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O governador Germano Rigotto assinou, nesta quarta-feira (21), projeto de lei de concessão de direito real de uso de um terreno em poder do Estado, em Cachoeira do Sul, pela Granol Indústria, Comércio e Exportação. Com sede na cidade de São Paulo, a empresa vai reativar e expandir a planta industrial da Centralsul, desativada há mais de 20 anos, para processar soja e produzir óleo e farelo. Está prevista também, para a partir de 2009, a produção de biocombustível. "O programa de desenvolvimento de biodiesel é um avanço sem volta. O Rio Grande do Sul tem espaço enorme para cultivo de matéria-prima, e o Estado está apoiando também pesquisas em torno dessa alternativa", afirmou Rigotto.
De acordo ainda com o governador, a produção de biodiesel em Cachoeira do Sul representa a geração de emprego e renda para os pequenos agricultores e produtores do Estado, que vão produzir soja, canola, girassol e mamona para abastecer a usina. O investimento feito pela Granol é de R$ 20 milhões, dos quais R$ 10 milhões destinam-se à reativação do complexo industrial, em uma área de aproximadamente 30 hectares. Segundo o prefeito de Cachoeira do Sul, Marlon Santos, quatro mil produtores serão beneficiados diretamente pela Granol, e "todos os municípios da região Jacuí Centro terão reflexos em sua economia em função deste empreendimento".
Projeto
No texto do projeto de lei - que será encaminhado à Assembléia Legislativa -, o Governo do Estado justifica a concessão de uso do terreno afirmando tratar-se de um investimento de extrema importância para o desenvolvimento da Metade Sul e, em especial, dos municípios da região de Cachoeira do Sul. A estimativa é de que o empreendimento gere aproximadamente 260 empregos diretos e 1.050 indiretos. São destacadas também no documento a repercussão e a importância social e econômica da iniciativa em face de sua vinculação ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.
A área oferecida para concessão ao investimento da Granol é de titularidade do governo federal, mas tem sua administração delegada ao Estado, por força de convênio, para exploração do Porto de Cachoeira do Sul. Como o terminal portuário ainda não está identificado como Porto Organizado - em conformidade com a lei federal 8.630/93-, o Estado pode conceder parte do terreno para a realização de projeto de desenvolvimento regional.
Produção
Além da indústria de biocombustível planejada pela Granol, o Rio Grande do Sul já tem confirmados outros três empreendimentos do gênero. Juntos, eles representam investimento em torno de R$ 160 milhões e produção de 340 milhões de litros/ano de biodiesel. Os outros três estão sendo feitos em Passo Fundo, Rosário do Sul e Veranópolis. Para impulsionar o setor, o Governo do Estado reduziu a alíquota de ICMS do biodiesel de 17% para 12%, na fase comercial entre as distribuidoras e os postos. A etapa de produção ficou isenta do imposto.
Todos os projetos estão integrados ao programa Probiodiesel-RS, criado por decreto do governador Rigotto, assinado em 26 de novembro de 2003, e desenvolvido pela Secretaria da Ciência e Tecnologia. O programa estimula e apóia pesquisas sobre a fabricação de biocombustível e a implementação de unidades de produção. Além de ser uma importante alternativa ao diesel de petróleo, pelas vantagens ambientais e econômicas que apresenta, a produção de biocombustível representa a possibilidade de expansão para a fronteira agrícola do Rio Grande do Sul, viabilizando aumento da oferta de emprego e de renda. O Sul do Brasil consome 21% do total de óleo diesel utilizado no país. Isso equivale a 7,75 milhões de toneladas. No caso do biodiesel, o Rio Grande do Sul tem a seu favor o fato de ser o terceiro maior produtor nacional de oleaginosas. Participaram da solenidade o secretário da Agricultura e Abastecimento, Quintiliano Vieira, o diretor industrial da Granol, Juan Diego Ferres Dellapiane, o gerente da unidade de Cachoeira do Sul, Armando Hiroshi, o deputado federal José Otávio Germano, e o deputado estadual Alceu Moreira.
Sonaira Canterle
O governador Germano Rigotto assinou, nesta quarta-feira (21), projeto de lei de concessão de direito real de uso de um terreno em poder do Estado, em Cachoeira do Sul, pela Granol Indústria, Comércio e Exportação. Com sede na cidade de São Paulo, a empresa vai reativar e expandir a planta industrial da Centralsul, desativada há mais de 20 anos, para processar soja e produzir óleo e farelo. Está prevista também, para a partir de 2009, a produção de biocombustível. "O programa de desenvolvimento de biodiesel é um avanço sem volta. O Rio Grande do Sul tem espaço enorme para cultivo de matéria-prima, e o Estado está apoiando também pesquisas em torno dessa alternativa", afirmou Rigotto.
De acordo ainda com o governador, a produção de biodiesel em Cachoeira do Sul representa a geração de emprego e renda para os pequenos agricultores e produtores do Estado, que vão produzir soja, canola, girassol e mamona para abastecer a usina. O investimento feito pela Granol é de R$ 20 milhões, dos quais R$ 10 milhões destinam-se à reativação do complexo industrial, em uma área de aproximadamente 30 hectares. Segundo o prefeito de Cachoeira do Sul, Marlon Santos, quatro mil produtores serão beneficiados diretamente pela Granol, e "todos os municípios da região Jacuí Centro terão reflexos em sua economia em função deste empreendimento".
Projeto
No texto do projeto de lei - que será encaminhado à Assembléia Legislativa -, o Governo do Estado justifica a concessão de uso do terreno afirmando tratar-se de um investimento de extrema importância para o desenvolvimento da Metade Sul e, em especial, dos municípios da região de Cachoeira do Sul. A estimativa é de que o empreendimento gere aproximadamente 260 empregos diretos e 1.050 indiretos. São destacadas também no documento a repercussão e a importância social e econômica da iniciativa em face de sua vinculação ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.
A área oferecida para concessão ao investimento da Granol é de titularidade do governo federal, mas tem sua administração delegada ao Estado, por força de convênio, para exploração do Porto de Cachoeira do Sul. Como o terminal portuário ainda não está identificado como Porto Organizado - em conformidade com a lei federal 8.630/93-, o Estado pode conceder parte do terreno para a realização de projeto de desenvolvimento regional.
Produção
Além da indústria de biocombustível planejada pela Granol, o Rio Grande do Sul já tem confirmados outros três empreendimentos do gênero. Juntos, eles representam investimento em torno de R$ 160 milhões e produção de 340 milhões de litros/ano de biodiesel. Os outros três estão sendo feitos em Passo Fundo, Rosário do Sul e Veranópolis. Para impulsionar o setor, o Governo do Estado reduziu a alíquota de ICMS do biodiesel de 17% para 12%, na fase comercial entre as distribuidoras e os postos. A etapa de produção ficou isenta do imposto.
Todos os projetos estão integrados ao programa Probiodiesel-RS, criado por decreto do governador Rigotto, assinado em 26 de novembro de 2003, e desenvolvido pela Secretaria da Ciência e Tecnologia. O programa estimula e apóia pesquisas sobre a fabricação de biocombustível e a implementação de unidades de produção. Além de ser uma importante alternativa ao diesel de petróleo, pelas vantagens ambientais e econômicas que apresenta, a produção de biocombustível representa a possibilidade de expansão para a fronteira agrícola do Rio Grande do Sul, viabilizando aumento da oferta de emprego e de renda. O Sul do Brasil consome 21% do total de óleo diesel utilizado no país. Isso equivale a 7,75 milhões de toneladas. No caso do biodiesel, o Rio Grande do Sul tem a seu favor o fato de ser o terceiro maior produtor nacional de oleaginosas. Participaram da solenidade o secretário da Agricultura e Abastecimento, Quintiliano Vieira, o diretor industrial da Granol, Juan Diego Ferres Dellapiane, o gerente da unidade de Cachoeira do Sul, Armando Hiroshi, o deputado federal José Otávio Germano, e o deputado estadual Alceu Moreira.
Sonaira Canterle