecuário, que se fortalece mais a cada dia na agroindústria.
O Estado de Mato Grosso, pela significativa projeção na produção agropecuária, posição estratégica no centro da América do Sul, com um potencial enorme para ser grande produtor e distribuidor de biodiesel, merece ser contemplado com várias das linhas de pesquisa pelo novo centro de Agroenergia e com as instalações de uma nova unidade da Embrapa, considerada a maior empresa de pesquisa agropecuária do mundo.
Ações públicas estão sendo encaminhadas neste sentido. O governo do Estado, desde 2003, adotou a política da bioenergia como prioridade, tendo implantado o Programa de Biocombustíveis (Probiomat). Por sua vez, a Assembléia Legislativa, de forma pioneira, criou a Câmara Setorial Temática para discutir a política de produção de agroenergia e mercado de crédito de carbono; e aprovou também projeto de lei de autoria do deputado José Riva (PP) que institui a política de incentivo à Cadeia Produtiva do Biodiesel, já sancionado pelo governador do Estado.
Portanto, é chegada a hora e vez de Mato Grosso, quanto à participação do Estado na produção desse novo biocombustível, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do país, com novas oportunidades de investimentos e geração de emprego e renda.
* SILVAL BARBOSA (PMDB) é vice-governador de Mato Grosso.