BiodieselBR
Publicidade

Goiás inaugura sua 1ª usina de biodiesel

Depois dos produtores de algodão do Mato Grosso anunciarem que construirão uma usina própria, em Cuiabá, é a vez dos agricultores de Goiás informarem que no próximo sábado será inaugurada a obra da primeira usina de biodiesel em escala comercial do Estado.
Agência Estado 2 min de leitura
Depois dos produtores de algodão do Mato Grosso anunciarem que construirão uma usina própria, em Cuiabá, é a vez dos agricultores de Goiás informarem que no próximo sábado será inaugurada a obra da primeira usina de biodiesel em escala comercial do Estado. Com um investimento de 54 milhões de euros, a Cooperativa dos Produtores de Algodão do Estado de Goiás (Allcotton), juntamente com a empresa de captação de investimentos B2br e a belga Meena Finance, pretende processar 500 mil toneladas de grãos, entre soja e caroço de algodão, para produzir 114 milhões de litros por ano.

De acordo com o diretor da Allcotton, Ronaldo Macedo Limberte, os produtores de algodão, que também cultivam soja, irão garantir o abastecimento da usina e as empresas estrangeiras entrarão com a tecnologia de produção. "Utilizaremos 70% de soja e 30% de caroço de algodão e a expectativa é que a usina começa a operar em janeiro de 2008, junto com a lei que passará a exigir a mistura de 2% de biodiesel ao diesel convencional", afirma Limberte.

A estratégia da nova usina é destinar a produção do combustível para o mercado interno e exportar apenas o excedente. Para isso, os investidores devem fechar uma parceria com a Fundação GO para criar e desenvolver um projeto de agricultura familiar no Estado. "Para vender o biodiesel no mercado interno precisamos adquirir parte da matéria-prima da agricultura familiar e por isso vamos desenvolver esse projeto para a cultura do algodão", explica Limberte.

O executivo lembra que o biodiesel na Europa já é utilizado há cerca de 20 anos, mas que os volumes ainda são pequenos pela falta de áreas agricultáveis para a produção de oleaginosas que poderiam ser destinadas à produção do combustível. "Os europeus preferem utilizar suas áreas para a produção de alimentos, pois para isso recebem os subsídios. Como no Brasil espaço não é um problema, passamos a atrair esse tipo de investimento", diz Limberte.

Alexandre Inacio
Compartilhar: