A partir deste semestre, a Eletronorte inicia o processo de diversificação da matriz elétrica dos sistemas isolados da Região Norte. A subsidiária da Eletrobrás irá introduzir o biodiesel nos sistemas termoelétricos de Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). Inicialmente, a queima do energético irá gerar apenas 2 MW médios de energia elétrica, de acordo com o plano de operação 2006, documento elaborado pelo Grupo Técnico Operacional da Região Norte (GTON) da Eletrobrás, responsável pelo planejamento e supervisão dos sistemas isolados da Região Norte.
Os sistemas isolados assim denominados por não serem atendidos pelas linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional são abastecidos principalmente pela termogeração. Segundo dados do plano de operação 2006, a geração hídrica representará apenas 19,5%, ou 266 MW médios, da produção de energia, enquanto a termoeletricidade corresponderá a 76,2% (1,04 mil MW). O diesel detém a maior participação, com 27,3% (373 MW) para gerar tal energia, serão consumidos 929 milhões de litros do insumo. O volume de 2 MW garantirá ao biodiesel inserção de 0,14% na matriz.
O projeto deverá demandar, inicialmente, 6,525 milhões de litros de biodiesel, o que significa uma adição de 2% do insumo ao diesel. Deste montante, 1,341 milhão de litros será consumido no sistema Macapá, 712 mil litros em Rio Branco e 4,472 milhões de litros em Porto Velho. A meta da Eletronorte é atingir a adição de 20% o que representa um volume de 64,5 milhões de litros de biodiesel , de acordo com Ércio Muniz Lima, gerente de desenvolvimento energético de comunidades isoladas da estatal.
Segundo o executivo, as térmicas precisarão passar por ajustes para utilizar o energético. Por ser um projeto novo, os fabricantes estão receosos. Por isso, estamos observando o aspecto da garantia dos equipamentos, afirma. Um dos pontos ainda não definidos diz respeito ao percentual de mistura entre o biodiesel e o diesel. A gerência de térmicas da estatal ainda avalia a questão conforme a especificidade das turbinas.
Até por isso, os valores dos volumes iniciais não são definitivos. Muniz explica que o projeto será submetido hoje à diretoria da Eletronorte para aprovação, sendo que após essa etapa haverá uma definição mais precisa da demanda por biodiesel.
Na primeira fase do projeto, a Eletronorte irá adquirir o insumo da BR Distribuidora. Segundo Muniz, a subsidiária da Eletrobrás está finalizando as negociações com a distribuidora para definir o volume a ser comprado e a que preço. O biodiesel ainda é um pouco mais caro que o diesel. Negociamos com a BR para que o biodiesel seja vendido ao mesmo preço do diesel, explica.
O biodiesel já vem ganhando competitividade. No segundo leilão de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado em março, o preço médio foi de R$ 1,.85 por litro. Já no terceiro e quarto leilões, realizados este mês, o valor médio de venda caiu para R$ 1,74 por litro. Apesar disso, os preços correspondem apenas à remuneração do produtor, não incluindo as margens das distribuidoras e os custos com logística. Em contrapartida, dados da ANP indicam que o diesel é comercializado pelas distribuidoras ao valor médio de R$ 1,76 por litro na Região Norte.
Na segunda etapa, a Eletronorte pretende adquirir o biodiesel de agricultores familiares. Para tanto, a estatal mantém conversas com o Ministério de Desenvolvimento Agrário para incentivar a produção do energético em sua área de concessão. Muniz não revelou de qual tipo de oleaginosa será estimulado o cultivo.
A Região Norte apresenta grande potencial para o aproveitamento da palma, de acordo com Miguel Biegai, analista da consultoria Safras & Mercado. Enquanto a soja apresenta produtividade de 500 litros por hectare, a relação para a palma é de 4 mil litros por hectare, explica. O grande problema é que o prazo do plantio até a colheita leva anos e varia conforma a variedade plantada. O analista vê com bons olhos a estratégia da Eletronorte. A médio prazo, o biodiesel será muito competitivo. É preciso levar em conta que grande parte do diesel consumido no Norte vem do Sudeste. A inserção trará futuramente uma redução de custos.
Os sistemas isolados assim denominados por não serem atendidos pelas linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional são abastecidos principalmente pela termogeração. Segundo dados do plano de operação 2006, a geração hídrica representará apenas 19,5%, ou 266 MW médios, da produção de energia, enquanto a termoeletricidade corresponderá a 76,2% (1,04 mil MW). O diesel detém a maior participação, com 27,3% (373 MW) para gerar tal energia, serão consumidos 929 milhões de litros do insumo. O volume de 2 MW garantirá ao biodiesel inserção de 0,14% na matriz.
O projeto deverá demandar, inicialmente, 6,525 milhões de litros de biodiesel, o que significa uma adição de 2% do insumo ao diesel. Deste montante, 1,341 milhão de litros será consumido no sistema Macapá, 712 mil litros em Rio Branco e 4,472 milhões de litros em Porto Velho. A meta da Eletronorte é atingir a adição de 20% o que representa um volume de 64,5 milhões de litros de biodiesel , de acordo com Ércio Muniz Lima, gerente de desenvolvimento energético de comunidades isoladas da estatal.
Segundo o executivo, as térmicas precisarão passar por ajustes para utilizar o energético. Por ser um projeto novo, os fabricantes estão receosos. Por isso, estamos observando o aspecto da garantia dos equipamentos, afirma. Um dos pontos ainda não definidos diz respeito ao percentual de mistura entre o biodiesel e o diesel. A gerência de térmicas da estatal ainda avalia a questão conforme a especificidade das turbinas.
Até por isso, os valores dos volumes iniciais não são definitivos. Muniz explica que o projeto será submetido hoje à diretoria da Eletronorte para aprovação, sendo que após essa etapa haverá uma definição mais precisa da demanda por biodiesel.
Na primeira fase do projeto, a Eletronorte irá adquirir o insumo da BR Distribuidora. Segundo Muniz, a subsidiária da Eletrobrás está finalizando as negociações com a distribuidora para definir o volume a ser comprado e a que preço. O biodiesel ainda é um pouco mais caro que o diesel. Negociamos com a BR para que o biodiesel seja vendido ao mesmo preço do diesel, explica.
O biodiesel já vem ganhando competitividade. No segundo leilão de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado em março, o preço médio foi de R$ 1,.85 por litro. Já no terceiro e quarto leilões, realizados este mês, o valor médio de venda caiu para R$ 1,74 por litro. Apesar disso, os preços correspondem apenas à remuneração do produtor, não incluindo as margens das distribuidoras e os custos com logística. Em contrapartida, dados da ANP indicam que o diesel é comercializado pelas distribuidoras ao valor médio de R$ 1,76 por litro na Região Norte.
Na segunda etapa, a Eletronorte pretende adquirir o biodiesel de agricultores familiares. Para tanto, a estatal mantém conversas com o Ministério de Desenvolvimento Agrário para incentivar a produção do energético em sua área de concessão. Muniz não revelou de qual tipo de oleaginosa será estimulado o cultivo.
A Região Norte apresenta grande potencial para o aproveitamento da palma, de acordo com Miguel Biegai, analista da consultoria Safras & Mercado. Enquanto a soja apresenta produtividade de 500 litros por hectare, a relação para a palma é de 4 mil litros por hectare, explica. O grande problema é que o prazo do plantio até a colheita leva anos e varia conforma a variedade plantada. O analista vê com bons olhos a estratégia da Eletronorte. A médio prazo, o biodiesel será muito competitivo. É preciso levar em conta que grande parte do diesel consumido no Norte vem do Sudeste. A inserção trará futuramente uma redução de custos.