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Comitiva busca informações para produzir biodiesel

Até setembro, representantes do Pólo Nacional de Biocombustiveis vão a Nova Zelândia para oficializar parceria.
Jornal de Piracicaba 3 min de leitura
Até setembro, representantes do Pólo Nacional de Biocombustiveis vão a Nova Zelândia para oficializar parceria.

Uma comitiva formada por empresários e representantes do governo da Nova Zelândia visitou ontem a sede do Pólo Nacional de Biocombustíveis, em Piracicaba, para conhecer detalhes da experiência brasileira no desenvolvimento e produção de biocombustíveis. Os neozelandeses manifestaram a intenção de firmar parceria com o pólo, para a capacitação e treinamento profissional, e afirmaram que pretendem desenvolver em seu país a produção de biodiesel utilizando como matéria-prima principal a gordura animal. A Nova Zelândia, que fica na Oceania, é um dos maiores produtores de ovinos do mundo.

Segundo o professor Weber Antonio Neves do Amaral, coordenador do Pólo Nacional de Biocombustíveis, a comitiva –– que contou com a presença de representantes do ministério da Agricultura, das agências que controlam o uso de energia renovável e do primeiro-secretário da embaixada da Nova Zelândia no Brasil, Haike Manning –– demonstrou interesse em investir na produção de biocombustíveis nas ilhas vizinhas ao país. “Eles não querem ser auto-suficientes na produção de biodiesel, mas querem que as demais ilhas do Pacífico Sul contribuam para a criação de uma matriz renovável de energia da Nova Zelândia.”

Amaral afirmou que durante o encontro, a delegação expôs a intenção de formalizar uma parceria com o Brasil para o intercâmbio de experiências. “Eles querem dividir conosco um projeto de capacitação em biocombustíveis e também entender como foram feitas as políticas públicas de suporte para os biocombustíveis no país”, disse.

Segundo o coordenador, o pólo está formatando um projeto de capacitação em biocombustíveis dirigido a países emergenciais. “Não é o caso da Nova Zelândia, mas sim das ilhas onde eles têm alguma ingerência política”. De acordo com Amaral, o governo da Nova Zelândia pretende utilizar créditos de carbono no financiamento de projetos no sudeste asiático.

Um grupo de pesquisadores do pólo deve visitar Wellington, capital da Nova Zelândia, para formalizar a parceria. A visita, segundo Amaral, deve acontecer até o mês de setembro, quando os neozelandeses definem o orçamento de 2007.

A passagem da delegação neozelandesa ao Brasil, inclui visitas a empresas do setor sucroalcooleiro e ao Centro de Pesquisas da Petrobras (Cempes), no Rio de Janeiro. Após o encontro no pólo, a comitiva visitou a CSJ (Cooperativa de Produtos e Serviços Metalúrgicos São José) e a Usina Furlan, em Santa Bárbara d‘Oeste, acompanhada do secretário da Indústria e Comércio de Piracicaba, Luciano Santos Tavares de Almeida, que durante o encontro no Pólo Nacional de Biocombustíveis falou aos neozelandeses sobre o Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool da Região de Piracicaba). “Eles também estão conhecendo o mercado sucroalcooleiro porque Fiji, uma das ilhas, é produtora de cana-de-açúcar”, disse Débora da Costa Barros, assessora da Secretaria.
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