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Goiás, promessa energética

Depois de ser considerado o celeiro do Brasil e destacar-se na agroindústria, Goiás é uma das grandes promessas energéticas do País
Diário da Manhã - Goiânia/GO 3 min de leitura
Depois de ser considerado o celeiro do Brasil e destacar-se na agroindústria, Goiás é uma das grandes promessas energéticas do País. Graças às abundantes fontes aqüíferas, gera sete vezes a quantidade de energia que necessita e atrai investimentos na área, mas seu potencial está, sobretudo, na diversificação de suas matrizes. As usinas alcooleiras instaladas no Estado produziram no último ano 728.867m3 do produto. Também foi dada a largada à indústria do biodiesel e, além da Granol que produz 300m3 por dia, outros cinco projetos já foram aprovados. Os consumidores do Estado já contam com o gás natural veicular (GNV), combustível limpo e econômico.

Este ano, 60 milhões dos 800 milhões de litros de etanol fabricados em Goiás foram vendidos para outros países. Para Igor Montenegro, presidente do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Álcool em Goiás (Sifaeg), a produção de álcool e biodiesel vai permitir que o Estado saia da posição de importador para exportador de combustível. A estimativa é de aumento de 17,32% no volume da produção em relação a 2005, mas os resultados desta safra ficam prontos na próxima semana. “Em 2010, teremos dobrado nossa produção.”

O secretário de Indústria e Comércio, Ridoval Chiareloto, lembra que há poucos anos o potencial energético do Estado limitava-se aos recursos hídricos e destaca a importância da diversidade. “Depois da infra-estrutura, a energia é o principal ingrediente para o desenvolvimento”. No caso específico do álcool, Goiás já é um dos cinco maiores produtores, mas persegue a terceira colocação que, segundo Igor, será alcançada ainda em 2010. Ele lembra que o Brasil é pioneiro na produção de biocombustíveis, pois há mais de 30 anos implantou o programa nacional do etanol.

O Estado conta com 15 usinas sucroalcooleiras em operação e quatro em construção. Outros 37 pedidos de incentivo fiscal para instalação foram aprovados e 23 estão sendo analisados. A expectativa é que em 10 anos Goiás tenha 150 usinas.

Cerca de 25% dos novos investimentos no setor dentro do País são direcionados a Goiás e Minas Gerais, que, juntamente com São Paulo, formam o grande corredor de produção de etanol. As previsões não poderiam ser melhores. Interligando os três Estados, a partir de 2007 a Petrobras inicia a construção do alcoolduto que transportará 6 milhões de metros cúbicos. A obra custaria U$S 454 milhões e entraria em operação em 2010.

Pedro Arantes, analista de mercado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), afirma que se forem implantados todos os projetos em andamento, dentro de três anos haverá aumento de 250% na produção da cana-de-açúcar em Goiás. A expansão canavieira já preocupa o setor agrícula, que teme a instalação da monocultura.

No mês passado, o prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha, sancionou uma lei que limita em 10% da área agricultável do município o cultivo da cana. Arantes afirma que a exclusividade deste cultivo no campo atinge o sul e o sudoeste do Estado.

Cleybets Lopes
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