RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Brasil Ecodiesel poderá exportar até 50 milhões de litros de biodiesel este ano, se isso não prejudicar o mercado interno, informou o presidente do Conselho de Administração da empresa, Jório Dauster.
Maior produtora de biodiesel do país, a companhia produziu no ano passado 282 milhões de litros do combustível e prevê encerrar este ano com 800 milhões de litros.
A partir de 2008, a mistura de 2 por cento de biodiesel ao diesel será obrigatória no Brasil. O total produzido pela empresa seria suficiente para atender a maior parte dos 840 milhões de litros que serão necessários para cumprir a mistura compulsória.
"Pensamos em exportar 30, 40, 50 mil metros cúbicos (milhões de litros) se possível este ano, mas nada que já esteja acertado... temos esperança de ser um grande 'player' internacional", afirmou Dauster sobre as exportações, ressaltando que o mercado europeu hoje é o mais interessado.
"Os Estados Unidos estão de olho no etanol brasileiro e a Europa no biodiesel", afirmou, após palestra nesta quarta-feira na Câmara de Comércio Brasil-França.
Ele explicou que o mercado europeu está acostumado com o biodiesel a partir da colza (oleaginosa), não utilizada no Brasil. Testes da Brasil Ecodiesel misturando mamona à soja, no entanto, estão sendo bem recebidos naquele mercado nos primeiros testes enviados, segundo Dauster.
Atualmente, 70 por cento da matéria-prima da empresa é a soja, mas a tendência é que esse percentual caia para 20 por cento até 2010. O girassol, hoje com 18 por cento da produção, deverá passar a responder por 45 por cento, e a mamona pulará dos 12 por cento atuais para 30 por cento. O restante será coberto pelo pinhão manso, informou o executivo.
Por Denise Luna
Maior produtora de biodiesel do país, a companhia produziu no ano passado 282 milhões de litros do combustível e prevê encerrar este ano com 800 milhões de litros.
A partir de 2008, a mistura de 2 por cento de biodiesel ao diesel será obrigatória no Brasil. O total produzido pela empresa seria suficiente para atender a maior parte dos 840 milhões de litros que serão necessários para cumprir a mistura compulsória.
"Pensamos em exportar 30, 40, 50 mil metros cúbicos (milhões de litros) se possível este ano, mas nada que já esteja acertado... temos esperança de ser um grande 'player' internacional", afirmou Dauster sobre as exportações, ressaltando que o mercado europeu hoje é o mais interessado.
"Os Estados Unidos estão de olho no etanol brasileiro e a Europa no biodiesel", afirmou, após palestra nesta quarta-feira na Câmara de Comércio Brasil-França.
Ele explicou que o mercado europeu está acostumado com o biodiesel a partir da colza (oleaginosa), não utilizada no Brasil. Testes da Brasil Ecodiesel misturando mamona à soja, no entanto, estão sendo bem recebidos naquele mercado nos primeiros testes enviados, segundo Dauster.
Atualmente, 70 por cento da matéria-prima da empresa é a soja, mas a tendência é que esse percentual caia para 20 por cento até 2010. O girassol, hoje com 18 por cento da produção, deverá passar a responder por 45 por cento, e a mamona pulará dos 12 por cento atuais para 30 por cento. O restante será coberto pelo pinhão manso, informou o executivo.
Por Denise Luna