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Consumo de álcool é restrito apesar de vantagem econômica - Unica

Na cabeça do consumidor em geral, o flex é um carro a gasolina com a alternativa de ser abastecido também com álcool
Reuters 2 min de leitura
Uma pesquisa feita pelo Ibope apontou que, com os atuais preços do álcool, o consumo total do combustível pelos veículos flexíveis poderia ser 1 a 2 bilhões de litros maior que o atual, se não fossem aspectos "culturais" que ainda influenciam a decisão do consumidor, informou Unica.

"A pesquisa demonstrou que grande parte dos consumidores, mesmo com o álcool trazendo vantagens (econômicas), não está usando o combustível", disse o diretor técnico da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Antonio de Pádua Rodrigues, num intervalo do seminário promovido pela consultoria Datagro.

"O levantamento demonstra que, se houver promoção (comercial do álcool), o consumo pode aumentar em mais de 1 bilhão de litros independente de preços", afirmou Pádua, acrescentando que o consumo total atualmente gira em torno de 7 bilhões de litros.

O Ibope ouviu 1.200 proprietários de veículos flex em oito regiões do Brasil, há cerca de um mês, segundo a Unica, que encomendou a pesquisa.

O diretor da entidade acrescentou que os resultados são preliminares e não-conclusivos, servindo apenas como um indicativo da opinião dos consumidores sobre a tecnologia flex e sobre o uso do álcool nestes veículos.

"Percebemos que têm muitos mitos na cabeça do consumidor", disse ele, citando que mesmo em São Paulo --onde normalmente a diferença entre os preços do álcool e da gasolina é maior, em benefício do primeiro, já que o Estado é um grande produtor-- mais de 10 por cento da frota flex "nunca recebeu uma gota de álcool."

"Na cabeça do consumidor em geral, o flex é um carro a gasolina com a alternativa de ser abastecido também com álcool", afirmou.

Por Inaê Riveras
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