O óleo de soja misturado diretamente ao diesel, como vem sendo adotado
por alguns produtores rurais de Mato Grosso, é altamente cancerígeno e
proibido por lei. O alerta foi dado ontem pela superintendente de
Qualidade de Combustível da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Maria
Antonieta Andrade de Souza, e pelo coordenador de química e pesquisador
da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Evandro Luiz Dall‘Oglio.
Ambos participam do Seminário de Biodiesel BR2006 “Novas perspectivas”, que ocorre até sexta-feira (2) no Centro de Eventos do Pantanal. De acordo com o pesquisador, o motor 5D não tem força...
...esse procedimento é um desastre, uma questão de saúde pública...
O óleo de soja misturado diretamente ao diesel, como vem sendo adotado por alguns produtores rurais de Mato Grosso, é altamente cancerígeno e proibido por lei. O alerta foi dado ontem pela superintendente de Qualidade de Combustível da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Maria Antonieta Andrade de Souza, e pelo coordenador de química e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Evandro Luiz Dall‘Oglio.
Ambos participam do Seminário de Biodiesel BR2006 “Novas perspectivas”, que ocorre até sexta-feira (2) no Centro de Eventos do Pantanal. De acordo com o pesquisador, o motor 5D não tem força de compressão necessária para queimar o óleo vegetal, que acaba acumulando um subproduto da glicerina queimada, a acroleína, uma substância altamente prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente.
“Esse procedimento é um desastre, uma questão de saúde pública. O governo federal deveria fazer um comunicado nacional sobre as implicações de misturar óleo vegetal in natura diretamente no diesel”, sugeriu o coordenador da UFMT.
A superintendente da ANP afirmou que a agência não tem o poder de controlar a qualidade do biocombustível utilizado para o consumo próprio, a intervenção ocorre somente naqueles destinados à comercialização. “Estou fazendo o alerta de que o uso do óleo de soja como vem sendo feito é proibido, pois produz agentes tóxicos cancerígenos comprovados cientificamente”, advertiu Maria Antonieta.
Para reduzir o custo da produção agrícola e garantir renda num cenário hostil para a agricultura, com o dólar baixo, o preço do diesel muito alto e o endividamento, agricultores de Mato Grosso passaram a utilizar o óleo de soja diretamente no motor das máquinas.
Além de sério danos à saúde e ao meio ambiente, o coordenador de química adverte que o uso de óleo vegetal puro, em longo prazo, destrói completamente o motor.
Segundo a superintende da ANP, o biocombustível é uma matriz energética que precisa ser produzida dentro das especificações legais. “A ANP publicou novas resoluções quanto a produção, a distribuição e a armazenagem do produto. O biodiesel precisa ter qualidade e uma identidade desde a origem até o consumidor final”, frisa.
Em Mato Grosso já existe algumas iniciativas de produção e dois postos já estão comercializando o produto.
O coordenador do evento, Paulo Teixeira, da UFMT, afirma que produzir biodiesel ainda é muito caro no país se comparado ao diesel. “Mais investimento no aprimoramento de tecnologia e produção em escala comercial pode baratear o biodiesel”, disse Teixeira.
O reitor da UFMT, Paulo Speller, afirmou que o biodiesel precisa ser melhor compreendido pela população. “É uma questão estratégica para o Brasil”, disse.
Joana Dantas
Fonte: Folha do Estado – Cuiabá/MT
Ambos participam do Seminário de Biodiesel BR2006 “Novas perspectivas”, que ocorre até sexta-feira (2) no Centro de Eventos do Pantanal. De acordo com o pesquisador, o motor 5D não tem força...
...esse procedimento é um desastre, uma questão de saúde pública...
O óleo de soja misturado diretamente ao diesel, como vem sendo adotado por alguns produtores rurais de Mato Grosso, é altamente cancerígeno e proibido por lei. O alerta foi dado ontem pela superintendente de Qualidade de Combustível da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Maria Antonieta Andrade de Souza, e pelo coordenador de química e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Evandro Luiz Dall‘Oglio.
Ambos participam do Seminário de Biodiesel BR2006 “Novas perspectivas”, que ocorre até sexta-feira (2) no Centro de Eventos do Pantanal. De acordo com o pesquisador, o motor 5D não tem força de compressão necessária para queimar o óleo vegetal, que acaba acumulando um subproduto da glicerina queimada, a acroleína, uma substância altamente prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente.
“Esse procedimento é um desastre, uma questão de saúde pública. O governo federal deveria fazer um comunicado nacional sobre as implicações de misturar óleo vegetal in natura diretamente no diesel”, sugeriu o coordenador da UFMT.
A superintendente da ANP afirmou que a agência não tem o poder de controlar a qualidade do biocombustível utilizado para o consumo próprio, a intervenção ocorre somente naqueles destinados à comercialização. “Estou fazendo o alerta de que o uso do óleo de soja como vem sendo feito é proibido, pois produz agentes tóxicos cancerígenos comprovados cientificamente”, advertiu Maria Antonieta.
Para reduzir o custo da produção agrícola e garantir renda num cenário hostil para a agricultura, com o dólar baixo, o preço do diesel muito alto e o endividamento, agricultores de Mato Grosso passaram a utilizar o óleo de soja diretamente no motor das máquinas.
Além de sério danos à saúde e ao meio ambiente, o coordenador de química adverte que o uso de óleo vegetal puro, em longo prazo, destrói completamente o motor.
Segundo a superintende da ANP, o biocombustível é uma matriz energética que precisa ser produzida dentro das especificações legais. “A ANP publicou novas resoluções quanto a produção, a distribuição e a armazenagem do produto. O biodiesel precisa ter qualidade e uma identidade desde a origem até o consumidor final”, frisa.
Em Mato Grosso já existe algumas iniciativas de produção e dois postos já estão comercializando o produto.
O coordenador do evento, Paulo Teixeira, da UFMT, afirma que produzir biodiesel ainda é muito caro no país se comparado ao diesel. “Mais investimento no aprimoramento de tecnologia e produção em escala comercial pode baratear o biodiesel”, disse Teixeira.
O reitor da UFMT, Paulo Speller, afirmou que o biodiesel precisa ser melhor compreendido pela população. “É uma questão estratégica para o Brasil”, disse.
Joana Dantas
Fonte: Folha do Estado – Cuiabá/MT
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