Pelo menos 16 grupos empresariais já protocolaram pedido de incentivo
ao Governo do Estado para instalação de unidades de produção de
biodiesel em Mato Grosso do Sul.
Pelo menos 16 grupos empresariais já protocolaram pedido de incentivo ao Governo do Estado para instalação de unidades de produção de biodiesel em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Produção e Turismo (Seprotur), os projetos apresentados ao Governo prevêem investimentos pouco superiores a R$ 1,1 bilhão para implantação das indústrias, beneficiando cerca de 10 municípios.
O secretário de produção, Wilson Gonçalves, revelou ao Correio do Estado que o Governo está preparando um programa de incentivo aos produtores sul-mato-grossenses que cultivarem produtos direcionados a biodiesel. "Queremos que todos os produtores venham a plantar e possuam carta de intenção de compra da produção emitida pelas indústrias de biodiesel sejam beneficiados com preços melhores", disse.
Na prática, na instalação das usinas de biodiesel... o Governo deve dar incentivos fiscais às empresas para que estas repassem preços subsidiados aos produtores na hora da compra dos produtos agrícolas.
O modelo deve incentivar o plantio de culturas direcionadas à industrialização do biodiesel, como forma de garantir que as usinas tenham a matéria-prima necessária para a produção. Wilson ressalta que o programa será nos moldes do Expansul que, de 2003 a 2006, incentivou o aumento da área cultivada com lavouras, visando à recuperação das áreas de pastagens degradadas a partir da utilização da integração lavoura x pastagem. O resultado foi a expansão de 254 mil hectares na área com lavouras em 54 municípios de MS. "Programa semelhante de incentivo será implantado a quem plantar cana para a produção de álcool e outras culturas para biodiesel", disse.
O secretário ressaltou que, caso as 16 indústrias realmente se instalem em Mato Grosso do Sul, elas necessitarão, juntas, de 200 mil hectares plantados com culturas direcionadas à produção de biodiesel. As cartas de intenções das empresas sinalizam que a soja, girassol, pinhão-manso e mamona aparecem como prioridades nos trabalhos das indústrias. "Se fôssemos atender essas usinas apenas com soja, necessitaríamos de 200 mil hectares da cultura para tocar as indústrias", reforçou. No entanto, Gonçalves disse que o Governo ainda estuda se é possível incentivar toda essa área. "O Governo do Estado ainda precisa analisar qual o impacto financeiro desses incentivos. Temos que fazer esse levantamento", frisou.
Hoje, segundo Gonçalves, a soja é a melhor opção para produção de biodiesel, uma vez que os preços se mantêm em patamares atraentes. "Se o preço do barril ficar acima de US$ 60,00 e a saca da soja permanecer nas cotações atuais, a cultura é a melhor opção para produção de biodiesel nas médias e grandes propriedades. Para assentamento e pequenos produtores, o indicado é a mamona ou pinhão-manso, que produzem mais óleo que a soja, mas são de colheita manual".
O Governo estima ainda que o cultivo do girassol seja elevado no Estado, uma vez que se trata de uma cultura de inverno e muitos agricultores deverão plantar duas cultura por ano, revezando a soja com o girassol.
Segundo as cartas de intenção apresentadas pelos 16 grupos ao Governo, a estimativa é que as indústrias gerem 4.413 empregos diretos, além de outras 25.270 vagas agrícolas. A produção estimada das 16 usinas é de 1,4 bilhão de litros de biodiesel por ano.
Marco Antônio Gehlen
Correio do Estado
O secretário de produção, Wilson Gonçalves, revelou ao Correio do Estado que o Governo está preparando um programa de incentivo aos produtores sul-mato-grossenses que cultivarem produtos direcionados a biodiesel. "Queremos que todos os produtores venham a plantar e possuam carta de intenção de compra da produção emitida pelas indústrias de biodiesel sejam beneficiados com preços melhores", disse.
Na prática, na instalação das usinas de biodiesel... o Governo deve dar incentivos fiscais às empresas para que estas repassem preços subsidiados aos produtores na hora da compra dos produtos agrícolas.
O modelo deve incentivar o plantio de culturas direcionadas à industrialização do biodiesel, como forma de garantir que as usinas tenham a matéria-prima necessária para a produção. Wilson ressalta que o programa será nos moldes do Expansul que, de 2003 a 2006, incentivou o aumento da área cultivada com lavouras, visando à recuperação das áreas de pastagens degradadas a partir da utilização da integração lavoura x pastagem. O resultado foi a expansão de 254 mil hectares na área com lavouras em 54 municípios de MS. "Programa semelhante de incentivo será implantado a quem plantar cana para a produção de álcool e outras culturas para biodiesel", disse.O secretário ressaltou que, caso as 16 indústrias realmente se instalem em Mato Grosso do Sul, elas necessitarão, juntas, de 200 mil hectares plantados com culturas direcionadas à produção de biodiesel. As cartas de intenções das empresas sinalizam que a soja, girassol, pinhão-manso e mamona aparecem como prioridades nos trabalhos das indústrias. "Se fôssemos atender essas usinas apenas com soja, necessitaríamos de 200 mil hectares da cultura para tocar as indústrias", reforçou. No entanto, Gonçalves disse que o Governo ainda estuda se é possível incentivar toda essa área. "O Governo do Estado ainda precisa analisar qual o impacto financeiro desses incentivos. Temos que fazer esse levantamento", frisou.
Hoje, segundo Gonçalves, a soja é a melhor opção para produção de biodiesel, uma vez que os preços se mantêm em patamares atraentes. "Se o preço do barril ficar acima de US$ 60,00 e a saca da soja permanecer nas cotações atuais, a cultura é a melhor opção para produção de biodiesel nas médias e grandes propriedades. Para assentamento e pequenos produtores, o indicado é a mamona ou pinhão-manso, que produzem mais óleo que a soja, mas são de colheita manual".
O Governo estima ainda que o cultivo do girassol seja elevado no Estado, uma vez que se trata de uma cultura de inverno e muitos agricultores deverão plantar duas cultura por ano, revezando a soja com o girassol.
Segundo as cartas de intenção apresentadas pelos 16 grupos ao Governo, a estimativa é que as indústrias gerem 4.413 empregos diretos, além de outras 25.270 vagas agrícolas. A produção estimada das 16 usinas é de 1,4 bilhão de litros de biodiesel por ano.
Marco Antônio Gehlen
Correio do Estado