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Empresa comprova viabilidade de biodiesel com mistura a partir de 20%

Os resultados promissores dos testes em motores diesel Caterpillar levaram a empresa a decidir, a partir de 2007, a adicionar 20% de biodiesel ao óleo diesel de todas as unidades de produção de mina e do setor de manutenção.
Revista Elo 3 min de leitura
Numa iniciativa pioneira no Brasil em motores diesel Caterpillar, a Rio Paracatu Mineração – RPM concluiu em novembro a sua experiência de adição de biodiesel em percentuais variando de 5% até 100%, projeto iniciado com teste de dinamômetro, seguido por desempenho na mina e encerrado com desmontagem e exame técnico das peças do motor 3508 HEUI, série 7YG01478, que equipa o caminhão “fora-de-estrada” 777C da frota da mineradora, que operou 4.194 horas durante o experimento. Os resultados promissores dessa ação levaram a empresa a decidir, a partir de 2007, a adicionar 20% de biodiesel ao óleo diesel de todas as unidades de produção de mina e do setor de manutenção.

Considerando o consumo atual e anual de nove milhões de litros de diesel, a RPM terá que adquirir no mercado doméstico algo em torno de dois milhões de litros de biodiesel, um volume bastante significativo para consumo da frota atual. “Mas esse volume poderá dobrar e até quadruplicar com o gerenciamento do consumo com biodiesel e a renovação e aumento do porte dos equipamentos que a mineradora terá que adquirir para atender seu plano de expansão”, observa Rogério Maia, gerente de manutenção da companhia. O executivo explica que os estudos apontam para uma adição de biodiesel de até 50% sem variação de potência, entretanto, após 20% há pequenas variações de consumo nos equipamentos de alta produção que trabalham com motores em sua máxima rotação. “Com 20%, no caso do 777C, o consumo é até menor”, diz.

A equipe responsável pelo projeto de biodiesel da RPM prepara-se agora para desenvolver fornecedor que se interesse pela instalação de uma usina produtora ao lado da oficina central, em Paracatu, região produtora de grãos e de álcool, com garantia de compra inicial de dois milhões de litros por ano. Ao mesmo tempo, a sua estrutura interna prossegue com os testes, agora incluindo a carregadeira de rodas 992D e o trator de esteiras D10T, máquinas que completam, com o 777C, o mach de produção em funcionamento na mina Morro do Ouro, já com 20% como ponto de partida. “Quando iniciamos os testes com o 777C, uma motoniveladora 140H (motor 3176C) e um caminhão, que serve como unidade móvel de lubrificação e abastecimento, fizeram parte do programa, com mistura de 50% e não houve variação de potência e consumo. O mesmo ocorreu com um motogerador a diesel de um equipamento de solda, porém com 100% de biodiesel”, comenta Eliel Silva, engenheiro de planejamento de manutenção da mineradora.
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