Os brasileiros já enfrentaram grandes desafios: foram lutas históricas, como as Diretas-Já e a campanha O petróleo é nosso, que resultou na criação da Petrobras (1950). Mais uma vez, estamos desafiados a confrontar nova batalha, a implantação, definitiva, do biodiesel. A partir de 2008, será obrigatória a mistura de 2% de biodiesel ao diesel do petróleo, percentual que se elevará a 5% em 2013. A medida vai criar um mercado interno de 800 milhões de litros de biodiesel/ano, sem contar o potencial do mercado externo. Estima-se que 200 mil famílias serão beneficiadas somente através da mamona, que é típica do semi-árido. O brasileiro, na verdade, merece melhorar de vida. Isto só acontecerá quando passarmos a viver num país desenvolvido e socialmente mais justo.
O governo federal autorizou em dezembro de 2004 o uso comercial do biodiesel, combustível renovável produzido a partir de oleaginosas como mamoma, dendê, babaçu, soja, palma e girassol. O biodiesel tem uma mistura de 2% (B2) ao óleo diesel de petróleo. O uso do combustível permite a redução das importações de diesel e cria um mercado potencial para venda de 800 milhões de litros de biodiesel por ano. Isso representa uma economia anual de US$ 160 milhões na importação de diesel. A adição do biodiesel não exigirá mudanças nos motores movidos a diesel.
O programa, inicialmente, tenta resolver os graves problemas sociais de um lado brasileiro há muitos anos esquecido: o Norte e o Nordeste. Para atender à demanda, será necessária uma área plantada de oleaginosas estimada em 1,5 milhão de hectares. Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostram que somente no ano passado 84 mil hectares foram cultivados com oleaginosas por agricultores familiares na produção de biodiesel, sendo 59 mil deles no Nordeste.
Os benefícios tributários são concedidos aos produtores industriais de biodiesel que têm o Selo Combustível Social. O selo é concedido ao produtor industrial que compra matéria-prima de agricultores familiares. O uso do biodiesel tem apoio ministerial, principalmente através do Bndes e do Banco do Nordeste do Brasil.
Há, ainda, dispensa de garantias reais e pessoais, no caso de contrato de longo prazo para compra e venda de biodiesel. Outra medida adotada é a ampliação em 25% do prazo total de financiamento para compra de máquinas e equipamentos com motores, como tratores, que utilizem, pelo menos, 20% de biodiesel ou óleo vegetal bruto adicionado ao diesel.
O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse que a implementação do biodiesel passa pelo trabalho de inclusão social orientado pelo Governo Federal. ´Iisto implica numa ação determinada que protejam o agricultor familiar, seja o produtor de sementes ou do biodiesel com pequenas usinas. Não haverá sucesso para ele se não houver mecanismos de proteção do Estado e da sociedade´.
Na iniciativa privada, já há projetos aprovados, como o da Brasil Ecodiesel em Canto do Buriti (PI), a Agropalma em Belém (PA) e o Grupo Biobrás, com capacidade instalada para produzir 60 milhões de litros/ano de biodiesel, a partir da soja, mamona e girassol, em unidades localizadas em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Em Mato Grosso, a Ecomat opera uma planta de 14,6 milhões litros por ano a partir da soja.
Luciano Luque
O governo federal autorizou em dezembro de 2004 o uso comercial do biodiesel, combustível renovável produzido a partir de oleaginosas como mamoma, dendê, babaçu, soja, palma e girassol. O biodiesel tem uma mistura de 2% (B2) ao óleo diesel de petróleo. O uso do combustível permite a redução das importações de diesel e cria um mercado potencial para venda de 800 milhões de litros de biodiesel por ano. Isso representa uma economia anual de US$ 160 milhões na importação de diesel. A adição do biodiesel não exigirá mudanças nos motores movidos a diesel.
O programa, inicialmente, tenta resolver os graves problemas sociais de um lado brasileiro há muitos anos esquecido: o Norte e o Nordeste. Para atender à demanda, será necessária uma área plantada de oleaginosas estimada em 1,5 milhão de hectares. Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostram que somente no ano passado 84 mil hectares foram cultivados com oleaginosas por agricultores familiares na produção de biodiesel, sendo 59 mil deles no Nordeste.
Os benefícios tributários são concedidos aos produtores industriais de biodiesel que têm o Selo Combustível Social. O selo é concedido ao produtor industrial que compra matéria-prima de agricultores familiares. O uso do biodiesel tem apoio ministerial, principalmente através do Bndes e do Banco do Nordeste do Brasil.
Há, ainda, dispensa de garantias reais e pessoais, no caso de contrato de longo prazo para compra e venda de biodiesel. Outra medida adotada é a ampliação em 25% do prazo total de financiamento para compra de máquinas e equipamentos com motores, como tratores, que utilizem, pelo menos, 20% de biodiesel ou óleo vegetal bruto adicionado ao diesel.
O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse que a implementação do biodiesel passa pelo trabalho de inclusão social orientado pelo Governo Federal. ´Iisto implica numa ação determinada que protejam o agricultor familiar, seja o produtor de sementes ou do biodiesel com pequenas usinas. Não haverá sucesso para ele se não houver mecanismos de proteção do Estado e da sociedade´.
Na iniciativa privada, já há projetos aprovados, como o da Brasil Ecodiesel em Canto do Buriti (PI), a Agropalma em Belém (PA) e o Grupo Biobrás, com capacidade instalada para produzir 60 milhões de litros/ano de biodiesel, a partir da soja, mamona e girassol, em unidades localizadas em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Em Mato Grosso, a Ecomat opera uma planta de 14,6 milhões litros por ano a partir da soja.
Luciano Luque