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Empresa Privada assume usina de biodiesel de Varginha

Empresa instalada em Varginha desde abril, assume o gerenciamento da usina de biodiesel e todo o processo de produção do combustível a base de óleos vegetais. A empresa faz parte do grupo...
. 4 min de leitura
Empresa que produz tintas de parede a base de água, instalada em Varginha desde abril, assume o gerenciamento da usina de biodiesel e todo o processo de produção do combustível a base de óleos vegetais. A empresa faz parte do grupo...

Parte da glicerina obtida com a produção de biodiesel na usina de Varginha será reservada para o trabalho...

O interesse do empresário é comercializar o biodiesel e os sub produtos, que podem ser usados como adubo de...

Investimentos chegam a R$ 1 milhão e contam com projeto social.

A EcolFix Revestimentos Ecologicamente Corretos, empresa que produz tintas de parede a base de água, instalada em Varginha desde abril, assume o gerenciamento da usina de biodiesel da Prefeitura e todo o processo de produção do combustível a base de óleos vegetais. A empresa faz parte do grupo Ambra, com sede em São Paulo.

O protocolo de intenção entre a Ambra e o município prevê que a prefeitura conceda à empresa a área onde está instalada a usina de biodiesel, próximo ao condomínio Walita, e o direito de uso da máquina que produz o combustível. A empresa pagou pelos equipamentos de extração de óleo vegetal, instaladas no mesmo local e se comprometeu a comprar mamona e outras oleaginosas da cooperativa formada pela prefeitura e de pequenos produtores rurais do município.

A Ambra Energética e Ambiental Ltda, como é chamada a empresa que passa a gerenciar a usina, já fez investimentos de cerca de R$ 1 milhão na etapa inicial e estipula meta de R$ 4 milhões na segunda etapa que começa em dezembro deste ano. Entre as metas está a ampliação da capacidade de produção da usina, de 70 mil para 700 mil litros de biodiesel por mês, e 10% desta produção será oferecida à Prefeitura de Varginha como forma de pagamento do valor de R$ 750 mil reais, investidos até agora na implantação da produção de biodiesel no município.

De acordo com Alfredo Francisco Conde, da EcolFix, o interesse pela usina de biodiesel de Varginha começou com o fato do grupo empresarial ter a intenção de comercializar a glicerina, um dos resíduos da produção de biocombustível. Ele procurou o Secretário Municipal de Café e Agricultura, Joadylson Barra Ferreira, e as negociações progrediram para a aquisição de toda a linha de produção de biodiesel.

O interesse do empresário é comercializar o biodiesel e os sub produtos, que podem ser usados como adubo de culturas agrícolas e ração animal, além da glicerina, que será fornecida para empresas de cosméticos. Alfredo Conde acredita que o processo vai gerar cerca de 400 empregos indiretos em Varginha. “O biodiesel é algo que não tem mais volta, nossa idéia é ampliar a produção até alcançar outros países”, afirma o empresário.

O grupo Ambra já entrou com pedido de aquisição do Selo Social no Ministério do Desenvolvimento Agrário, documento indispensável para a empresa interessada em comercializar o biodiesel. O empresário pretende participar do próximo leilão de biodiesel do Governo Federal, marcado para setembro.

Programa Social

Parte da glicerina obtida com a produção de biodiesel na usina de Varginha será reservada para o trabalho social elaborado por Cristiane Conde, esposa de Alfredo Conde e também executiva da Ambra. Ela vai criar uma cooperativa com mão de obra exclusivamente feminina para a produção de sabonetes artesanais e velas decorativas.

“A principal idéia é não deixar que sobrem resíduos que possam poluir o meio ambiente e a produção de velas e sabonetes vai gerar emprego e renda para mulheres de Varginha”, afirma a empresária. Ela diz que, assim que tiver a quantidade necessária de glicerina, começa a formação da cooperativa.

O interesse do grupo Ambra por Varginha vai além. De acordo com Alfredo Conde eles já têm a autorização do Ministério de Indústria e Desenvolvimento para importar máquinas copiadoras usadas e remanufaturá-las no Brasil. A unidade será instalada em Varginha, num galpão já reservado no bairro Imaculada. Em agosto chegam as primeira máquinas.

De acordo com o Secretário Municipal de Café e Agricultura, Joadylson Barra Ferreira, o fato do processo ser gerenciado por uma empresa particular “vai facilitar os desembolsos de investimentos necessários para que o processo cresça e se desenvolva, a compra e a venda de matéria prima são mais ágeis na iniciativa privada e este era o sonho do Prefeito Mauro Teixeira, encontrar o parceiro que pudesse fazer de Varginha uma grande produtora e exportadora de biodiesel.” (Assessoria de Imprensa)

da redação
Jornal Sul de Minas  

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