Após recuperar a rentabilidade no ano de 2006, a Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) volta a investir para ampliar seu complexo industrial. A cooperativa finaliza estudos de viabilidade técnica e econômica para implantar uma usina de biodiesel em Goiás.
De acordo com Antonio Chavaglia, presidente da cooperativa, a unidade deve ser construída em Rio Verde e terá capacidade para produzir 100 milhões de litros de biodiesel por ano a partir da soja. "O início do investimento só depende do mercado. Nos últimos meses os preços da soja subiram muito, tornando mais compensador a venda do óleo refinado para alimentação", afirma Chavaglia. A Comigo mantém uma refinaria de óleo em Rio Verde, que processa 200 mil litros por dia.
Ele observa que a soja produzida em Goiás é negociada atualmente entre R$ 29 e R$ 30, mas há sinalização de queda para R$ 26 em março, auge da colheita no Estado. "Como há pouca oferta no momento, os preços não estão acompanhando a bolsa de Chicago, mas a partir de fevereiro, a tendência é ficar equivalente às cotações de Chicago, descontado o prêmio e o frete até Paranaguá", diz.
O valor do investimento ainda é mantido em sigilo. De acordo com a consultoria MB do Brasil, especializada em projetos na área de biodiesel, tendo atualmente 21 novos projetos de usinas em carteira, o custo médio para a instalação de uma usina desse porte é de R$ 20 milhões. Quando há necessidade de instalação de uma esmagadora, o valor aplicado aumenta para uma média de R$ 60 milhões.
Outro projeto, que deve sair do papel neste ano, é para geração de energia. A cooperativa estuda o aproveitamento de parte do óleo de soja que produz e biomassa - como sabugo e palha do milho e casca de arroz. "A meta é tornar as fábricas auto-suficientes em geração de energia elétrica e comercializar parte da energia gerada para o município. Nosso objetivo é fazer esse investimento o mais rápido possível, para reduzir custos", explica.
Nos próximos dias, a Comigo recebe em Rio Verde equipamentos importados da Alemanha e Itália para a fábrica de refino de óleo. A cooperativa investiu R$ 20 milhões em maquinário para iniciar o envase do óleo refinado com garrafas PET. A mudança tem por objetivo atender à exigência dos consumidores, segundo Chavaglia. "A embalagem PET custa a metade do preço da lata de alumínio, o que torna a mudança vantajosa também para as indústrias", acrescenta.
Hoje a Comigo atua nos mercados varejistas do Nordeste e Centro-Oeste com as marcas Comigo e Brasileiro. Parte da produção diária, de 200 mil litros por dia, também é revendida para outras indústrias no país.
Em 2006, a Comigo originou 15 milhões de sacas de grãos (ou 900 mil toneladas), entre soja, milho, sorgo e arroz. Desse total, o volume de soja foi de 630 mil toneladas, ante 780 mil em 2005.
Por conta da redução no volume processado e da queda nos preços dos grãos durante parte do ano, o faturamento da cooperativa caiu 8%, para R$ 663 milhões. Mas conforme Chavaglia, houve um reajuste nos custos, o que proporciou um lucro (sobra) aos cooperados equivalente a 3% da receita. Em 2005, a rentabilidade foi zero. Para este ano, a previsão é de um incremento de 20% no volume de grãos originado. "O cenário mudou nos últimos meses e indica melhora na rentabilidade. Só espero que não seja um alvoroço e que haja sustentação nos preços dos grãos ao longo da colheita", afirma.
A Comigo estuda ainda reabrir sua unidade de beneficiamento de algodão, com capacidade para 7,5 mil arrrobas/dia (112,5 toneladas). A unidade ficou fechada em 2006, por falta de demanda.
De acordo com Antonio Chavaglia, presidente da cooperativa, a unidade deve ser construída em Rio Verde e terá capacidade para produzir 100 milhões de litros de biodiesel por ano a partir da soja. "O início do investimento só depende do mercado. Nos últimos meses os preços da soja subiram muito, tornando mais compensador a venda do óleo refinado para alimentação", afirma Chavaglia. A Comigo mantém uma refinaria de óleo em Rio Verde, que processa 200 mil litros por dia.
Ele observa que a soja produzida em Goiás é negociada atualmente entre R$ 29 e R$ 30, mas há sinalização de queda para R$ 26 em março, auge da colheita no Estado. "Como há pouca oferta no momento, os preços não estão acompanhando a bolsa de Chicago, mas a partir de fevereiro, a tendência é ficar equivalente às cotações de Chicago, descontado o prêmio e o frete até Paranaguá", diz.
O valor do investimento ainda é mantido em sigilo. De acordo com a consultoria MB do Brasil, especializada em projetos na área de biodiesel, tendo atualmente 21 novos projetos de usinas em carteira, o custo médio para a instalação de uma usina desse porte é de R$ 20 milhões. Quando há necessidade de instalação de uma esmagadora, o valor aplicado aumenta para uma média de R$ 60 milhões.
Outro projeto, que deve sair do papel neste ano, é para geração de energia. A cooperativa estuda o aproveitamento de parte do óleo de soja que produz e biomassa - como sabugo e palha do milho e casca de arroz. "A meta é tornar as fábricas auto-suficientes em geração de energia elétrica e comercializar parte da energia gerada para o município. Nosso objetivo é fazer esse investimento o mais rápido possível, para reduzir custos", explica.
Nos próximos dias, a Comigo recebe em Rio Verde equipamentos importados da Alemanha e Itália para a fábrica de refino de óleo. A cooperativa investiu R$ 20 milhões em maquinário para iniciar o envase do óleo refinado com garrafas PET. A mudança tem por objetivo atender à exigência dos consumidores, segundo Chavaglia. "A embalagem PET custa a metade do preço da lata de alumínio, o que torna a mudança vantajosa também para as indústrias", acrescenta.
Hoje a Comigo atua nos mercados varejistas do Nordeste e Centro-Oeste com as marcas Comigo e Brasileiro. Parte da produção diária, de 200 mil litros por dia, também é revendida para outras indústrias no país.
Em 2006, a Comigo originou 15 milhões de sacas de grãos (ou 900 mil toneladas), entre soja, milho, sorgo e arroz. Desse total, o volume de soja foi de 630 mil toneladas, ante 780 mil em 2005.
Por conta da redução no volume processado e da queda nos preços dos grãos durante parte do ano, o faturamento da cooperativa caiu 8%, para R$ 663 milhões. Mas conforme Chavaglia, houve um reajuste nos custos, o que proporciou um lucro (sobra) aos cooperados equivalente a 3% da receita. Em 2005, a rentabilidade foi zero. Para este ano, a previsão é de um incremento de 20% no volume de grãos originado. "O cenário mudou nos últimos meses e indica melhora na rentabilidade. Só espero que não seja um alvoroço e que haja sustentação nos preços dos grãos ao longo da colheita", afirma.
A Comigo estuda ainda reabrir sua unidade de beneficiamento de algodão, com capacidade para 7,5 mil arrrobas/dia (112,5 toneladas). A unidade ficou fechada em 2006, por falta de demanda.