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Editorial Zero Hora: Lançamento da pedra fundamental

Ainda inexistente, a usina, cujas obras de construção sequer passaram da fase de terraplenagem, abre possibilidades que os produtores agrícolas não podem ignorar ou desconsiderar.
Zero Hora 2 min de leitura
Por trás do ato claramente eleitoreiro e de sua inserção na campanha pela reeleição, há no lançamento pelo presidente Lula da pedra fundamental da unidade de produção de biodiesel de Passo Fundo uma perspectiva promissora para o agronegócio do Estado.

Ainda inexistente, a usina, cujas obras de construção sequer passaram da fase de terraplenagem, abre possibilidades que os produtores agrícolas não podem ignorar ou desconsiderar. Ela representa a promessa de uma das maiores unidades de produção de biodiesel do país.

A questão energética não é um problema gaúcho ou brasileiro, é um problema... global em crescimento, que desafia o planeta, aí incluídos especialmente os países mais desenvolvidos e portanto de consumo mais elevado. O preço dos combustíveis em níveis inéditos na história da humanidade, o crescimento da demanda especialmente com a entrada da China nesse mercado de consumo e as jazidas de petróleo finitas e desigualmente distribuídas na geografia do mundo, tudo isso faz com que o biodiesel surja como uma alternativa factível e objetiva, especialmente num país como o Brasil e numa região como a de Passo Fundo. Além de significar uma opção energética importante, o empreendimento vai se constituir numa perspectiva concreta e rentável para os produtores gaúchos, pois vai usar como matéria-prima itens como soja, semente de girassol, mamona e canola.

O lançamento da pedra fundamental, portanto, mesmo sendo um fato com as conotações eleitorais óbvias, desperta expectativas. Cabe à sociedade acompanhar de perto os desdobramentos do projeto, bancado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para que ele venha a se constituir em real favorecimento para o Planalto Médio e o Estado.
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