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Congresso em minas gerais discute perspectivas do biodiesel

"Em 2004 eram apenas 80 artigos científicos sobre o assunto. Hoje são 270"
Assessoria Sebrae 3 min de leitura
Comunidade científica, agricultores e empreendedores vão analisar as perspectivas técnicas, industriais, políticas, econômicas e sociais da produção do biodiesel em Varginha, no sul de Minas, de 3 e 7 de julho. O 4 Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, realizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) deve esquentar a discussão sobre combustíveis renováveis e o modelo para produção a ser adotado no Brasil.

Desde a primeira edição o congresso, que se tornou o maior evento científico sobre tema no Brasil, muita coisa mudou no cenário do biodiesel. "Em 2004 eram apenas 80 artigos científicos sobre o assunto. Hoje são 270", diz o professor Pedro Neto, coordenador do evento. Serão apresentados os resultados de pesquisas relacionadas à produção de plantas oleaginosas (de onde é possível extrair óleo para ser transformado em diesel), extração e purificação, aplicação dos óleos nas indústrias farmacêuticas, cosméticas e biológicas, produção, comercialização e utilização do biodiesel, controle de qualidade, experiências na produção de óleos vegetais e biodiesel e balanço energético e seqüestro de carbono.

A partir do ano que vem será obrigatória a mistura de 2% de biodiesel no diesel brasileiro. "Será necessária uma produção de 800 milhões de litros por ano para suprir a demanda", antecipa Pedro Neto. Ainda assim, o professor não acredita na possibilidade de que as oleaginosas posssam ameaçar as culturas voltadas para a alimentação. "As espécies permitem combinação de culturas. Isso é bom para o produtor", diz.

Em uma usina de Varginha já são processados dois mil hectares de girassóis, dez mil de nabo forrageiro e 400 de canola para a produção de diesel. "A indústria está interessada em investir na parte agrícola. Ela precisa garantir matéria-prima para trabalhar", afirma o professor da UFLA. Minas Gerais é o segundo maior consumidor de diesel do País, perde apenas para São Paulo. Durante o evento, nas clínicas tecnológicas realizadas pelo Sebrae em Minas, os participantes poderão estender as conversas com os palestrantes do congresso. "Serão mesas-redondas para que os interessados possam discutir melhor as questões do setor", explica o técnico do Sebrae/MG Leonardo Ivo. No total serão abordados oito diferentes temas que incluem todos os elos da cadeia do biodiesel, desde a produção das oleaginosas, passando pelo processamento e qualidade do combustível até a sua utilização nos motores, além da viabilidade financeira do negócio. As clínicas serão realizadas nos dias 4, 5 e 6 e terão inscrições gratuitas no estande do Sebrae.

Segundo Ivo, o evento será uma oportunidade para ligar indústrias e produtores. "Vamos fazer a articulação da cadeia, buscar parceiros para desenvolver a atividade", diz. A organização de pequenos produtores, orientados a consorciar a produção com outras culturas e evitar o modelo de monocultura pode ser decisiva para que o biodiesel seja também uma forma de desenvolvimento social.

O Sebrae em Minas também vai levar uma missão de produtores de oleaginosas da Cooperativa Agropecuária do Vale da Alimentação (Coval), da cidade de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro.

Data - de 3 a 7 de Julho Local - Sest/Senat de Varginha - Av. Professor Carvalho, 313, bairro Semionato
Mais informações (31) 3371-9036/9039/9212
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